Não tem grama verde para se gabar. Rede, quando não tem grandes furos, é luxo. A marcação de cal some. As traves, meio capengas, permanecem de pé mais por crença do que por engenharia. A gente cobra escanteio, corre para cabecear, espera rebote, ataca e defende. Não tem banco de reservas, todo mundo é titular e joga todos os tempos, ainda que se prorrogue algum sofrimento, ainda que haja pênaltis para os de coração forte. 

Nesse campinho que dorme cedo por não ter refletor, a gente joga aberto. 
Joga limpo.
 Joga duro, quando necessário, mas essa não é a regra. 

O fundamental é que a gente joga junto.

E num campinho assim, simples, feito a nossa divertida casa, um campinho familiar, a seleção precisa estar muito entrosada. E está. 

A Maria Flor é a centroavante, joga no ataque, que é uma maneira de garantir seu espaço no time que, quando ela chegou, já tinha dois titulares: Sophia na defesa, zagueira que não machuca adversário, e o José Miguel, filho do meio que domina o meio-campo da casa inteira. Nesse time ainda há uma capitã, líder insubstituível, craque na difícil arte de manter o espírito de equipe mesmo quando estamos em algum jogo perdido, levando uma goleada. Vanessa, esposa e mãe. Estaria contente só de vê-los jogar, mas fui convocado para ser pai. Um lateral pesado, quarentão, meio fora de forma, sem pique, mas que entendeu o seu papel. E aqui estou, me preparando para vê-los entrar em campo uma vez mais...na copa do nosso mundo...

Torcendo para que nesse jogo da vida eles sejam exemplos de quem joga limpo mesmo não vencendo todas, de quem sabem que mesmo perdendo um jogo não desistem nunca...

e principalmente pelas minhas duas filhas, que infelizmente vivem em um mundo machista, onde a bola quando chega, chega meio dividida. 

Filhas apenas joguem... independente do resultado do jogo, apenas joguem... 
vocês sempre serão minhas idolas, feito a sua mãe, mulher rara, única, que bate um bolão. 

Bom jogo...

[Alerta de spoiler]: 
o setor das arquibancadas reservado para os que acreditam está quase vazio. 

Juliano Fabricio
em uma boa jogada do seupai


Para mim a beleza do cristianismo reside na sua impossibilidade. 

Ninguém consegue viver neste mundo como ele é e seguir ao mesmo tempo os ensinamentos de Cristo, em praticamente qualquer interpretação deles. Impossível no tempo dele e no nosso – mas mesmo assim a ideia é você tentar. 

E esse tentar não deve levá-lo a resvalar em autodepreciação ou em vergonha ou em julgar os outros; ao contrário, deve levá-lo a amar e a expandir a sua empatia: a compreender as falhas dos outros, porque aqui está você, falhando logo ao lado deles.



...quem duvida do que uma autoridade religiosa diz está enredado nas artimanhas do Diabo... 

Penso o contrário:
 
que as convicções são as principais armas do Diabo.

As maiores atrocidades da história da humanidade, religiosas e políticas, foram cometidas por pessoas que não tinham dúvidas sobre a verdade dos seus pensamentos. As pessoas que duvidam, ao contrário, são tolerantes. Sabem que o que pensam não é a verdade. Seus pensamentos não passam de “palpites”. Por isso ouvem o que os outros têm a dizer, pois pode ser que a verdade esteja com eles... 

As religiões ocidentais, o cristianismo e o islamismo, se construíram sobre certezas. Sempre tiveram medo da dúvida. 

Sobre os que duvidavam colocaram a ameaça das fogueiras ou do Inferno. E isso deixou marcas tão profundas nas pessoas religiosas que, ainda hoje, elas têm medo de duvidar. 

O que significa:

elas têm medo de pensar.
Contentam-se em repetir o que lhes foi dito.
Porque é com a dúvida que o pensamento se inicia.

Como dizia Rubem Alves: "Mas eu não respeitaria um Deus que, havendo nos dado asas nos proibisse de voar". Contra o autoritarismo das certezas só há um remédio: o humor.

Juliano Fabricio
Na dúvida, pense...
... a dúvida dá asas ao conhecimento...


Vejo a mensagem de Jesus totalmente avessa aos apelos da nossa pomposa teologia cristã. 

Prefiro basear minha caminhada nos princípios aprendidos com Ele. Pois de uma maneira bastante diferente, o impacto de sua vida ajudou-me a compreender a verdade da fé cristã. 

Prefiro aprender de um Jesus que disseminou na terra um novo tipo de poder, uma inversão que virou de cabeça para baixo as suposições básicas da História. "Os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos", disse ele, dando cumprimento a esse princípio buscando os excluídos, os pobres, os sofredores. Ele foi a pessoa mais influente que já viveu, apesar de não ter um escritório, de possuir uma atitude de desprezo em relação ao poder político e de não ter deixado para trás de si nenhum bem material, senão um lençol.

Jesus ofereceu perdão aos pecadores, amor aos inimigos, compaixão profética àqueles de quem discordava. Hoje, todo grupo marginalizado do mundo - minorias, mulheres, deficientes, prisioneiros, doentes - pode olhar para Jesus como uma fonte de inspiração moral e um modelo para ações efetivas, quer sigam ou não seus ensinamentos. Por intermédio de muitos exemplos, posso ver que, além de fundar uma Igreja, Jesus produziu uma corrente de autoridade moral que liberta os cativos, alivia os oprimidos e despreza um mundo violento e competitivo. 

Essa corrente flui quer a Igreja se junte a ela ou opte por permanecer nos bancos.

O evangelho que creio tem vida em si, e que executa sua obra lenta e firme, independentemente do resto.

Juliano Fabricio
um cara nada ØRTODOXØ


No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: "Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Este é aquele a quem eu me referi, quando disse: Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes de mim. João 1:29-30

Quem decide ajudar pessoas, precisa se dar conta de que sua tarefa na vida é apontar para Jesus, para que cheguem até Ele.

E chegar até Jesus é ter uma experiência de emancipação

Quanto mais perto dele, menos dependemos de qualquer outra pessoa ou realidade e mais somos nutridos diretamente na fonte da existência.

Por isso que quanto mais conscientes somos de quem é Jesus, de menos sinais precisamos para crer, quanto mais naturalmente o buscamos, menos carentes somos de atenção, quanto mais pensamos com as categorias do Evangelho, menos dependemos das interpretações dos outros. E por aí vai.

É assim, ajudamos pessoas a encontrarem Jesus e elas se emancipam de nós. 

Nós perdemos seguidores e Ele ganha. Se há pessoas que se mantêm, de modo prolongado, dependentes de nós, elas não estão encontrando Jesus. Simples assim.

Ps Fazer discípulos é totalmente diferente de ter discípulos... Não confunda!!!

Juliano Fabricio


Vamos as distorções...

 A que se associa a riqueza, política e poder. (Seus seguidores caminham altivos pelos corredores do poder batizando alguns políticos e colocando outros em sua lista negra, sempre afirmando embasar suas atitudes nos ensinamentos desse Jesus).

A que nunca sujou suas mãos, (amor vazio)

 A que nunca conheceu a realidade de tantos trabalhadores sofredores,

 A que nunca se solidarizou com um imigrante,

 A que nunca pisou em um gueto ou favela,

 A que mantem suas 99 ovelhas bem trancadas, que se dane aquela uma,

 A que nunca defendeu um salário digno para os trabalhadores, casas decentes, direitos civis ou auxílio aos idosos.

 A que o salário do pastor titular é 10x o salário de um diácono ou faxineira,

 A que toma decisões em gabinetes fechados, sem que haja uma correta representação de pessoas da comunidade.

 A que as finanças são tratas de maneira secreta, muito cuidado! Pode haver pastores que estão determinando os valores dos próprios salários. (É perfeitamente justo exigir um detalhamento de entradas e saídas – falta transparência financeira)

Muitas dessas igrejas acham que Ele (Jesus) é a anestesia na cadeira do dentista, o solucionador de problemas no dia da prova, pra alguns um revolucionário barbudo, pra outros um cara limpinho e barbeado que anda por ai corrigindo defeitos e por ai vai.

Enfim!!!!Tudo errado...

Só consigo pensar em um Jesus diferente, como amigos de pecadores.

E como eu sei disso... E sou um desses pecadores confessos!!!

Blaise Pascal não estava enganado quando disse: 
“Deus fez o homem à sua imagem, e o homem lhe devolveu esse favor”.

Juliano Fabricio
Pecador confesso!!!

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