Sem dúvida Jesus nos deu muitas histórias e abraçou os rejeitados para anular o que ele sabia ser nossa tendência humana de classificar e dividir.

Como o Sermão do Monte deixa claro, as pessoas que correm mais perigo são aquelas que julgam ter chegado, pois agindo assim elas perdem o benefício da graça. Somente os que têm consciência da sede procuram a água viva.

A graça, que tem o poder de superar diferenças de classe, raça e até mesmo de teologia, e o poder de matar a sede dos que são moral e socialmente rejeitados, oferece esperança tanto aos oprimidos quanto aos opressores.

Ps: Quando um cego tentou se achegar a Jesus, ele foi calado pela multidão e pelos próprios discípulos, porem Jesus perguntou-lhe: O que quer que eu te faça, então ele disse: Quero ver!!!! Então ele foi curado. Só que Jesus não apenas o fez ver, mas também deu a ele o direito de ter voz. [assim é a escola de Jesus]

Enfim... Não estou na vanguarda de nenhuma nova teologia, carrego apenas um anseio de liberdade. Com as pedradas que recebi, aprendi que os senhores dogmáticos antipatizam os que tentam olhar por cima da cerca e eu só quero a liberdade de olhar.

Prefiro continuar denunciar e enfrentar estruturas injustas, opressoras e alienantes como alguém que acredita em milagre. 

Prefiro as ações transformadoras da realidade à exatidão de um discurso. [não faltam discursos]

Foi o próprio Jesus que nos disse: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” [João 13.35].


#minha oração: Nós que seguimos Jesus somos chamados a ser distribuidores da graça de Deus, liberando essa poderosa força num mundo violento e cansado. Que a igreja possa ser conhecida como um lugar onde a graça jorra em abundância: para pecadores, para ricos e pobres, para quem precisa de mais luz, para os excluídos, para quem discorda, para os oprimidos, bem como para os opressores.

Juliano Fabricio
Um tolo em busca da graça®


Quando Jesus começou a ensinar publicamente, sua mensagem incomodava especialmente os religiosos, em boa parte porque se tratava de uma denúncia de uma prática religiosa legalista e manipuladora, mas não só isso. 

Também, porque seu ensino atingia apegos emocionais e culturais importantes. 

Ao relativizar o Templo, o Sábado, as cerimônias e a própria cidade de Jerusalém, por exemplo, Jesus estava mexendo com lembranças, histórias, linguagem e relações. Todos temos muita dificuldade em abrir mão de nossa bagagem afetiva e transformamos essas bagagens em Dogmas Religiosos a fim de que ninguém os altere.

Por isso afirmamos que certos instrumentos e certos ritmos musicais não podem ser executados na igreja porque são ou parecem ser profanos, quando na verdade estamos apenas nos agarrando em desespero à cultura de nossas lembranças afetivas, diante do que é novo.

Para seguirmos a Jesus precisamos fazer morrer nossos apegos afetivos com nossas tradições religiosas e familiares. Entende porque até nisso, seguir a Jesus implica em morrer para o passado a fim de viver uma nova vida?

#cuidados:

1 - Quando doutrina e vida colidem, a doutrina deveria perder.

2 - A experiência religiosa é perigosa... porque ela coloca você diante de uma armadilha... 

a armadilha de achar que você é bom é a armadilha de achar que todo mundo que não é da sua religião é mal!!!

Juliano Fabricio
Sempre aprendendo com Alexandre Robles


Não se venda.
Não se dobre.
Não recue.
Não se acovarde.
Não se renda.
Não se encolha.

Delatores congelam nas esferas mais baixas do inferno.

Covardes saem na urina da história.

Venais escorrem no esgoto da vida. [(venal) que se pode vender; aquele que se vende, corrupto]

Lambe-botas se arrastam anos a fio como capachos.

Quando pensar que tiranos, oportunistas, poderosos e famosos levam vantagem, lembre-se do texto sagrado [Hebreus 11:35-39]:

[Devido a fé] mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos;

uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;

E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.

Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada;

andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados

(Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.

E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa.

Nessa lista estão Dostoievsky, Gandhi, Luther King, Mandela, Marighella e muitos que nos deram lições de amor contra o ódio, de liberdade contra a censura, de luta contra a perseguição, etc 

Gente assim me representa!!!

Juliano Fabricio
um indigno....


"Que nada nos defina, 
que nada nos sujeite. 
Que a liberdade seja nossa própria substância."
Simone De Beauvoir

Se dependesse de alguns, ainda estaríamos vivendo nos moldes da era vitoriana. É muito fácil pagar uma de defensor da família tradicional, paladino da moral e dos bons costumes, e com isso, detonar qualquer movimento social que não caiba nesta moldura. E é assim que se critica as feministas, como se estas fossem as principais responsáveis pela deterioração da família. Já li e ouvi de alguns líderes religiosos que o número crescente de homossexuais se deve ao fato das mulheres terem deixado seus afazeres domésticos e o seu papel de mãe para se dedicarem a uma carreira profissional. Não precisa ser nenhum sociólogo ou psicólogo para perceber a desfaçatez desta alegação. 

Creio, sem medo de errar, que as sementes que fizeram eclodir o movimento feminista estão todas espalhadas ao longo das páginas da Bíblia Sagrada. Nem a forte misoginia das culturas antigas conseguiu cimentar o solo onde estas “sementes de mostarda” foram deliberadamente depositadas. Daí encontrarmos figuras como Sara, a quem Deus ordenou que Abraão desse ouvidos. Rebeca que participou ativamente da conspiração para transferir a bênção de Esaú para Jacó. Raquel que era pastora de ovelhas, atividade então restrita aos homens. Débora, juíza em Israel, numa época em que os juízes governavam no lugar de monarcas. Poderíamos citar inúmeros exemplos (se veio atrás de versos bíblicos, perdeu sem tempo. Vou deixar para outra ocasião). Ademais, ninguém valorizou mais as mulheres do que Jesus, a ponto de aceitá-las como discípulas, o que nem os filósofos gregos com toda a sua genialidade aceitaram.

Mas gostaria de destacar uma mulher com a qual costumamos ser injustos: Vasti. Quando seu marido, rei Assuero, resolveu dar um banquete em seu palácio, Vasti, sua esposa, não deixou por menos, e promoveu também seu próprio banquete. Ao ser convocada para deixar tudo e atender a Assuero que pretendia ostentá-la diante dos convidados devido à sua exuberante beleza, Vasti simplesmente se negou a atender. Aquela era uma mulher à frente de seu tempo, que não queria ser vista como um objeto decorativo, mas um ser humano portador de dignidade intrínseca, que sabia pensar por si, que tinha sentimentos, vontade própria, e como qualquer outra mulher, não merecia ser subestimada. Sentindo-se constrangido diante dos convidados, Assuero, orientado por seus conselheiros, resolveu destituí-la, deixando vago o seu trono.

Foi Ester, uma linda jovem judia que venceu o concurso de beleza que visava substituir a rainha rebelde. Quero crer que todos conheçam esta história, e os que porventura não a conhecerem, sugiro que pesquisem. É uma das mais lindas histórias de empoderamento feminino registradas nas Escrituras Sagradas. Ester era bem mais do que um rostinho lindo, um corpo escultural. Graças a ela, seu povo não sofreu um verdadeiro genocídio. Foi sua atuação junto ao rei que impediu que um homem chamado Hamã lograsse êxito em seu intento de extinguir os judeus que viviam na Pérsia. Como o decreto já havia sido estabelecido, o rei não pôde revogá-lo. Mas deu aos judeus o direito de se defenderem do ataque opressor patrocinado pelo próprio estado. Até hoje os judeus celebram o Purim, festa alusiva àquele episódio de sua história. Naquele dia, eles puderam se defender de um estado opressor, fazendo uso de qualquer recurso que estivesse às mãos, inclusive lanças e espadas. Mas jamais foram chamados de terroristas por isso. 

Se pensarmos bem, a ousadia de Ester se deveu ao caminho deixado aberto por Vasti. Mesmo que discordemos de sua antecessora em sua petulância, que a enxerguemos como uma quase vilã (o que não é verdade!), sem ela, Ester não teria encontrado a mesma facilidade para fazer o que fez. Ester simplesmente rompeu com todos os protocolos, arriscou a própria pele para salvar o seu povo.

Vejo hoje uma geração de mulheres desfrutando de direitos que foram conquistados lá trás graças ao atrevimento de muitas Vastis. É fácil criticar aquela geração de mulheres que saiu às ruas fazendo fogueira com seus sutiãs. Mas se não fosse por elas, talvez ainda hoje as mulheres não usufruíssem do direito ao voto. A maioria teria que se contentar com os adjetivos de bela, recatada e do lar. 

Em momento algum flagramos Ester desdenhando de Vasti. Deveríamos, portanto, seguir seu exemplo, e valorizar quem lutou em muitos movimentos sociais, não apenas as feministas, para que vivêssemos numa sociedade mais justa e igualitária. Não fossem por esses, quiçá ainda convivêssemos com a vergonha da escravidão. Talvez não tivéssemos o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto do Idoso, a Lei Maria da Penha, etc.

Eu, particularmente, acredito que ainda haja muita coisa para mudar até que tenhamos uma sociedade mais justa e equilibrada. Por isso, prefiro colocar-me ao lado dos que lutam por direitos, e não dos que preferem que tudo permaneça do jeito que sempre foi. A única coisa que pretendo conservar é meu idealismo, sem o qual, corro o risco de ser cortejado pelo cinismo e pela hipocrisia.

Se depender de mim, farei coro com quem peita o sistema, esperançoso de que minhas filhas viverão num mundo mais belo, bom e justo do que viveram suas avós. Se quiserem ser dondocas, que sejam. Pelos terão escolhido isso por conta própria e não por alguém lhes impor tal padrão.

Juliano Fabricio
Aprendendo cada vez com o mestre Hermes C. Fernandes

 [Ps: sei do que estou falando, pois tenho mãe, 4 irmãs, uma esposa e duas filhas]


“A história da humanidade está cheia de provas de que a violência física não contribui para o reerguimento moral e de que as más inclinações do homem somente podem ser corrigidas por meio do amor; de que o mal não pode desaparecer senão por meio do bem; de que não se deve contar com a força do próprio braço para se defender do mal; de que a verdadeira força do homem está na bondade, na paciência e na caridade; de que só os pacíficos herdarão a Terra e de que aqueles que com a espada ferirem pela espada perecerão.” - Trecho do livro, “O reino de Deus esta vós”, de Liev Tolstói, página 13. 

Parece difícil, porém, sem medo de errar eu digo que não é, pois, a verdadeira transformação ocorre através do amor, quando oferecemos isto a todos tal como o ditado diz, Amar sem olhar a quem”, sem distinções, amar o bandido tal como o honesto, amar o de caráter de duvidoso tal como o reto e íntegro.

 Acredito de todo o coração que o ser humano precisa de amor e não de dor ou castigo, enfim, espero estar conseguindo me fazer entender, porque eu creio como bem disse Santo Agostinho, “Somente pelo o amor podemos ser livres”, o que me faz recordar do trecho de uma música do rapper Criolo que diz; “Ate o mais desandado da um tempo na função quando percebe que é amado”. 

Meu convite é para que todos possam adquirir a consciência de condenar a todos ao nosso amor, assim como Deus condenou a humanidade ao seu. João 3:16 

Juliano Fabrício na nova série #provocações (Adaptado do ideportodaweb)


Não está nos pobres, 

não está nos movimentos populares,

não está no povo.

não está também nas elites, sejam ricos ou doutores, intelectuais ou empresários. 

não está em partido político algum, de direita ou de esquerda. 

E nem nos poderes legislativo, executivo ou judiciário. 

Também não está nas 'igrejas' e nos movimentos religiosos que só fazem decepcionar em sua grande maioria. 

Não coloco minha esperança em coisa alguma que seja definida por categorias sociais. Olho para todas elas com profundo desinteresse. Jamais comprometeria a minha vida com qualquer delas. 

Onde está minha esperança?

Numa multidão de indivíduos, independente do seu lugar social ou econômico, que vivem possuídos pelo sonho da vida, da beleza e da bondade.

Enfim o que resta dessa esperança tem profunda relação e ternura por tudo o que é fraco, do pássaro de asa quebrada ou velho trôpego e surdo. Fui um adolescente fraco e amedrontado. Apanhei sem reagir. Cresceu então dentro de mim uma fera que dorme. Toda vez que vejo uma pessoa humilde e indefesa sendo humilhada por uma pessoa que se julga grande coisa, a fera acorda e ruge. Tenho medo dela.

Também sei que minhas opiniões, todas as opiniões, não passam de opiniões, Não são verdade. 

Ninguém sabe o que é a verdade.

Meu passado está cheio de certezas absolutas que ruíram com os meus deuses. 

Todas as pessoas que se julgam possuidoras da verdade se tornam inquisidoras. 

Por isso é preciso tolerância. 

O que faço.... continuo na árdua tarefa de quebrar moldes, pensar fora da caixa e nutrir uma espiritualidade que tem conexão com a vida.

Vou me despindo das camadas de minhas antigas certezas.

Elas não fazem mais sentido para mim.

Todavia, não tenho medo de dizer: continuo CRISTÃO. 

Juliano Fabricio
Cheio de esperança...

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