... mas o gesto que ninguém viu, porque feito do lugar da mais total impotência, virou palavra, andou de boca em boca, os corações reverberaram, milhares, e o milagre aconteceu. Naquele instante percebi o que de fato era a subversão.

...algo ordinário...

Mas estou convencido, como o estive durante toda a minha vida, de que tudo que me foi possível o é também para uma criança. 

A palavra é muito boa: magia. É isto que sempre quis fazer:

Modificar as coisas pelo poder do amor.

E de todas as magias a mais bela é aquela dos pobres amedrontados que, de repente, se esquecem da intimidação das fardas e das armas, livram-se do medo, e passam a obedecer somente à voz interior da sua verdade que um gesto de amor fez acordar.

Parece tão difícil acreditar no poder da vida. Tudo conspira contra ela. Há os governos poderosos, a força das organizações econômicas, o mal presente nas maiorias cruéis e nas minorias militantes, e o átomo que agora pode destruir todas as coisas...

Como é possível que os homens mantenham a sua paz interior e se sintam exteriormente tranquilos, como podem eles conservar-se honestos, livres, verdadeiros para consigo mesmos, em face de todos os golpes que são desferidos contra eles? Muitos se agacham e se submetem. A vida se encolhe cada vez mais. E é isto que abre as portas ao totalitarismo. Se o indivíduo não estiver disposto a defender-se contra os abusos do poder, a liberdade está condenada.

A liberdade dá calafrios...
Somos nossos próprios carcereiros.

Insisto na liberdade... insisto em plantar sementes que um dia serão sombras para as futuras gerações. Há poder nas sementes!!!

“Tudo o que fazes é insignificante;
 mas é muito importante que faças. ”

Eu só posso responder: Se assim não for, valerá a pena viver?

Quem poderá ter paz de espírito num mundo em que a violência tem sempre a última palavra? Creio em Deus. E isto me garante que não pode existir nenhum desejo do coração que, sendo puro em sua impaciência, não venha, um dia, a ser atendido. Tenho paciência. Esperarei por esse dia...

Juliano Fabricio
entrando na mente de Gandhi


[Nunca fui bom com carro, computadores e esportes...]

Em compensação, 

Sei reconhecer a tosse de meus filhos em enfermaria lotada.

Sei reconhecer o choro de meus filhos em praça pública.

Sei reconhecer o riso dos meus filhos em pleno alvoroço do dia a dia.

Os filhos são a universidade do meu instinto. Decorei seus timbres da dor ao entusiasmo, do berro à gargalhada.

Meus ouvidos são caseiros. Meus ouvidos são cardíacos. Meus ouvidos são caninos em casa.

São alguns anos acordando e assistindo eles dormirem pela manhã, antecipando seus desejos, adivinhando seus rancores, repondo as cobertas dos meus filhos na madrugada.

Pelos silêncios e omissões, identifico quando experimentam a alegria de uma novidade.

Pela maneira de abaixarem a cabeça, percebo quando pedem ajuda.

Pela pressa do almoço, vejo sua displicência e vontade de voltar aos brinquedos.

A duração do seus bocejos denunciam a insônia. O olhar parado no copo revela o descontentamento com o dia.

Sofro com seus possíveis sofrimentos. Eu me preocupo como será no tempo da escola, se suportarão boicotes ou serão amados, se estarão comendo o suficiente, se estarão felizes.

Junto pressentimentos, sonho rumores, advogo sinais.

Ps: Durante todo a minha vida até aqui, acabei me deparando com caras que amavam quadros. Filmes. Músicas. Amavam correr, nadar, pedalar. Fotografar. Caras que amavam escrever. Um cara (um único cara, especificamente) que era político mas, apesar disso, amava ajudar os outros. 

Enfim... Caras incríveis.

Eu como pai me tornei um cara comum. Ao observar esses amigos, caras que admiro, e amam tantas coisas distintas, notei que meu amor entrou num funil e, pelo lado estreito, saiu quem sou, hoje.

Amo apenas pessoas. E, algumas delas, feito os meus filhos, amo mais que a mim mesmo. 

Sou mais pai do que qualquer outra coisa

Juliano Fabricio
[Inspirado no bate papo muito legal que assisti 
no programa A MÁQUINA do Carpinejar)


A maturidade está me ensinando que os espertos e os poderosos, por mais que tentem, não seduzem mais, muito menos o sucesso.

Estou ciente que o inesperado faz parte de nossa estrada. 

Não há como fugir do perigo de existir, mesmo que o sofrimento bata a porta.

Mas continuo sendo um convicto da vocação divina de fazer com que justiça e paz deem as mãos. 

Já perdi a pressa. Desisti de tentar estar em todos os lugares. Abro mão da perfeição.

Preciso entender melhor minhas imperfeições e a maneira que lido com elas.

Como é bom não ter que se provar a todo instante. 

Já fui pretensioso querendo mudar tudo a minha volta.

Menos pretensioso, tentei mudar o mundo do outro.

E agora estou feliz em mudar o meu próprio mundo. Busco encontrar minha humanidade.

Em meio a esse turbilhão, acho que agora estou mudando a forma de encarar o mundo! 

A forma não é revolucionária, é subversiva

Trocando alto-falantes por sussurros, trocando verdades teóricas por verdades encarnadas, trocando espada por amor, trocando orelhas decepadas por corações derramados!

Jesus não foi um revolucionário, 
Ele foi um subversivo! 

Não apoiou a opressão, a injustiça, a mentira, a corrupção mas combateu tudo isso mostrando um caminho diferente. A mudança revolucionária é, por diversas vezes, insana, sem fundamentos sólidos, uma casa construída com palha que qualquer “lobo-mau” destrói. Já vi grandes revolucionários, se venderem, pararem e até voltarem à antiga ordem! O subversivo não é óbvio, não é barulhento mas o seu impacto nas vidas ao redor é irresistível! (fermento na massa)

É tudo Isso só faz sentido depois de descobrir que a vida só acontece, infinitamente, na GRAÇA®.

Ps1: Muitos acham que a graça é arriscada demais e outros dizem que é boa demais para ser verdade. No final todos querem saber se ultrapassaram os limites de seu crédito com Deus.

Ps2: Questionamento de um crente NERVOSO esses dias: "Eu não sei até onde essa GRAÇA® vai????? Estou cheio dessa graça®. [Essa sem dúvidas é uma maneira errada de estar cheio da graça®.]

Juliano Fabricio
cheio de graça®


Nós precisamos ser lembrados de quem somos e de como as coisas são de verdade.

Às vezes nos sentimos uma máquina, um simples parafuso numa engrenagem, partidos e separados da profundidade das coisas, e esses dias parecem igualzinhos a todos os outros. 

Porém, há dias em que nos sentimos completamente ligados, cheios de vida, hiper conscientes da presença de DEUS que é tudo em todos. 

[O segredo para isso não é criar um espaço para Deus acima ou fora da vida diária.

O segredo esta em aprender a abrir os olhos para a santidade e a natureza sagrada da vida – que inclui a família, os amigos, os vizinhos, o dinheiro, a respiração, o sexo, o trabalho, o lazer, a comida e o vinho.

*Esse é DEUS.

Isso é o Deus que é tudo em todos, reintegrando corpos, mentes, almas, espíritos e todas as partes que nos compõem, quando nossos olhos estão abertos – 

no bem, 
no mal, 
no que é feio, 
no que é bonito, 
no que nos anima e no que nos abate 

– para a presença do Deus que está conosco, que é por nós, e que está adiante de nós.

Agora eu vejo DEUS em todos os lugares. 
É disso que estou tentando falar...

Juliano Fabricio
Vendo DEUS
[valeu Rob Bell]


Enxergo a Bíblia inteira como história passo a passo das condescendências de Deus. 

De Adão no jardim, a Moisés na sarça ardente, aos israelitas na nuvem gloriosa e, finalmente, a todos nós na Encarnação, ele condescendeu, ou "desceu para estar conosco". O verdadeiro cristão segue esse exemplo, como resumiu claramente o apóstolo Paulo nesta passagem: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens" (Fp 2:5-7).

Uma vez mais, no entanto, com o tempo o significado da palavra se diluiu.

Perdemos a refinada arte da condescendência. Quem de nós daria boas-vindas à observação "você é tão condescendente!"?

Só para exemplificar a perda desse significado: Alcançar os necessitados não é uma opção para o cristão. É uma ordem.

Quando Jesus viveu aqui num corpo físico, ele ficou em meio aos pobres, viúvas, paralisados e até mesmo entre os que tinham doenças terríveis. Pessoas com lepra, por exemplo (portadores de AIDS dos tempos antigos), eram obrigados a gritar "Impuro! Impuro!" se alguém se aproximasse. Tocar nessas pessoas era contra a lei de Moisés. Mas Jesus desafiou a lei e o costume ao se dirigir a portadores de lepra e tocá-los — um ato assombrosamente condescendente

Esse tem sido o padrão consistente adotado por Deus na história.

Considerações: Muito daquilo que leio sobre depressão, dúvida, suicídio, sofrimento e homossexualidade parece ter sido escrito por pessoas que começam com uma conclusão cristã e que nunca passaram pelos angustiantes passos, tão familiares a uma pessoa que luta contra a depressão, a dúvida, o suicídio, o sofrimento e a homossexualidade. Nenhuma resolução poderia ser tão simples para uma pessoa que verdadeiramente sobreviveu a essa jornada. [nesses casos aplica-se a condescendência]

Juliano Fabricio
Em processo de condescendência


A verdade poucas vezes declarada é que muitos de nós têm um anseio por Deus e um aversão a Deus. 

Alguns de nós buscam-no e fogem dele ao mesmo tempo. Podemos observar regras com todo o rigor e raras vezes faltar a uma reunião, e um caso de amor com Jesus simplesmente não ser o nosso forte.

Tenho críticos e não são poucos que protestam contra o fato de eu escrever demais sobre o AMOR de Deus e não o bastante sobre o pecado, o juízo, o inferno etc...

Segundo eles, sou desequilibrado, doentio e um pouco insano.

Embora eu me reconheça e declare culpado dessa última acusação, estou confiante de que Deus levantará outros desequilibrados, doentios e insanos para gritar comigo em alta voz:

[O amor de Deus é loucura!]

Enfim... isso é apenas parte de quem sou. O restante é um aglomerado de paradoxos e contradições.

Creio em Deus de todo o meu coração. E, em determinado dia, quando vejo uma menina de 9 anos estuprada e assassinada por um maníaco sexual ou um menino de quatro anos de idade morto por um motorista embriagado, chego até mesmo a me perguntar se Deus existe.

Como já disse muitas vezes, dirijo-me a ele e fico desanimado. 

Amo e odeio. 
Sinto-me melhor quando me sinto bem. 
Sinto-me culpado de não me sentir culpado. 
Sou escancarado, e sou fechado em mim mesmo. 
Confio e desconfio. 
Sou verdadeiro, e ainda mantenho os meus jogos. 
Isso é o que sou.

Muito do que me foi apresentado como real em dias passados, percebo agora, não passa de ficção. O deus ranzinza dos humores oscilantes, o deus preconceituoso e parcial com católicos, o deus irritado e desgostoso com crentes, o deus guerreiro da guerra “justa”, o deus instável da moral casuística, manifestando sua desaprovação de nossas pequenas fraquezas, o deus pedante dos espiritualmente sofisticados, a meríade de deuses que me aprisionam na casa do medo, da culpa ou da ganância; e a lista poderia continuar...

Deve ser por isso que muitos acham que a graça é arriscada demais e outros dizem que é boa demais para ser verdade.

No final todos querem saber se ultrapassaram os limites de seu crédito com Deus.

No meu caso de insanidade intensa tenho total certeza que irei sempre repetir que:

...o AMOR sozinho é digno de crédito e que o verdadeiro DEUS de amor irrestrito corresponde ao JESUS da minha nada mole jornada.

Falei tudo isso pra no final como uma oração dizer: Não entendo, mas amo você…

Juliano Fabricio
Meu Deus como eu amo você...

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