Sempre e em todos os lugares, a suprema questão para a ralé maltrapilha é a pessoa de Jesus Cristo. 

O que são maltrapilhos?

Quem são eles?

A obscura assembleia de pecadores salvos, que sabem que são inexpressivos, têm consciência de seu quebrantamento e da sua incapacidade diante de Deus, pecadores que se fiam na misericórdia divina. Atónitos diante do extravagante amor de Deus, não dependem de sucesso, fama, riqueza nem poder para autenticar o valor que eles têm. Seu espírito transcende todas as distinções entre fracos e poderosos, instruídos e analfabetos, bilionários e pedintes, génios high-tech e nerds low-tech, homens e mulheres, circo e santuário. 

"Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal" ITm 1:15. 

Aturdido e confuso pela experiência pessoal com o Messias dos pecadores, percorrendo as ruas barulhentas das grandes cidades e as estradas de terra dos vilarejos, o maltrapilho segue pela vereda da confiança cega no perdão irreversível do Mestre. As defesas que ele construiu contra sua verdade como pecador salvo são destruídas no redemoinho da misericórdia que brilha como relâmpagos em sua vida.

Como alternativa subversiva, ofereço esse post aos cristãos que querem viver pela fé e não por mera "religião", para os que reconhecem que muitas das inflamadas questões teológicas da igreja de hoje não são nem inflamadas nem teológicas; que não vêem o cristianismo como código moral nem como sistema de crenças, mas como caso de amor; que não esqueceram que são seguidores de um Cristo crucificado; que sabem que segui-lo quer dizer viver perigosamente; que querem viver o evangelho sem concessões; cujo maior desejo é ter isso vivenciado e impressos na própria vida.

Juliano Fabricio
Aprendendo com
Brennan Manning


O que ele disse

Jesus nos ensinou como viver, mas agimos como se tivesse nos ensinado como pregar.

Ele veio para que tivéssemos vida, mas agimos como se fosse para que tivéssemos o discurso correto. 

Nos ensinou a servir, mas queremos convencer.

Nos ensinou a amar incondicionalmente, mas aprendemos a incluir uns e excluir outros do nosso abraço.

Foi amigo de pecadores, nós só nos aproximamos de santos.

O representante típico do cristianismo retira da boca de Jesus parte de seu mais famoso sermão e a aplica contra o mestre: vocês ouviram o que Ele disse, eu porém vos digo.

Juliano Fabricio
Seguindo atrilha


Há um exemplo claro dessa resistência (ignorância) no livro do Gênesis

Deus promete a Abraão que ele será abençoado, que dele sairá um grande povo e que por meio dele todos os povos da terra serão abençoados.

Esta promessa está carregada de implicações. Abraão, que na ocasião não tinha filhos, descobre que será pai de uma nação inteira. Isso até poderia fazer sentido para ele, pois era a forma como as pessoas da época entendiam o mundo: todos faziam parte de uma tribo e todas as tribos tinham um pai – um líder, um patriarca. Algumas tribos eram itinerantes, outras fixas, algumas bastante ricas, possuíam terras e grandes exércitos, enquanto outras não; algumas entravam em guerra com freqüência, ao passo que outras evitavam conflitos a todo custo.

A identidade particular de cada pessoa numa cultura como a de Abraão era determinada na tribo à qual ela pertencia (tipo torcer por um time de futebol)

É nesse contexto cultural que Deus convoca Abraão a ser pai de um povo diferente de todas as tribos.

O povo de Abraão terá um propósito maior do que sua própria riqueza e preservação. O povo de Abraão existirá para abençoar e beneficiar todos os outros. 

Aqui está a parte importante: Deus chama Abraão para um novo estágio de ser que inclui identidade e preservação do próprio povo, mas que vai além disso, ajudando, abençoando e elevando todos os outros povos.

O chamado de Abraão não se limita a ele nem à tribo;

Ele tem a ver também com o bem estar de todas as tribos.

Na verdade, o resto da bíblia conta a historia do povo de Abraão – os hebreus – e de suas lutas para cumprir seu destino e seu chamado. Ao longo dos séculos, profetas apareceram e chamaram o povo de Israel de volta ao seu destino. Um desses profetas, Isaías, avisou que eles eram “uma luz para os gentios”. (Gentios é uma palavra que significa basicamente todos mais). Jesus chega, e o que ensina para os descendentes de Abraão? Não escondam sua luz; deixem-na brilhar!

Jesus sempre lembrava o povo de Abraão qual era sua identidade, sua missão e seu chamado, e constantemente perguntava: “Como vocês se afastaram tanto do caminho? A historia de vocês deveria ser esta!!

E muitos deles não entenderam, porque as tribos têm uma tendência natural para se fechar em si mesmas.

Isso soa familiar?

Por acaso você já fez parte de alguma organização e percebeu que o projeto não tinha qualquer missão ou propósito além da própria preservação?

Essa questão sobre o chamado de Abraão e o ensinamento de Jesus para seu povo nos remete a uma verdade importante sobre o impulsionar divino, que fala diretamente às comunidades religiosas. É possível que um povo que se veja como escolhido resista ao chamado de Deus para avançar, de modo que a sociedade em torno dele se torne mais avançada que ele próprio em varias áreas, como a proteção da dignidade humana, a integração da mente e do corpo, o tratamento dado às mulheres, a inclusão dos marginalizados, a compaixão e o cuidado como o meio ambiente.

As igrejas, comunidades e organizações religiosas podem proclamar que falam em nome de Deus, mas, ao mesmo tempo, estar um passo atrás do movimento progressista promovido por Ele.

E isso tem a ver com o impulsionar divino, a promessa feita a Abraão e uma verdade sobre nossos dias: o apego à consciência auto centrada do tipo nosso-grupo-está-acima-de-todos-outros está na raiz de incontáveis guerras, conflitos, racismo, limpeza étnica, destruição ambiental e sofrimentos deste mundo.

Quando falamos que Deus alcançava o povo bem lá onde ele estava, precisamos reconhecer que a promessa feita a Abraão ainda não se concretizou.

O Deus que impulsionava o povo para adiante naquela época estava chamando para um insight que nós ainda não atingimos aqui e agora.

“Essa historia evidencia um comportamento comum da natureza humana: nós dividimos o mundo, catalogamos as pessoas, criamos regras e nos sentimos justos em ralação às nossas posturas, não importa quais sejam. Gastamos muito tempo defendendo os posicionamentos que assumimos e nos esforçando para encontrar as palavras certas que expressem a razão de termos optado por determinada postura.”

Tudo isso apenas para descobrir que o que Deus tem para nós é maior, melhor, mais amplo, mais poderoso, mais inspirador e mais libertador do que imaginávamos. 

*A imagem acima deixa claro que o nosso papel nessa trajetória seria o de construirmos pontes de ligação e não promover separações tribais. (muros x pontes

“Por que vocês violam o mandamento de Deus por amor à sua tradição?” - Jesus Cristo

Juliano Fabricio
Insight sobre nosso chamado.


Enquanto permanecerem tentando realizar alguma coisa, os homens estarão sempre cometendo erros" Goethe

Embora o cristianismo como um todo, no final das contas, diga respeito à redenção do pecado e do fracasso, a maioria de nós não está disposta a admitir o fracasso em sua vida. Em parte isso se deve aos mecanismos de defesa da natureza humana contra as próprias inadequações. Mais ainda, isso se deve à imagem de sucesso que nossa cultura cristã exige de todos nós. Uma vez convertidos, não ousamos mais perder nossos negócios, nosso casamento e nossas receitas.

O problema em projetar uma imagem perfeita, no entanto, está no fato de que ela cria mais dificuldades do que resolve. 

Em primeiro lugar ela simplesmente não é verdadeira (nenhum de nós está sempre contente, sereno e no controle)

Em segundo lugar, projetar essa imagem impecável nos distancia das pessoas, que concluem que não as compreendemos. 

Terceiro, mesmo se pudéssemos viver uma vida livre de risco e de erros, seria uma existência rasa. Os cristãos maduros são os que fracassaram e aprenderam a viver graciosamente com o fracasso.

O fracasso em realizarmos com nossa vida aquilo que ansiávamos pesa demais sobre muitos de nós. A disparidade entre o eu ideal e o eu real (a vida como ela é x como gostaríamos que fosse), o histórico de infidelidades passadas, a consciência de que nosso comportamento com frequência nega diretamente nossas crenças, a pressão da conformidade e a nostalgia por uma inocência perdida reforçam um senso incômodo de culpa existencial: eu fracassei. 

Esta é a cruz pela qual jamais esperávamos, e a que achamos mais difícil de suportar. Não somos mais capazes de diferenciar a percepção de nós mesmos do mistério que realmente somos.

Naturalmente, os que assumem riscos irritam os legalistas, que se sentem ameaçados por qualquer pessoa que confie em Deus e não na lei. Eles tendem a desprezar homens e mulheres que não sejam tão cautelosos quanto eles.

Colocam-se acima dos pecadores e dos não-conformistas. Em virtude dessa confiança no próprio eu, aliada a uma falta de autoconhecimento, os legalistas revelam-se incapazes de receber a graça; eles não vivem nem ousam viver com base na confiança num Deus de amor. Balançam a cabeça em desaprovação, invocam tradições sacrossantas e sem motivo lançam mão de sua arma mais cruel e poderosa: a opressão pela culpa. Ameaçados pela liberdade daqueles que confiam em Deus e não na lei, os legalistas avisam que haverá trágicas consequências e uivam como um grupo de lobos na noite.

"O sucesso nunca é final; o fracasso nunca é fatal. E a coragem que conta", já dizia Winston Churchill.

#considerações/provocações:

A coisa mais difícil numa fé madura é aceitar que sou objeto do deleite de Deus.

Com maior frequência do que gosto de admitir, ainda caio na bobeira de tentar tornar-me aceitável para Deus.

Em momentos de reflexão pergunto-me se tenho de fato a coragem de arriscar tudo no evangelho da graça e aceitar a total suficiência da obra redentora de Cristo.

Juliano Fabricio
Em risco constante

Ed René Kivitz - TALMIDIM

#toda quinta feira um vídeo novo.

TALMIDIM é o tema que escolhi para as Reflexões Semanais deste ano a respeito dos conceitos fundamentais da espiritualidade cristã, tendo como referência a relação de Jesus de Nazaré com os seus talmidim. Convido você a colocar o pé na estrada e me acompanhar nessa aventura de seguir a Jesus. via: edrenekivitz


É gota a gota, uma pedra a menos de cada vez, que a igreja se aproxima da visão madura, gentil e desi­lu­dida que Jesus abraçava a respeito do sexo. 

Pouco a pouco a igreja admite que aquilo que o respeito à norma sexual não tem poder para fazer – o poder de nos dis­tin­guir e de fazer de nós gente admirável, – nosso respeito pelas relações inter­pes­so­ais pode conseguir.

Porque, para Jesus, o man­da­mento que não pode ser con­tor­nado é amar, e amar é colocar as relações inter­pes­so­ais – gente humana em relações huma­ni­za­das – acima de qualquer legis­la­ção e de qualquer rótulo.

O que nos distingue não é se somos sama­ri­ta­nos, judeus, adúlteros ou hete­ros­se­xu­ais, mas a medida de amor e de aceitação que somos capazes de oferecer a quem não é como nós. O que nos distingue é nossa capa­ci­dade de abrir mão das dis­tin­ções convencionais.

Foi isso que expe­ri­men­tou meu amigo José Barbosa Junior quando assistiu com sua esposa, há alguns dias, o casamento entre dois homens. Há alguns anos, um casal de homos­se­xu­ais ganhar a benção de gente cristã seria coisa tão impro­vá­vel quanto ver há dois mil anos um homem judeu puxando conversa com uma mulher sama­ri­tana, um fariseu deixando a lei de lado para reco­nhe­cer a supre­ma­cia do amor ou uma comu­ni­dade judia reco­nhe­cendo que os gentios não precisam se deixar cir­cun­ci­dar para serem acolhidos pelo divino abraço.

Cami­nha­mos não a partir daquilo que vemos, mas a partir de como vemos.

Titulo original: O SEXO NIVELADOR E SEM ILUSÕES, COMO O ENXERGAVA JESUS
Paulo Brabo @saobrabo - baciadasalmas.com

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