As relações humanas quase sempre são pautadas em subtrações (-)

O espaço dele termina onde o espaço dela começa. 

O cargo dela está acima, o cargo dele está abaixo. 

O dinheiro dele aqui, o dinheiro dela ali. 

A casa dela é grande, o apartamento dele é pequeno. 

Vão nos colocando métricas e limites que reduzem horizontes, assuntos e gestos. Que determinam fronteiras (visíveis ou não) e tornam o senso de propriedade mais importante que o valor da existência 

– as pessoas por vezes querem se apropriar, como se “ter” fosse mais importante que “ser”. 

O ser humano se reduz. Da metade para cá é o meu espaço, da metade para lá é o seu. Assim, meio a meio. Meia a meia. Penso que as relações humanas precisam de menos aquilo, mais isto.... enfim....

O espaço, quando verdadeiramente coletivo, divide-se.

As vontades, somadas, potencializam as chances da gente chegar juntos a um lugar (bem) melhor. 

Matemática é emoção. 
Aqui em casa é assim...

Tenho aprendido que a melhor herança que poderia imaginar para vocês já existe. São vocês mesmos, Sophia, José Miguel e Maria Flor 

e a melhor para Sophia: José Miguel e Maria Flor são vocês; 

e a melhor para o José Miguel: Sophia e Maria Flor são vocês;

e a melhor para a Maria Flor: Sophia e o José Miguel são vocês. 

Juntos, vocês multiplicam amor (a decisão de ter mais de um filho foi impensada – e a mais acertada - multiplicamos). Solidão é lava (obrigado, Paulinho) que cobre tudo. E quando muitas coisas já não existirem mais, filhos, vocês ainda terão um ao outro para dividir, multiplicar e somar.

Juliano Fabricio
#paidetrês [aprendendo com a matemática das relações]


Felicidade não dá em lata, caixa, vidrinho, sacola, num pote qualquer. 

Felicidade se planta com as mãos: molda-se como barro, cultiva-se como uma papoula, cava-se na areia, coloca-se a semente, cobre-se, rega-se, observa-se até que os olhos provem: é fruta que nasce em pé; sonhar não funciona, tem que ter coragem e vontade para ser feliz, levantar e trabalhar. Dá trabalho. Se colhida antes, o resultado é amargura, como se a gente estivesse verde para ela. Se deixada para depois, pode cair e nos machucar. Esse tem sido nosso plantio nesses 8 anos.

E nesses 8 anos, a minha vontade de ficar com você e só com você nunca passa e nunca é saciada. Anseio por nossos momentos de atenção um para com o outro, de ouvir tudo o que aconteceu no seu dia ou simplesmente de ficar com você. Eu te amo hoje, muito mais do que quando te conheci. Eu te amo por tudo o que você é, e por tudo o que você representa pra mim. Minha amiga, companheira de jornada, meu porto seguro, conselheira e a mulher que veio para ser tudo o que eu não sou e com a missão de me ensinar a ser melhor a cada dia. (Você nem imagina com faz isso bem!!!)

Eu, que era um rascunho de gente até que você chegou e fez parte de mim. Eu, que vivia para mim e tão só para mim e nunca fui bom o suficiente comigo mesmo para querer estar com alguém tão intensamente a ponto de não ser somente "com", mas sobretudo "em" alguém. Estou pra sempre com você, coração, corpo, mente, alma. (minha existência se tornado uma coexistência)

Sem ela, inexisto. Com ela, respiro. Reflito, filhos. 
Como é fascinante essa sorte que tenho de estar tão perto de mim mesmo, toda a vida.

Ps: Não acreditamos que seja um ano de dificuldades ésim de alguns porquês?:

porque apesar da torcida de muitos, a gente não tropeçou;
porque a justiça falha;
porque os filhos crescem;
porque a nossa fila sempre é a mais demorada;

porque alguém esqueceu que o fogo estava alto;
porque o agir correu muito e chegou antes do pensar;
porque o edredom virou panqueca;
porque tanta roupa para passar;

porque acabou o leite;
porque o time perdeu;
porque o microondas não funciona mais;
porque a cama faz tanto barulho;

porque choveu;
porque nem sempre o livro termina como deveria;
porque o tempo passou depressa demais no fim de semana;
porque não deu pra viajar;

porque não tem mais sorvete;
porque não dá para brincar mais um pouco;
porque alguém deu as costas;
porque nem sempre temos asas;

porque era segunda-feira;
porque a água estava fria;
porque não era verdade;
Por que a gente fica triste?

Bom, porque às vezes algo sai errado.
Para esses momentos, quando a tristeza achar que pode entrar sem bater, guarde essa palavra: AMOR♥

♥ Apesar de tantos porquês, vamos sim celebrar as risadas, os sorrisos, as gargalhadas. Vamos relembrar todos os cheiros, todos os perfumes, todas as ceivas, os olhares, os segredos. Vamos perpetuar os toques, os gestos, os beijos, os suspiros, sussurros e desejos. (uiiiiiiiii!!!!!!!)

Bem marcados estão os momentos de lágrima. Não os suportaria, tenho certeza, sem o teu ombro seguro e sei que também fui (e sou) o teu esteio na hora de tanta dor. 

♥Nós sabemos o DEUS que servimos.
♥Nós sabemos como somos e o que vivemos. 
♥Nós queremos o que somos. 
♥Nós vivemos, sabendo-nos dois em um. 

Juliano Fabricio
Feliz bodas de barro ou papoula


//juntou Platão e Guimarães Rosa e vive repetindo: só sei que nada sei, mas desconfio de muita coisa// 

Nunca aceitei esta cadeira: pai-inspiração. 

Ser pai de três já é uma tarefa e tanto. Ser inspiração, impossível. Sempre preferi sentar na cadeira do lado oposto, de quem observa ao redor e se inspira nos outros.

Inspirar. Inspirei – puxei oxigênio para dentro dos pulmões e pensei na responsabilidade de ser pai. E pensei que a gente precisa mesmo deste outro oxigênio. 

Obrigado pelos filhos que vocês são e serão, 

Obrigado a cada pai que cruza o meu caminho é me inspira, 

Obrigado por dividir mesas, cervejas, angústias e conquistas. 

Enfim... obrigado por serem os melhores balões de oxigênio. 


E a vocês, filhos, mais do que a qualquer um, obrigado por me inspirarem a inspirar alguém, mesmo que não sejam vocês.

Juliano Fabricio
pai com muita transpiração/inspiração...


No mundo moderno, estamos condicionados a nos compararmos com os outros. 

Assim como vemos, comparamos; assim como comparamos, desejamos. 

E, como desejamos, perdemos a habilidade de sermos contentes com o que somos e temos. 

Que tal dar um fim a esse hábito da comparação? 

Para isso, tenha em mente que: você é singular, único, e é impossível ser igual a outro alguém. Lembre-se, ainda, que a sua vida é um presente e uma oportunidade de criar o seu próprio caminho e de moldar o seu destino. E pra completar, não esqueça que você já tem o que precisa."

A comparação é um poderoso limitador de realizações, pois aqueles que fitam os outros desejando ser e ter o que são e têm, perdem tempo e energia que poderiam ser dedicados àquilo que é importante e necessário. Está em nós. Poucos conseguem vencer a síndrome de quem pensa que a “grama do vizinho é mais verde”.

“A mais profunda forma de desespero é escolher ser outro que não si mesmo” Kierkegaard

"A honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião." Arthur Schopenhauer

“O que os outros pensam de nós teria pouca importância se não influenciasse tão profundamente o que pensamos de nós mesmos quando tomamos conhecimento da opinião alheia. ” George Santayana

Olha a que ponto isso pode chegar:

Um homem supostamente matou o próprio filho por ele ser homossexual.

Ou seja, a opinião dos "outros" é mais importante que uma vida! É mais importante que a vida do próprio filho!!!

Enfim... Não viva uma vida de comparações

Juliano Fabricio
//nem melhor, me pior//


... mas o gesto que ninguém viu, porque feito do lugar da mais total impotência, virou palavra, andou de boca em boca, os corações reverberaram, milhares, e o milagre aconteceu. Naquele instante percebi o que de fato era a subversão.

...algo ordinário...

Mas estou convencido, como o estive durante toda a minha vida, de que tudo que me foi possível o é também para uma criança. 

A palavra é muito boa: magia. É isto que sempre quis fazer:

Modificar as coisas pelo poder do amor.

E de todas as magias a mais bela é aquela dos pobres amedrontados que, de repente, se esquecem da intimidação das fardas e das armas, livram-se do medo, e passam a obedecer somente à voz interior da sua verdade que um gesto de amor fez acordar.

Parece tão difícil acreditar no poder da vida. Tudo conspira contra ela. Há os governos poderosos, a força das organizações econômicas, o mal presente nas maiorias cruéis e nas minorias militantes, e o átomo que agora pode destruir todas as coisas...

Como é possível que os homens mantenham a sua paz interior e se sintam exteriormente tranquilos, como podem eles conservar-se honestos, livres, verdadeiros para consigo mesmos, em face de todos os golpes que são desferidos contra eles? Muitos se agacham e se submetem. A vida se encolhe cada vez mais. E é isto que abre as portas ao totalitarismo. Se o indivíduo não estiver disposto a defender-se contra os abusos do poder, a liberdade está condenada.

A liberdade dá calafrios...
Somos nossos próprios carcereiros.

Insisto na liberdade... insisto em plantar sementes que um dia serão sombras para as futuras gerações. Há poder nas sementes!!!

“Tudo o que fazes é insignificante;
 mas é muito importante que faças. ”

Eu só posso responder: Se assim não for, valerá a pena viver?

Quem poderá ter paz de espírito num mundo em que a violência tem sempre a última palavra? Creio em Deus. E isto me garante que não pode existir nenhum desejo do coração que, sendo puro em sua impaciência, não venha, um dia, a ser atendido. Tenho paciência. Esperarei por esse dia...

Juliano Fabricio
entrando na mente de Gandhi


[Nunca fui bom com carro, computadores e esportes...]

Em compensação, 

Sei reconhecer a tosse de meus filhos em enfermaria lotada.

Sei reconhecer o choro de meus filhos em praça pública.

Sei reconhecer o riso dos meus filhos em pleno alvoroço do dia a dia.

Os filhos são a universidade do meu instinto. Decorei seus timbres da dor ao entusiasmo, do berro à gargalhada.

Meus ouvidos são caseiros. Meus ouvidos são cardíacos. Meus ouvidos são caninos em casa.

São alguns anos acordando e assistindo eles dormirem pela manhã, antecipando seus desejos, adivinhando seus rancores, repondo as cobertas dos meus filhos na madrugada.

Pelos silêncios e omissões, identifico quando experimentam a alegria de uma novidade.

Pela maneira de abaixarem a cabeça, percebo quando pedem ajuda.

Pela pressa do almoço, vejo sua displicência e vontade de voltar aos brinquedos.

A duração do seus bocejos denunciam a insônia. O olhar parado no copo revela o descontentamento com o dia.

Sofro com seus possíveis sofrimentos. Eu me preocupo como será no tempo da escola, se suportarão boicotes ou serão amados, se estarão comendo o suficiente, se estarão felizes.

Junto pressentimentos, sonho rumores, advogo sinais.

Ps: Durante todo a minha vida até aqui, acabei me deparando com caras que amavam quadros. Filmes. Músicas. Amavam correr, nadar, pedalar. Fotografar. Caras que amavam escrever. Um cara (um único cara, especificamente) que era político mas, apesar disso, amava ajudar os outros. 

Enfim... Caras incríveis.

Eu como pai me tornei um cara comum. Ao observar esses amigos, caras que admiro, e amam tantas coisas distintas, notei que meu amor entrou num funil e, pelo lado estreito, saiu quem sou, hoje.

Amo apenas pessoas. E, algumas delas, feito os meus filhos, amo mais que a mim mesmo. 

Sou mais pai do que qualquer outra coisa

Juliano Fabricio
[Inspirado no bate papo muito legal que assisti 
no programa A MÁQUINA do Carpinejar)

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