#a menina que descobriu a vontade de Deus

Para Jesus nascer, a vida de uma menina simples seria profundamente afetada. Maria era noiva e foi avisada de que engravidaria através do Espírito Santo. Seria uma gravidez sem planejamento. Para piorar, o filho não era do noivo e todos precisariam acreditar em sua história sobre a visita divina. Ninguém está preparado para mudanças de planos e ainda mais numa situação como esta.

E tudo o que ela disse foi: “que se cumpra a vontade de Deus em minha vida”.

E é assim que é. A vontade de Deus se manifesta na história através de gente simples, que mesmo não se sentindo preparada para a tarefa é tomada por um senso de missão mais forte que a própria vida e, sem temer a morte, dá-se por aquilo que crê.

E a história do Natal estava apenas começando.

#o jovem ensinou o que é o perdão

Quando recebeu a notícia de que sua noiva estava grávida, José sentiu-se traído e não aceitou a versão da menina que dizia que o próprio Deus a havia engravidado. Por ama-la e não desejando que ela fosse punida com a morte, como previa a Lei, decidiu que viajaria secretamente e quando descobrissem, concluiriam que ele a tinha engravidado e fugido. Deste modo, ela não seria tratada como adúltera e sua vida seria poupada.

Assim, José nos ensinou que perdoar é não se vingar do mal sofrido. Também, que perdoar não é necessariamente restabelecer vínculos de relacionamento, muitas vezes basta que liberemos o agressor de nossas redes de amargura e rancor e nos afastemos, para não vivermos experiências parecidas, assim fez José quando decidiu romper o noivado. Sobretudo, perdoar é assumir o ônus, é aceitar na própria história o mal sofrido e seguir em frente apesar de tudo.

Depois desta decisão, um anjo o visitou e esclareceu a situação, ele podia recomeçar sua vida com a mulher que amava.

Jesus nasce para que aqueles que decidem perdoar, tenham condições de recomeçar depois do sofrimento.

#quem procura acha

Os anjos cantavam que o menino traria paz aos homens de boa vontade. Foi isso que Ele fez, veio à terra para trazer vida, salvação, reconciliação, paz a todas as pessoas.

Mas quem de fato experimenta é quem tem boa vontade, ou seja, é quem demonstra interesse verdadeiro de que Jesus nasça em sua própria alma. Gente de boa vontade para com a vida e para com Deus.

Depois, tudo na vida se torna uma questão de boa disposição. De pensar o que é bom, justo, honesto, louvável; de fazer aos outros o que gostaríamos que nos fosse feito; de olhar pra vida com bom olhar, porque os olhos são a janela da alma.

Jesus nasceu para satisfazer aqueles que têm a boa vontade de encontrar a razão de suas vidas. Quem com boa vontade procura a Deus, o encontra, porque antes de tudo, foi Ele quem veio como menino para nos encontrar.

#o sacerdote não acreditava no que falava

Zacarias era sacerdote em Israel e em um dia comum de serviços religiosos teve uma visão de que sua esposa engravidaria e o menino seria o profeta que anunciaria a chegada do Messias. Ele e sua esposa eram idosos e durante a vida toda haviam tentado ter filhos, sem sucesso. Ele duvidou da notícia. O anjo, por isso, o tornou mudo, ele somente voltaria a falar quando o menino nascesse.

O sacerdote que tanto conhecia a religião, a Lei, as tradições e as histórias de seu povo, provavelmente desanimado com os pesos da vida, apenas repetia os rituais, sem crer no que fazia e falava. Ele conhecia a história de Abraão e Sara, outro casal de idosos que tiveram um filho na velhice, mas não acreditava que o milagre podia se repetir, por isso foi calado, porque quem não crê, não está autorizado a falar.

Jesus nascia para devolver a fé aos que a perderam pelo caminho, veio para trazer vida à religião, porque é melhor ser ateu que rezar o credo e viver como quem não crê em nada.

#já posso morrer

Simeão havia recebido uma profecia de que não morreria até ver o Messias. Quando Jesus foi levado ao Templo, com oito dias de vida, ele o tomou nos braços e orou a Deus dizendo que já podia morrer em paz, porque enfim estava vendo o Messias prometido.

Jesus nasce para satisfazer a alma humana. Quem o viu, diminui a importância de todas as demais realidades. Nem dinheiro, nem fama, nem prazeres físicos, nem prática religiosa acima da média, tem poder de ser mais importante na vida do que o encontro pessoal com Jesus.

Está preparado para viver, quem por ter descoberto em Jesus a razão de todas as coisas, já está preparado para morrer.

#a mulher que alimentava a fé do povo

Ana era uma senhora que durante toda a vida dedicou-se a falar sobre Deus aos homens.

Por ser mulher, possivelmente era desprezada pela maioria masculina. Mesmo assim passou a vida anunciando o que cria, porque mais importante do que sua popularidade, era a verdade que habitava sua alma.

São importantes os homens e as mulheres que nos ensinam o Evangelho de Jesus, mesmo quando muitos sequer atentam para o teor da mensagem; necessários são aqueles que nos lembram daquilo que o nosso coração crê, mas que às vezes tende a titubear; indispensáveis são os que trazem a boa notícia de que o nascimento do menino que é Deus, vindo em uma família simples, numa cidade pequena, numa estrebaria em meio a animais, pode se repetir espiritualmente em nossos corações, não importando quem somos, qual nossa história e o quão indignos nos sentamos.

Não há melhor lugar para Jesus nascer que nos corações de quem mais precisa dele.

Feliz Natal na alma!
Série legal no blog do


Quando falo que Deus nos ama, primeiro tenho que falar da nossa consciência intuitiva de que precisamos de ajuda. (se não for o seu caso, não vale a pena ler o resto do texto. Seria pura perda de tempo)

Essa idéia contradiz as vozes dominantes que atuam sobre nós há muitos anos, garantido que nós mesmos somos a resposta para nossos problemas, que não existe ninguém lá fora que faça algo por nós e que, se não agirmos por conta própria, ninguém irá nos ajudar. Ainda que isso soe racional e libertador em relação à superstição religiosa primitiva, a verdade é que o que experimentamos no dia a dia são lutas intermináveis para as quais precisamos de ajuda externa se quisermos sobreviver, pois nós mesmos sabemos que somos impotentes.

Da mentira à explosão de raiva, aos vícios, à incapacidade de perdoar, à impotência diante da tragédia, à ansiedade, à sensação incômoda de que não somos bons o suficiente – por mais que nos esforcemos e conquistemos coisas, compreendemos que, sem Deus, não temos tudo de que precisamos, e que, sozinhos não somos tudo o que poderíamos ser.

É nesse momento – quando identificamos, assumimos e encaramos nossa impotência – que descobrimos o Deus que tem sido por nós o tempo todo. 

E isso nos remete às surpreendentes ações de JESUS,

•que toca no leproso em quem ninguém mais tocaria,

•que escuta o grito do cego a quem foi dito que se calasse,

•que come com os cobradores de impostos a quem todo mundo odeia,

•que conversa com a samaritana excluída com quem não poderia conversar,

Enfim... sempre indo para os guetos das cidades, para as margens, para aqueles em dificuldade, os rejeitados, aqueles que ninguém queria ver nem tocar, os ignorados, os fracos, os cegos, os aleijados, os perdidos e fracassados.

Jesus vai na direção deles, se oferece para eles e os encontra em seu lugar de dor, de fragilidade, de abandono e de carência.

Ele é uma prova viva de que Deus deseja que todos, sem EXCEÇÃO, sejam resgatados, renovados e reconciliados consigo mesmos, com o próximo, com o mundo ao redor e com Deus.

É claro que houve conseqüências para esse ensinamento, esse toque, essa conversa, essa refeição, essa cura e essa ajuda ao próximo.

Como essa enfática mensagem de que Deus é para todos, Jesus desafiou a premissa religiosa de seu tempo, segundo a qual Deus era apenas para alguns.

Em sua solidariedade para com os pobres, ele confrontou o sistema que criava esse tipo de condição social. Em sua afirmação de que Deus não cabia num templo, ele provocou aqueles que lucravam com o templo.

Tudo isso o levou à prisão, ao julgamento e à execução na cruz. Ninguém pode trazer uma mensagem revolucionaria sobre o florescimento da humanidade e esperar que os antigos sistemas opressores recebam isso passivamente. Ou, como o próprio Jesus disse, “Não se põe vinho novo em odre velho”.

Alguma vez você já passou por isso? Tentar implementar um trabalho ou projeto – talvez na sua igreja ou grupo – e esbarrar num muro de resistência? Você detecta uma necessidade, dá o melhor de si para atendê-la, mas é constantemente desestimulado por pessoas que desejam deixar as coisas exatamente como estão?

A resistência diante de mudanças mesmo que elas sejam necessárias, na maioria das vezes é vencida pelo medo, pela covardia, pela ganância e pela culpa. E esse é o ponto...

Juliano Fabricio
Lendo Rob Bell (Em minha opinião o melhor escritor de sua época)


O cristianismo...

cresceu pela absorção da fé e do rito pagão; tornando-se uma igreja triunfante ao herdar os modelos da organização e o gênio de Roma... 

Os judeus lhe deram a ética cristã,

os gregos lhe deram a teologia,

Roma lhe deu a organização; tudo isso,

misturado com uma dezena de crenças absorvidas de rivais, originou a síntese cristã.

Quando o cristianismo conquistou Roma, a estrutura eclesiástica da igreja pagã, o título, as vestes do Pontifex Máximus... e o esplendor da cerimônia imemorial, passou como sangue materno para a nova religião. 

A Roma cativa capturou seu conquistador”.

Todo isto pelejou grandemente contra a maneira de Deus com respeito à sua Igreja. Quando Jesus entrou no drama da história humana, Ele eliminou o ícone religioso profissional tanto quanto a forma hierárquica de liderança. Como uma extensão da natureza e da missão de Cristo, a Igreja Primitiva foi o primeiro movimento na história dirigido por “leigos”. Mas, com a morte dos Apóstolos e dos homens treinados por eles, as coisas começaram a mudar.

Desde então a Igreja de Jesus Cristo tem buscado seu modelo de organização eclesiástica das sociedades em que foi colocada. Isto sucedeu apesar da advertência de nosso Senhor de que Ele iniciaria uma nova sociedade de caráter único. Contrastando surpreendentemente com as providências do Velho Testamento feitas no Monte Sinai, nem Jesus, nem Paulo impuseram um modelo organizacional fixo para a nova Israel.

Vale a pena lembra o grande teólogo Karl Barth que disse corretamente, “o termo ‘leigo’ é um dos piores do vocabulário religioso e deve ser eliminado da conversação cristã”

[Vale a pena essa reflexão provocante do Frank A. Viola em CRISTIANISMO PAGÃO]


Um ramo surgirá do tronco de Jessé, 
e das suas raízes brotará um renovo. 
(Isaías 11...) 

O velho profeta anunciava a chegada do menino, o ramo no tronco de Jessé, como a chegada de um novo Reino. Na boca de Isaías, o nascimento do ungido que seria chamado Emanuel - Deus conosco - era a aurora de uma revolução sem precedentes.

E o bebê que surge nos evangelhos, 600 anos depois do profeta, surge arrebentando a boca do balão. No que diz respeito à subversão (Subverter = perverter; perturbar; desordenar; corromper; sublevar; conturbar; convulsionar; tumultuar), o primogênito de Maria entra de sola. Rei nascido entre os bichos e deitado na palha dura de um cocho, em uma cidadezinha esquecida num canto da palestina, o surgimento do rebento por pouco não passou despercebido de quem quer que fosse, à exceção de umas vaquinhas e jumentos que, naquela noite, não tiveram onde comer. Os poucos afortunados que souberam do fato histórico que viria a dividir para sempre o calendário ocidental, foram gente de terceira categoria. Pastoreando ovelhas à noite, fora dos holofotes e do agito da cidade, funcionários do turno 3 ouviram anjos e foram ver o pequenino. Depois deles, José e Maria, quando levaram o guri para apresentá-lo ao Deus judeu, como mandava a tradição, foram abordados por um velhinho aposentado e uma senhora amalucada no pátio do templo. Sacerdotes, levitas e fariseus também estavam por lá, mas viram somente mais um bebê entre tantos. Aí vieram os astrólogos, observadores de estrelas, de algum canto não registrado do oriente, pagãos incircuncisos, que não eram reis coisa nenhuma, sei lá de onde tiraram isso. Depois desses, somente trinta anos depois é que surge o doido varrido do João, o primeiro vegano (veganos comeriam insetos?), berrando do meio do rio Jordão - "eis o cordeiro de Deus!". Só gente da periferia, párias distantes dos holofotes é que reconheceram naquele indivíduo o Renovo, a raiz de Jessé evocada por Isaías.

É subversão a dar com o pau. Tudo errado. Tudo fora do protocolo. Parece até provocação. O rei revolucionário que surge, surge revolucionariamente.

Ninguém à exceção dessa gente distante da oficialidade, da respeitabilidade vinda do status, dos diplomas e das indicações, conseguiu enxergar naquele Jesus, o Cristo. E porquê? Ora, os respeitáveis temem qualquer coisa que surja de outros que não seus pares. Que não seus iguais. Por isso os respeitáveis oprimem, calam e, se preciso, matam aqueles que, não sendo respeitáveis como eles, surgem clamando por justiça, igualdade e "julgando a favor dos pobres" (Is 11). Os respeitáveis, não raro, assumem a forma de lobos, leopardos, leões e cobras. O que mais temem é perder sua posição de predadores e serem forçados a deitar lado a lado com os pequeninos, com os frágeis.

O anúncio da vinda do messias é o anúncio de um sonho maravilhoso materializado no esvaziamento de Deus, na fragilização do criador, no Deus bebê deitado na manjedoura. O anúncio do fim da lógica de presa e predador como mola propulsora da humanidade.

"O lobo viverá com o cordeiro. 
(...) Uma criança os guiará".

O Reino que nasce em Cristo é o reino daqueles que submetem-se a ser guiados por uma criança. Que abrem mão de um sistema que está todo ele fundamentado em predadores e presas. Que se satisfazem com a ausência das hierarquias de controle, com a fraternidade, com o irmanamento de todos. Que, sendo fortes, abrem mão de sua força e, sendo fracos, não querem uma revolução que os coloque no poder e inverta a opressão. Querem caminhar ombro a ombro, lado a lado. É o sonho de Isaías, o delírio de Mandela.

Mas isso, e aí está o ponto mais subversivo de toda essa subversão, não pode surgir por meio da força, das lutas armadas, dos gritos de guerra. É convulsão interior armada apenas com aquilo que Nietsche definiu como a maior fraqueza: o amor. Não qualquer amorzinho abobado, romântico e chorão, mas o amor de Jesus, o amor que aquele bebezinho deitado no cocho levaria às últimas consequências.

O Reino é, enfim, silenciosa e discreta semente procurando solo fértil no coração do homem, buscando aqueles que a recebam com o solo irrigado e sigam os passos do Mestre.

Juliano Fabricio
lendo atrilha

Ed René Kivitz - TALMIDIM

#toda quinta feira um vídeo novo.

TALMIDIM é o tema que escolhi para as Reflexões Semanais deste ano a respeito dos conceitos fundamentais da espiritualidade cristã, tendo como referência a relação de Jesus de Nazaré com os seus talmidim. Convido você a colocar o pé na estrada e me acompanhar nessa aventura de seguir a Jesus. via: edrenekivitz


Grandes relacionamentos tomam forma quando são esticados até o ponto de se romper e não se rompem. 

[Deus nos deixou relatos e pistas de que isso é totalmente possível.] 

Abraão subindo o monte Moriá,
raspando suas feridas sob o sol quente, 
Davi se escondendo numa caverna, 
Elias vagueando em depressão pelo deserto, 
Moisés fazendo um apelo para mudar a descrição de suas tarefas, 

...todos esses heróis experimentaram momentos de crise quando foram amargamente tentados a julgar Deus negligente, impotente ou até maligno. 

Confusos e no escuro, eles chegaram a um ponto crítico:

dar as costas com amargura
ou
dar um passo de fé.

No fim, todos escolheram a trajetória da confiança, e por esse motivo nós nos lembramos deles como gigantes da fé.

A Bíblia está abarrotada de narrativas de outros que naufragaram nesses testes. Caim, Sansão, Salomão, Judas. Suas vidas, como os casamentos que fracassam cedo demais, liberam um odor de tristeza e remorso: ah, o que poderiam ter sido...

Já dizia aquela velha canção: “Com Cristo no barco tudo vai muito bem...”

Juliano Fabricio
nesse temporal...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Comentem pelo Facebook

Eu apoio - Conheça (+)

Click e Confiram D+

Segue ai...

Curta no Facebook

Amigos do Blog

Postagens populares

Twittes

Google+ Followers

Blog que escrevo

Pesquisar este blog

Carregando...

Siga-me por Email

Marcadores

#pronto falei (180) #Provocações (163) #Word (55) @provérbios (27) Administração (56) Amor (233) Arte (265) Atitude (446) Boas notícias (115) Bíblia (98) Contra Cultura (120) cristianismo inteligente (557) Curiosidade (105) Dicas (46) Estudo (83) Familia (48) Fundamentos (303) GRAÇA (129) humor (86) Igreja (133) imagem que vale post (30) Juventude (62) Livros (17) Masculinidade (37) Missão integral (101) modelos (151) Nooma (6) Opinião (310) Oração (33) Politica (47) Polêmica (86) Protesto (135) Questionamentos (449) Recomendo (130) Relacionamento (263) relevante (333) Religião (65) Solidariedade (58) Teologia (166) Videos (384)

Blog Arquivos

Minha lista de blogs

Juliano Fabricio Ferreira. Tecnologia do Blogger.

Visão Mundial - Conheça

Visitantes

Contato:

Juliano Fabricio Ferreira

jucafe2@yahoo.com.br

Uberlândia - MG - 34 9149-5443

Networkedblogs - Siga

Recomendações