"Quando olho para o Jesus lá em cima [no alto do Corcovado, no Rio de Janeiro], fico imaginando o que ele está pensando", medita Margarida, de sua casa na favela. Sua mãe, doente, com tosse e sangramentos, trabalha num hotel em Copacabana, onde os ricos se divertem. Do alto daquela montanha, flutuando acima da neblina, Jesus deve ver tanto a favela quanto os hotéis de luxo, bem como o sacerdote que dirige um carro de luxo e mora numa casa bem grande.Por que ele se mantém calado?

Enquanto isso, 

...os cristãos estão muito ocupados, construindo uma contra sociedade - completa, com escolas, livrarias, música, moda, estações de televisão e rádio, até mesmo anúncios de negócios, numa espécie de Páginas Amarelas cristã - e visando, com isto, se proteger dos ataques do mundo secular, cujo objetivo era sua destruição. Triste...triste...triste.

Em um tempo em que as questões sociais e a fé se afastam, poderíamos usar um pouco mais de brilho, alegria e, acima de tudo, um espírito generoso. 

Quando a sociedade fica polarizada, como está a nossa, é como se os dois lados se colocassem a distância e gritassem um para o outro. Triste realidade.

Dica: Devemos nos levantar com tolerância, engajamento, amor e eloquência suficientes para falar aos dois lados ao mesmo tempo. 

...e fica aqui nossas profundas desculpas menina Margarida

Juliano Fabricio
um culpado confesso


A moralidade "vale-tudo" de religiosos e políticos de esquerda é equivalente ao moralismo da direita. 

A aceitação não crítica de qualquer uma das linhas partidárias é uma abdicação idólatra à essência da identidade como filho de Deus. Nem o pó mágico liberal nem o jogo pesado dos conservadores se referem à dignidade humana, que sempre está vestida com farrapos.

Os filhos de DEUS encontram uma terceira opção. São guiados pela Palavra de Deus e apenas por ela. Todos os sistemas religiosos e políticos, tanto de direita quanto de esquerda, são obras de seres humanos. Os filhos de Deus não venderão seus direitos à primogenitura por nenhum prato de ensopado, seja conservador ou liberal. Eles se apegam à liberdade em Cristo para viver o evangelho — não contaminados pela má qualidade cultural, pelos destroços de naufrágio político e pelas hipocrisias religiosas.

Por exemplo: Os que estão inclinados a entregar os gays aos torturadores não podem reivindicar nenhuma autoridade moral sobre os filhos de DEUS. Jesus enxergava essas figuras obscurecidas como os corruptores da natureza essencial da religião de seu tempo. Tal religião restrita e separatista é um lugar perdido, um Éden coberto de mato, uma igreja em que as pessoas experimentam, solitariamente, uma alienação espiritual que as distancia de seus melhores talentos humanos.

A ordem de Jesus para nos amarmos uns aos outros nunca está circunscrita à nacionalidade, ao status, à origem étnica, à preferência sexual ou à amabilidade inerente ao "outro". O outro, aquele que reclama meu amor, é qualquer um a quem estou apto a reagir, como ilustra claramente a parábola do bom samaritano. "Qual destes três, em sua opinião, foi prestativo ao homem atacado pelos ladrões?", perguntou Jesus. A resposta foi: "Aquele que o tratou com compaixão". Jesus disse a eles: "Vão, e façam o mesmo". (Essa é a terceira opção)

"Venha o teu Reino?" O que faz o Reino vir é a sincera compaixão: um caminho de ternura que não conhece fronteiras, rótulos, compartimentagem nem divisões sectárias. Jesus, a face humana de Deus, nos convida a uma reflexão aprofundada sobre a natureza do discipulado verdadeiro e do estilo de vida radical de um filho de Deus.

Juliano Fabrício na nova série #provocações
influência boa do Brennan Manning.
[toda segunda uma nova provocação]


Olhando para a história, tropeçamos em uma profunda verdade: a igreja estava destinada a ser, em primeiro lugar, uma organização de voluntários. O poder da igreja verdadeiramente é o poder de todos, como homens e mulheres, jovens e velhos, oferecerem seus dons para o cumprimento do plano redentor de Deus. 

Jesus propositalmente tomou uma decisão estratégica ao convidar Pedro, Tiago, João e outros discípulos para que o ajudassem a propagar as novas do Reino. Ele poderia ter construído seu ministério de outras formas. Poderia ter continuado a agir sozinho. 

Poderia ter insistido para que todos os seus seguidores fizessem um estágio em missões de tempo integral de dois ou três anos durante sua primeira década de discipulado. 

Entretanto, Jesus preferiu promover sua obra contando, primeiramente, com pessoas comuns que vivem no mundo real da família, dos negócios e da comunidade. Ele acreditava que as mesmas habilidades usadas para fazer vasos de barro, arrebanhar animais e assar pão poderiam promover o Reino de Deus. 

O apóstolo Paulo sentiu tão fortemente o chamado para ser um voluntário que, em I Coríntios 9, fez as pessoas se lembrarem de que ele mesmo era um voluntário. Ele se sustentava fazendo tendas para que pudesse servir como pastor e líder sem se tornar um dreno financeiro para a igreja. 

O Reino de Deus não pode avançar só por meio dos esforços das estruturas engessadas. Creio que a Igreja é a esperança do mundo. Mas essa esperança está na disposição de voluntários de todos os estilos de vida — médicos, professores, mães que ficam em casa, executivos, universitários, enfermeiros, avós, engenheiros aposentados, carpinteiros, dentistas, cabeleireiros, colegiais, balconistas de mercearias — de serem mobilizados, capacitados e usados por Deus. 

Juliano Fabricio


O Bicho 


Vi ontem um bicho 

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

(Manuel Bandeira)

Ver minha cidade na perspectiva dos viadutos, casarões, esculturas, praças, prédios é lindos cenários, é de encantar qualquer pessoa.

Mas fui mais fundo, profundo, vi pessoas.

Vi – prostitutas, mendigos, velhos, vejo a cidade que tem um enorme contigente de pessoas morando nas ruas.

Não vi – Igrejas trabalhando efetivamente por essas pessoas.

Como cristão cresci, fui criado, aprendi meus preceitos, li meu livro predileto (a Bíblia).

Com esses preceitos cri que a vida poderia ser diferente, mais amena, menos sombria.

Sei que se as igrejas unissem forças, elas poderiam vencer a escuridão, ser amparo, refúgio, ser impulso! E olha que hoje dinheiro e gente não falta.

Creio ainda assim, minha esperança ainda não morreu.. mas não creio mais na união de forças da igreja, creio sim na união de um povo escolhido por Deus, cristãos que seguem preceitos, sabem que a vontade de seu Criador é a unidade independente de rótulos, mesmo que a sociedade os chamem de loucos.

Acreditar que podemos ser igreja de verdade, ser povo, junto, escolhido para ajudar uma geração que está padecendo de amor, paz, amparo e vida!

Vida que é mostrada pelo amor do Cristo através da nossa vida!

LUTEMOS JUNTOS!

É sempre possível!

Que se ajuntem a nós todos aqueles que precisam.

“Davi retirou-se dali e se refugiou na caverna de Adulão; quando ouviram isso seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para Ter com ele. Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens.” I Samuel 22:1,2.

Ps: Esse post foi uma maneira de desabafar, pois dia desses conduzi uma força tarefa na minha empresa para ajudar de alguma forma uma mãe que foi surpreendida a 10 meses com a chegada de trigêmeos e também com o terrível diagnostico de um câncer. Foi conseguido uma creche para os filhos para que ela tivesse tempo para fazer a quimioterapia, porem como as crianças estão gripadas a creche preferiu não recebê-las. O que mais me choca é o fato de que nenhuma igreja se sensibilizou com a história dessa família. E olha que no bairro precário que essa mulher mora, só em uma rua, tem várias “igrejas”. 

Por isso insisto na minha tese: "toda igreja deveria ser um centro comunitário".

Juliano Fabricio - ainda  crendo
 mas de forma altamente subversiva.


"... eu me gloriarei ainda mais
alegremente em minhas fraquezas,
para que o poder de Cristo repouse
em mim." 2 Coríntios 12:9

Adão e Eva esconderam-se, e acabaram tornando-se nosso modelo de comportamento. Deus então nos convida a parar de nos esconder e a correr livremente para ele. 

Mas a pergunta que não quer calar é: Por que nos escondemos?

Escondemos por trás de rostos bonitinhos, que vestimos em benefício do nosso público. E com o tempo podemos até esquecer que estamos nos escondendo, começando a pensar que o rostinho bonito que assumimos é como realmente somos percebidos. (Começamos a acreditar nas nossas próprias mentiras)

Porem Deus é o pai que correu ao filho pródigo quando este chegou em casa destruído. Deus chora por nós quando a vergonha e o ódio de nós mesmos nos paralisam. Deus nos ama como realmente somos, quer gostemos disso, quer não, nos chamando, como chamou a Adão, para sairmos de nosso esconderijo “seguro”. Nenhuma quantidade de maquiagem espiritual nos poderá tornar mais apresentáveis diante dele. "Venha para mim agora", diz Jesus.

"Reconheça e aceite o que quero ser para você: um Salvador de compaixão infinita, de paciência ilimitada, de um perdão difícil de aceitar e de um amor que não mantém nenhum registro de erros."

Juliano Fabrício na nova série #provocações
[toda segunda uma nova provocação]


Cresci na igreja e ouvi histórias maravilhosas acerca de Jesus que cativaram minha imaginação durante toda a minha infância. Depois, durante meus anos de adolescência, após um breve, porém intenso período de dúvidas passei a ficar intrigado com Jesus de uma forma mais madura, e comecei a me questionar sobre o que significava ser um autêntico seguidor de Jesus em minha vida diária. Durante a faculdade e até a minha formatura, embora tenha passado por períodos de questionamento, de ceticismo e de desilusões, retive minha confiança de que Jesus estava de algum modo certo, de que era de fato real e de que viera de Deus, ainda que adeptos como eu e religiosos que levavam seu nome de maneira confusa e imprecisa quase sempre se mostrassem exemplos frustrantes.

Porém como ser humano venho mantendo uma última e interminável obsessão: 

...a fascinante, misteriosa, inesgotável, incontrolável, enigmática, vigorosa, surpreendente, encantadora, deslumbrante, sutil, honesta, genuína e explosiva personalidade de Jesus.

O retrato de Jesus que encontro no Novo Testamento não se encaixa com a imagem do Cristianismo projetada pelas instituições religiosas, pelos tele-evangelistas neopentecostais, pelos apresentadores de programas religiosos na mídia e, algumas vezes, pelas minhas próprias atitudes.

Portanto, estou em uma jornada, em uma busca. Pode ser que a chamem de jornada da dúvida, porque eu tenho duvidado de algumas das formas convencionais de se compreender Jesus e sua mensagem. Pode também ser chamada de uma jornada de fé, porque o meu questionamento surgiu a partir de uma profunda convicção de que, seja qual for o significado da essência da mensagem de Jesus, ela é verdadeira e digna de ser conhecida, de que mesmo que venha a transtornar algumas de nossas suposições convencionais, nossas prioridades, nossos valores e nossa prática, uma melhor compreensão terá valido a pena o desconforto momentâneo.

Não seria interessante se as pessoas que começassem a desvendar e a crer na mensagem essencial de Jesus fossem pessoas que nem mesmo são identificadas como cristãs? E não seria trágico se as pessoas como eu mesmo, identificadas como cristãs, não estivessem dispostas a considerar a possibilidade de que têm mais a aprender (e a desaprender) acerca da mensagem de Jesus?

Lembrando que Ele pode ser o maior refúgio ou o maior perigo, dependendo de como reagimos a Ele. Será que temos reagido bem?

Deixo algo do C.S Lewis para pensarmos:

"Ele é o nosso único alento,mas também o nosso terror supremo; é a coisa de que mais precisamos, mas também da qual mais queremos nos esconder. E nosso único aliado possível, e tornamo-nos seus inimigos. Certas pessoas parecem pensar que o encontro face a face com o Bem absoluto seria divertido. Elas devem pensar melhor no que dizem. Estão apenas brincando com a religião. O Bem pode ser o maior refúgio ou o maior perigo, dependendo de como reagimos a ele. E temos reagido mal."

Juliano Fabricio
...meditando em
 minha nada mole jornada

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