Com a morte de Rubem Alves, aos 80 anos no último sábado (19/07), começará oficialmente o veloz processo de avaliação, reavaliação e organização de seu pensamento.

É um crime, por um lado. 

Vivo, o pedagogo, escritor, teólogo, poeta e psicanalista permitia-se o direito à dúvida, as incertezas, ao paradoxal. Agora morto, será estudado até que dele não sobre mais do que as certezas sobre o que pensou, o que pretendeu. E quem sabe?

É um crime, mas é inevitável também. Seu pensamento sobre espiritualidade, por exemplo (talvez o campo mais intangível de todas as suas ocupações), foi um dos mais avessos à sistematização. Mas agora virão os que dele beberam e tentarão domesticá-lo, porque dele são/somos devedores, porque esperam/esperamos que dele se sirvam as futuras gerações.

Bem, serei o primeiro desses criminosos.

Rubem Alves foi um pastor progressista no interior de Minas Gerais nos anos 1950. Foi pastorear “gente pobre e simples” com a cabeça cheia de Albert Schweitzer, Miguel de Unamuno e Kierkegaard. Nos eventos que se seguiram ao golpe militar, acabou denunciado pela própria Igreja Presbiteriana como subversivo, e exilou-se nos Estados Unidos onde trabalhou em seu mestrado A Theology of Human Hope, que é considerado uma das pedras fundamentais do que viria a ser chamado de teologia da libertação.

Quando, pressionado, decidiu romper com a igreja e abandonar o ofício pastoral, tornou-se crítico ferrenho da religião institucionalizada e do chamado “protestantismo de reta doutrina”. Sua “Carta aberta aos companheiros da antiga Igreja Presbiteriana” e seu livroProtestantismo e repressão, mesmo que urdidos em mágoa, foram plantados nos anos 1970 e brotaram, primeiro no ambiente acadêmico onde nasceram (Alves foi professor de filosofia na Unicamp até se aposentar), depois em jovens estudantes de teologia que começaram a pensar o cristianismo para um mundo pós-moderno, menos ingênuo e mais urbano, com instituições em cheque, verdades sub judice, dezenas de tons de cinza entre o branco e o preto. A influência desse pensamento heterodoxo dentro da teologia ortodoxa talvez seja um dos maiores e mais improváveis legados de Alves. Sua morte foi chorada por católicos (“um dos grandes”, disse o padre Fábio de Melo), por pentecostais (“seu legado me acompanhará por toda a vida”, tuitou Ricardo Gondim), por batistas, presbiterianos e afins.

“Toda certeza provoca inquisições”, disse a Geneton Moraes Neto na bela entrevista da GloboNews, reprisada neste último fim de semana. “Por isso corro das certezas. Prefiro as perguntas”. Vivo, Geneton passou a vida fugindo das respostas. Morto, pode ver finalmente fechar as feridas que a religião lhe causou e ver surgir uma teologia na qual as dúvidas não são parte do problema da falta de fé, mas componente essencial no alumbramento do homem diante do Divino. Como descreveu poeticamente em seu livro O infinito na palma de sua mão:

Somos assim. Sonhamos o vôo, mas tememos as alturas.

Para voar, é preciso amar o vazio. Porque o vôo só acontece se houver o vazio. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Os homens querem voar, mas temem o vazio. Não podem viver sem certezas. Por isso, trocam o vôo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram. É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que se as portas da gaiola estivessem abertas eles voariam. A verdade é o oposto. Os homens preferem as gaiolas ao vôo. São eles mesmos que constroem as gaiolas onde passarão suas vidas.

Deus nos dá a nostalgia pelo vôo. As religiões constroem gaiolas. Quando o vôo se transforma em gaiolas, isso é idolatria.

Rubem Alves sofreu por querer ser um “místico” em meio aos “funcionários das instituições religiosas”. Quarenta anos depois, já há pastores mais interessados nas perguntas do que nas certezas. Crentes de que, como ele escreveu, “um mar que se compreende não passa de um aquário”. Gente em comunidades totalmente ortodoxas buscando construir “uma igreja para quem não gosta de igrejas, e para gente de quem a igreja não costuma gostar”, ou propondo uma teologia “menos proselitista e mais dialógica”, “menos dogmática e mais mística”.

Agradeça a Rubem Alves, mesmo duvidando se ele gostaria de carregar tais méritos.

A dúvida é parte da beleza, afinal.

Blog Ricardo Alexandre, no R7


Livre-se das pressões humanas. Renda-se ao amor que não julga e nos enxerga além do que acreditamos ser. Abra-se para a ação do Espírito. Não exija tanto de si mesmo. Caminhe na certeza do crescimento em Cristo e transforme-se pela renovação de sua mente. [Romanos 12 na veia]

Desvende mais da vontade de Deus. Restaure a alegria de Sua presença. Repare nos detalhes. Questione-se honestamente. Diga a verdade. Mate a saudade. Abra a bíblia no anseio de encontrá-Lo. Negue alguns convites. Ouça mais quem te ama. Gaste tempo com o que realmente importa. Só opine naquilo que você realmente saiba e não tente ter a respostas para todas as coisas.

Por hoje, seja a melhor versão de Deus de você mesmo...

..e continue caminhando.

“estou convencido de que Aquele que começou a boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” | filipenses 1:6

Juliano Fabricio
caminhando...


# em um mundo regido pela Lei, a graça se levanta como um sinal de contradição. 

Queremos justiça; o evangelho nos dá um homem inocente pregado numa cruz, que clama: "Pai, perdoa-lhes".

Queremos respeitabilidade; o evangelho exalta coletores de impostos, pródigos e samaritanos. 

Queremos sucesso; o evangelho inverte os termos, movendo o pobre e o oprimido para o centro das atenções e os ricos e famosos para os bastidores.

# "eu não sei qual é a resposta para o problema do mal", "mas conheço o amor".

O evangelho da graça permeia o mundo não primariamente por intermédio de palavras e argumentos racionais, mas através de atos, através do amor.

# aprendi que seguir a Jesus não significa resolver todos os problemas humanos - o próprio Cristo não tentou fazer isto -, mas, ao contrário, reagir como ele mesmo fez, contra toda a razão para dispensar graça e amor àqueles que menos mereciam.

# necessidade de equilibrar os pratos da balança da justiça.

Ninguém consegue viver à altura do ideal, admitam. Não há quem seja capaz de amar seu próximo como a si mesmo. 

Ninguém pode cumprir a lei de Cristo. Deus não poderia pedir tanto e se satisfazer com tão pouco. Somos feitos para algo que é muito maior que nós.

Só existe uma maneira de todos nós resolvermos a tensão entre os altos ideais do evangelho e a triste realidade de todos nós: aceitar que nunca estaremos à altura, mas que também não temos de estar nesse patamar.

# Deus nos ama não por aquilo que somos ou que fizemos, mas por aquilo que Deus é. 

A graça flui para todos aqueles que a aceitam. Jesus perdoou uma adúltera, um ladrão na cruz, um discípulo que o negou, mesmo conhecendo-o. A graça é absoluta e abrange todas as coisas. Ela se estende inclusive para as pessoas que pregaram Jesus na cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" está entre as últimas palavras que ele disse aqui na terra (Lc 23:34).

# o Sermão da Montanha nos força a reconhecer a grande distância entre Deus e nós, e qualquer tentativa de reduzir essa distância através da diminuição de suas exigências é em vão. Estamos desesperados, e este é, na verdade, o único estado apropriado a um ser humano que deseja conhecer a Deus. Muitas vezes tenho falhado em cumprir esse ideal absoluto.

# Enfim...Nossa única contribuição na salvação, foi o nosso pecado. #SolaGracia!!!

"Coragem, irmão, nós também sofremos". 
Deixo apenas essas pequenas #notas de graça, interpostas no meio do sofrimento. 

Juliano Fabricio
vivendo pela graça®


Heresia é pretensa posse do monopólio da verdade por qualquer grupo, igreja, partido político, escola, cultura.

Heresia é certeza de poder controlar com leis eclesiásticas a moral pessoal, as obrigações contratuais, os negócios, as relações conjugais, a guerra, a paz e a vida sexual.

Heresia é esforço de combater os diferentes com censura, intimidação, patrulhamento, rotulação, discriminação e tortura.

Heresia é querer reduzir a complexidade da vida a um maniqueísmo simplista do tipo: certo, errado; pecador, santo; ortodoxo, apóstata.

Heresia é tentativa de preservar a literalidade de um texto, desprezando sua riqueza espiritual, mítica, alegórica. – a letra mata, o espírito vivifica.

Heresia é sutil mistura de nacionalismo e teologia – a cínica ideologização de dogmas e doutrinas para cumprir a agenda do poder, essa sim, merece sempre o rótulo de desvio.

Heresia é intolerância que trata discordantes como inimigos de Deus – tal antipatia contamina, sutilmente, diálogos, inviabiliza encontros e afasta amigos.

Heresia é defesa de pressupostos que não objetivam a vida, não lutam pela humanização da história e negligenciam o cuidado com os desprotegidos.

Heresia é pavor do novo – é medo de pensar fora da caixa, timidez de assumir publicamente o que pensa e excessivo cuidado de não se indispor com alguma platéia opinativa.

Heresia é veneração pelo texto sagrado a ponto de deixá-la virar bibliolatria – bastam como exemplo de mal uso da Bíblia, a rapinagem da América pela rainha Isabel e o preconceito calvinista no aparthaid da África do Sul.

Heresia é desprezar o poder devastador da palavra, escrita ou falada quando objetiva difamar, ferir, destruir. - Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos [Provérbios 6:16-19].

Soli Deo Gloria - Ricardo Gondim

Ed René Kivitz - TALMIDIM

#toda quinta feira um vídeo novo.

TALMIDIM é o tema que escolhi para as Reflexões Semanais deste ano a respeito dos conceitos fundamentais da espiritualidade cristã, tendo como referência a relação de Jesus de Nazaré com os seus talmidim. Convido você a colocar o pé na estrada e me acompanhar nessa aventura de seguir a Jesus. via: edrenekivitz


Não somos pecadores porque pecamos...
 mas pecamos porque somos pecadores. 

A Bíblia diz que o pecado nos rodeia de perto, e isso nós sabemos muito bem. Entendemos como pecado, tudo aquilo que a Palavra chama de pecado. Hoje quero pensar com você sobre um tipo de pecado praticado diariamente pela esmagadora maioria dos crentes.

Leia as palavras do apóstolo Tiago e decida você mesmo, qual o nome podemos dar a esse pecado.

"Aquele, pois que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado." Tg 4.17

Qual é o nosso problema? Por acharmos que não estamos fazendo o mal, temos por encerrada nossa devoção. Mas a Palavra não pára por aí. A Bíblia declara categoricamente que "aquele que sabe fazer o bem e não faz, peca"!! Não fazer o mal é a metade da verdade, ou seja, uma mentira inteira. Não fazer o mal e fazer o bem é a verdade por completo. Vou lhe dar um exemplo do absurdo do descaso a que chegamos. No capítulo doze de Romanos e versículo treze, está escrito:

"Comunicai com os santos nas suas necessidades..."

Sabe o que fizeram com esse versiculo? Deram a seguinte explicação: "Se você estiver passando por necessidade, comunique aos santos"... Imagine o irmãozinho passando necessidades e ter que agir como mendigo na igreja, pedindo pelo amor de Deus que o ajudem!!? A Bíbllia nunca quis dizer isso, muito pelo contrário. O que o texto está dizendo é que devemos compartilhar com os santos em suas necessidades. Quando a Bíblia diz que é melhor coisa dar do que receber, está simplesmente reafirmando uma lógica humana. É horrível pedir. Não parece, mas exige-se muito mais fé de quem recebe do que o contrário. Ao receber, deve-se estar com o coração limpo para não deixar a tristeza de precisar tomar conta da alma. Não bastasse a humilhação de não ter para dar, ter de se expor ao ridículo para pedir, o miserável do irmão ainda é acusado de incrédulo. Para justificar sua irresponsabilidade social, a igreja ataca os necessitados com a máxima de que, se tivessem fé realmente não estariam onde estão e teriam pra contribuir.

Chego à conclusão que precisamos de menos fé e mais responsabilidade social. Menos fé e mais pão. Menos fé, e mais agasalho. Menos fé e mais remédio. Fé demais não cheira bem, lembra do filme? O discurso do juízo final já está revelado na Bíblia pelo próprio Senhor Jesus. E pra quem imagina palavras de condenação inéditas proferidas pelo Juiz, enganou-se, Ele já deixou o discursso pronto há dois mil anos. Leia:

"Tive fome, não e me deste de comer; tive sede, e não me deste de beber, era estrangeiro, e não me hospedastes; estive nu, e não me vestistes; adoeci, e não me visitastes; estive na prisão, e não fostes ver-me" (Mt 25.42-43).

Você já pecou hoje?

Juliano Fabrcio  (lendo Ultimato)

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