Neste mundo decaído, as coisas boas são resquícios da espoliação. 

A Queda do ser humano mudou tudo, e agora todas as coisas boas também apresentam um risco implícito e contêm dentro de si a possibilidade de exploração e abuso. 

Pense no sexo, na comida, nos grandiosos recursos de nosso planeta. Poder, beleza e fulgor, todas essas são coisas boas, qualidades que o nosso Criador possui, mas a história humana demonstra amplamente o que pode acontecer a elas nas mãos de seres humanos que provaram da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Somos criaturas que receberam por empréstimo talento, beleza e inteligência de um Criador que tencionava que nós usássemos isso bem. 

Não é à toa que essa árvore ficava no meio do jardim onde o acesso era total. Deus não nos esconde nada, somente nos alerta como fez com Caim:

 Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas cabe a você dominá-lo". Gênesis 4:7

... Coisas boas são uma dádiva, não uma possessão.

Juliano Fabricio
...até hoje não aprendemos isso...

Ed René Kivitz - TALMIDIM

#toda quinta feira um vídeo novo.

TALMIDIM é o tema que escolhi para as Reflexões Semanais deste ano a respeito dos conceitos fundamentais da espiritualidade cristã, tendo como referência a relação de Jesus de Nazaré com os seus talmidim. Convido você a colocar o pé na estrada e me acompanhar nessa aventura de seguir a Jesus. via: edrenekivitz


[SPOILER]

Às vezes desconfiamos silenciosamente de que Ele não pode dar conta de tudo o que vai em nossa mente e coração. 

Duvidamos de que Ele possa aceitar nossos pensamentos cheios de ódio, nossas fantasias cruéis e nossos sonhos malucos. Ficamos a nos perguntar como ele lidaria com nossos impulsos primitivos, nossas ilusões envaidecidas e nossos castelos mentais exóticos. 

A profunda resistência a nos tornar vulneráveis, a nos expor e a nos sentir totalmente desprotegidos é nossa forma implícita de dizer: "Jesus, confio em ti, mas há limites"

Quando nos recusamos a compartilhar nossas fantasias, preocupações e alegrias, estabelecemos limites ao senhorio de Deus sobre nossa vida e deixamos claro que há partes de nós sobre as quais não queremos conversar com Deus.

Parece que não era só isso que o Mestre tinha em mente quando disse:
"... crede também em mim" Jo 14:1.

Juliano Fabricio
Aprendendo sobre confiar
[O spoiler é uma espécie de estraga-prazeres]


Cuidado!!!

Apesar de aparentemente termos escapado do 1984 de George Orwell, ainda estamos correndo grande perigo com o Admirável Mundo Novo, de Huxley. As pessoas normalmente confundem os dois livros, mas eles apresentam visões bem diferentes do futuro.

Orwell fez uma advertência contra um inimigo externo que se vale da violência e da propaganda para impor sua vontade — algo semelhante ao comunismo ou nazismo, e George Orwell conhecia bem a ambos. 

Em contraste, Huxley fez advertências contra um inimigo mais sutil que vem de dentro. As pessoas alegremente trocariam sua liberdade e autonomia por uma tecnologia que promete conforto, segurança e divertimento, predisse ele. Os vilões de Orwell usavam uma máquina que causa dor para forçar seus decretos; os vilões de Huxley se valeram do prazer. O regime de Orwell baniu os livros; na fantasia de Huxley, os livros são abundantes, mas ninguém quer lê-los.

Uma vez que 1984 chegou e foi embora e sua ameaça retrocede rapidamente, talvez seja a hora de atualizar o pesadelo gentil de Huxley. Como seria uma "Admirável Sociedade Nova"?

***Eis o que vejo e quase ninguém vê***:

Esperamos tudo e qualquer coisa.

Esperamos o contraditório e o impossível. 

Esperamos carros compactos que sejam espaçosos; carros luxuosos que sejam econômicos. 

Esperamos ser ricos e caridosos, poderosos e misericordiosos, ativos e reflexivos, gentis e competitivos. 

Esperamos ficar inspirados com apelos medíocres a favor da "excelência", a fim de nos tornemos alfabetizados por apelos analfabetos a favor da alfabetização.

Esperamos comer e permanecer magros, estar constantemente nos mudando e cada vez mais próximos da vizinhança, ir à "igreja de sua escolha" e sentir sua força guiadora sobre nós, reverenciar Deus e ser Deus.

Nunca as pessoas dominaram mais seu ambiente. Mas nunca um povo se sentiu mais enganado e decepcionado.

Ah, Admirável Mundo Novo! Lembrando que a essa "cultura moderna", também se refere a algo que cresce em um meio artificial, igual um vírus.

*Distopia: Distopia ou antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma "utopia negativa". As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. Nelas, "caem as cortinas", e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. A tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, seja de instituições ou mesmo de corporações.

Juliano Fabricio
Pirando a cabeça 
com Orwell e Huxley
[Ps: leiam esses clássicos]


Leio os evangelhos em busca de orientação, apenas para ser lembrado de como Jesus foi apolítico. 

A referência maior e mais profunda do evangelho não é ao mundo ou aos seus problemas sociais, mas à eternidade e às suas obrigações sociais. 

Hoje, sempre que uma eleição está por vir, os cristãos debatem se este ou aquele candidato é o "homem de Deus" para assumir o cargo.

Projetando-me para os tempos de Jesus, tenho dificuldade em imaginá-lo ponderando se Tibério, Otávio ou Júlio César era o "homem de Deus" para o império.

O homem que eu sigo, um judeu-palestino do primeiro século, também esteve envolvido em uma guerra cultural. Ele se levantou contra uma instituição religiosa rígida e um império pagão. Os dois poderes, geralmente em desacordo, conspiravam juntos para elimina-lo. Sua reação? Não lutar, mas dar a sua vida pelos seus inimigos, e apontar para esse dom como a prova do seu amor. Entre as últimas palavras que Ele enunciou antes da sua morte estavam estas: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem".

As figuras apresentadas por Jesus descrevem o reino como um tipo de força secreta.

Ovelhas entre lobos, tesouro escondido em um campo, a menor das sementes no jardim, trigo crescendo entre joio, um punhado de fermento operando na massa do pão, uma pitada de sal na carne. Tudo isso aponta para um movimento que opera dentro da sociedade, mudando-a de dentro para fora. Você não precisa de uma pá cheia de sal para preservar uma fatia de presunto; um pouquinho seria suficiente.

Jesus não deixou uma hoste organizada de discípulos, pois Ele sabia que um punhado de sal gradualmente operaria através do mais poderoso império do mundo. Contra todas as possibilidades, as grandes instituições de Roma, o código de leis, as bibliotecas, o Senado, as legiões romanas, as estradas, os aquedutos e os monumentos públicos, tudo isso foi desmoronando gradualmente, mas o pequeno bando prevaleceu e continua até o dia de hoje.

Søren Kierkegaard descreve a si mesmo como um espião, e realmente os cristãos agem como espiões, vivendo em um mundo enquanto nossa mais profunda fidelidade pertence a outro. 

Somos alienígenas residentes, ou forasteiros, utilizando uma expressão bíblica.

Lembrando: Um padrão histórico da Igreja é que a heresia sempre começa de cima e o avivamento sempre de baixo. Esse entendimento, essa mudança sempre virá de baixo, como costuma acontecer, e não imposta de cima. A escada do poder sobe, a escada da graça desce.

Juliano Fabricio
um forasteiro


Não sou religioso
Não sou denominacionalista
Não sou fundamentalista
Não sou liberal
Não sou protestante
Não sou evangélico
Não sou e não estou debaixo de nenhuma visão, filosofia ou mover da moda.
Não ostento nenhum titulo
Não sou sei lá o que mais…

....

Sou um ser humano tentando seguir Jesus de Nazaré no chão da vida pra quem sabe ser chamado de cristão por conta de me parecer com Cristo.

Sou filho, sou irmão, sou marido, sou pai, sou tio, sou primo, sou amigo.

Sou um cuidador, cuidando e se deixando cuidar.

Sou parte de uma Rede do Bem com todos os que fazem o bem a todos.

Sou Igreja com os que Igreja são no chão da vida.

Juliano Fabrio
 em uma  conversa com o
 inspirador Carlos Bregantim.

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