... o que realmente é certo, e o que eu invento ser certo e errado, me valendo da minha compreensão pessoal do que é sagrado para fazer valer minha opinião sobre os outros...

E assim por diante...

Esqueci alguma coisa? 

é de deixar muito


Nossa cultura prega com blasfêmia que o resultado líquido é realmente a última linha. 

Ministérios cristãos são avaliados pelo tamanho de seus orçamentos. 

A aposentadoria é discutida com apreensão em termos financeiros. 

A riqueza nos sensibiliza. 

Dispomo-nos a enormes esforços a fim de impressionar favoravelmente os endinheirados e prósperos. 

O valor de uma pessoa é medido pela grana que ela gera. 

O $dinheiro$ assume dimensão espiritual. 

A estatura na comunidade é determinada pelo tamanho e pela localização da casa, a qualidade do automóvel, etc.

As palavras de Jesus: "Não acumuleis tesouros na terra"; "Não vos preocupeis com o dia de amanhã"; "Não podeis servir a Deus e a Mamon" parecem inconcebíveis à maioria de nós.

Talvez a dimensão mais obscura da acumulação de riqueza seja a exploração de mão-de-obra barata a fim de produzir os bens supérfluos aos quais nos habituamos. Se você tomou uma xícara de café hoje de manhã, como eu, com certeza já participou disto.

Somos corajosos o bastante para ser um sinal de contradição ao consumismo por nossa fé viva em Jesus Cristo? 

Estamos comprometidos o bastante com esse evangelho de modo a nos tornarmos uma corrente contrária à maré dominante?

Juliano Fabricio em 
uma triste constatação


Você e eu devemos aceitar de uma vez por todas que há uma enorme abertura demonstrada pelos braços de nosso Senhor pendurado naquela cruz, como se ele fosse abraçar todo o mundo, porque é a intenção de Deus incluir, conduzir todas as coisas à unidade, em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Não existe nada que deva ser deixado de fora.

A ordem de DEUS vale em qualquer lugar e nós já fomos culpados muitas vezes por tentar descobrir quem poderia entrar e quem deveria ficar de fora.

Deus não tem inimigos, pois, em ultima instância, todos, todos – o ateu, o pecador, aqueles que tendemos, com uma suposta respeitabilidade, deixar de fora – são filhos de Deus. 

A preocupação deve ser no sentido de acolher a todos, de pensar em como colocar todos para dentro, em como dizer: “Somos todos iguais, iguais em valor diante do Pai.”

Jesus não disse: “Se eu for reerguido, trarei alguns comigo.

Jesus disse: “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim.” Jo 12:32 – negros, brancos, amarelos, ricos, pobres, inteligentes, não inteligentes, belos , não belos. 

É um dos conceitos mais radicais e irritantes do mundo. 

Todos, todos se incluem aqui: gays, lésbicas, e o tal heterossexual. Todos, todos foram feitos para serem acolhidos, e não abandonados. Todos. 

Juliano Fabricio
tentando pensar como meu mestre.


O que você faz fala tão alto que não consigo escutar o que você diz.

Porque....

Se eu não estou enganado somos uma reunião de iluminados por Jesus,

Se eu não estou enganado somos pessoas que já perceberam que o mundo do jeito que está é insuportável;

Se eu não estou enganado somos pessoas que perceberam que há uma nova ordem surgindo e essa nova ordem se chama reino de DEUS - Que é um reino de justiça, paz, e alegria -(sempre nessa ordem, pois onde não tem justiça não se promove a paz e não se alcança a alegria);

Se eu não estou enganado essas pessoas foram tocadas pelo Rei desse reino e passaram a ser bem-aventurados;

Se eu não estou enganado não frequentam reuniões religiosas de puros emocionalismos;

Se eu não estou enganado fazem uso de muitas toalhas e de nenhum cetro;

Se eu não estou enganado somos pessoas que realçam os valores do reino, onde não só falamos, mas expressamos;

Se eu não estou enganado somos apenas a ponto de iceberg, porem visíveis.

Se eu não estou enganado... ou será que estou?

Juliano Fabricio 
*apenas um convite subversivo... apenas



A mistura entre religião e política é nitroglicerina pura. 

Quem mexe na coisa com displicência ou de maneira inadequada corre riscos de ver a mistura explodir causando danos não raras vezes irreparáveis. Essa nitroglicerina entrou de vez, e pela porta dos fundos, diga-se de passagem, no atual cenário eleitoral. Os apoios dos religiosos aos candidatos nas próximas eleições ocupam as páginas dos jornais e as mídias virtuais. Estão presentes também nos púlpitos das igrejas, notadamente aquelas caracterizadas por lideranças de pendor autoritário – não admitem questionamento e muito menos contestação – no modelo clericalista tipo “a igreja é minha”. Pastores, bispos e apóstolos “abençoam” publicamente seus respectivos candidatos, com direito a orações, discursos e defesas em nome da fé e de Deus. As fronteiras entre templos e praças públicas, púlpitos e palanques, fiéis e eleitorado, guias espirituais e cabos eleitorais foram absolutamente devassadas. As comunidades de fé são transformadas em currais eleitorais e o antigo “voto de cabresto” foi substituído por algo mais sofisticado, o “voto de cajado”, numa referência ao abuso da autoridade pastoral sobre seus rebanhos.

Não faltam vozes condenando tais alianças entre igrejas e candidatos e partidos políticos. Mas, por que razão a prática é considerada inadmissível? O que existe de errado em uma igreja apoiar a eleição de um candidato com quem poderá contar caso ele seja realmente eleito? Por que razão o chamado “voto de cajado”, em que as lideranças religiosas manipulam seus rebanhos para a adesão massiva a um candidato é considerada inaceitável? Não basta dizer que “isso não é ético”. É preciso explicar porque.

O voto é um direito e uma responsabilidade do cidadão. Sindicatos, agremiações culturais, ONGs, clubes esportivos, associações da sociedade civil e empresas – embora se organizem para apoiar seus representantes – não votam. Igrejas também não votam. Não existe “voto coletivo”. Quem vota é o cidadão. “Os deveres cívicos não devem ser encarados como propriedade privada, mas como uma responsabilidade pública”. Esta é a opinião de Michael Sandel, autor do best seller Justiça, baseado em curso homônimo que atualmente ocupa a lista dos mais populares da Universidade de Harvard. “Terceirizar os deveres cívicos significa aviltá-los e tratá-los da maneira errada”, conclui. A noção de deveres cívicos como responsabilidade pública, defendida por Sandel, afeta o conceito de democracia republicana, que pode ser compreendida pelo menos de duas maneiras. A primeira é derivada do próprio entendimento da expressão: república, res pública, significa “a coisa pública”. A democracia, por sua vez, pode ser compreendida, mesmo com o risco do simplismo, o poder que emana do povo, é exercido pelo povo, para o bem do povo. Em síntese, democracia republicana é o exercício de administrar a coisa pública de modo a atender os interesses coletivos.

A segunda maneira de compreender a democracia está voltada para tensão das forças entre os diferentes grupos representativos da sociedade. Todos os segmentos da sociedade têm direito e liberdade de associação, expressão e mobilização para a busca dos seus próprios interesses. Em termos mais simples ainda, cada um puxa a brasa para a sua sardinha, e assim a brasa fica espalhada e igualmente dividida para todas as sardinhas. Na prática, isso é cruel. Primeiro, porque quem não se expressa, não se associa e não se mobiliza, acaba ficando sem brasa para a sua sardinha. Mas também e principalmente porque aqueles que têm mais condições de expressão, associação e mobilização ficam com porções significativas de brasa em suas sardinhas. Quem controla os poderes econômicos, políticos e de comunicação de massa leva vantagem. Em outras palavras, como todos sabemos, sobra para os pobres, que, aliás, nem mesmo sardinhas têm.

O melhor exercício da democracia é mesmo aquele em que cada cidadão está imbuído da busca dos interesses coletivos, independentemente de seus próprios interesses ou de seus grupos respectivos. Em termos ideais, os detentores do poder – em todas as instâncias – deveriam exercê-lo para o bem comum e a promoção da justiça na sociedade. Se a res é pública, todos os cidadãos deveriam dela se beneficiar. A expressão, associação e mobilização na defesa dos interesses particulares de pessoas ou grupos é uma traição aos ideais da democracia republicana. Quando a igreja se associa e se mobiliza ao redor de candidatos que atendem aos seus interesses, está fazendo o jogo totalitário: governar do meu jeito, de acordo com os meus interesses, aos quais todos devem se ajustar, sob pena de serem banidos do jogo.

O cristão, é, sim, chamado a viver dia a dia a prática de uma fé, que, por se manifestar sempre a favor da justiça, invariavelmente trará, como resultado de sua ação transformadora, consequências políticas. Respeitando as individualidades e rechaçando veementemente os maniqueísmos e as manipulações, a igreja é lugar privilegiado para a promoção de uma nova consciência. Boa parte dos movimentos de transformação social surgiu de profundos compromissos espirituais e motivações religiosas. Desmond Tutu ensinou que “não há nada mais político do que dizer que religião e política não se misturam”. Quem se omite do processo político favorece o status quo e fica refém do poder dominante. Vale a reflexão. Até porque cristãos jamais deveriam se esquecer de que inegavelmente são também seguidores de um prisioneiro político.

Quando a igreja extrapola seu papel social e assume a disposição de “voto coletivo”, rouba do cidadão sua prerrogativa de liberdade de consciência e opção ideológica e político partidária, bem como seu direito inalienável de votar livremente

Nenhum apoio institucional é vazio de interesses particulares. 

A igreja que apoia um candidato está explicitando sua expectativa de retribuição e recompensa. Em outras palavras, está colocando à venda aquilo que deveria estar fora da lógica de mercado, a saber, o voto e o mandato público. Essa perversão da democracia representativa, no entanto, é mais antiga que a Grécia. Todos os poderosos a praticam. 

Vergonhosa e infelizmente, não faltam líderes religiosos que participam do jogo com os mesmos critérios de injustiça e espírito totalitário dos outros atores, comprometidos apenas consigo mesmos e os grupos que sustentam seus privilégios. 

A comunidade da fé que deveria exercer na sociedade um papel profético e diaconal acaba sendo levada por lideranças pseudo espirituais, que abusam de sua autoridade, se vendem por trinta moedas, e vendem o justo por preço menor do que o dos passarinhos, como já acusou o profeta hebreu. 

Para esses líderes oportunistas e inescrupulosos, a res é pública, mas a cosa é nostra – com todas as implicações do trocadilho.


Ed René Kivitz - TALMIDIM

#toda quinta feira um vídeo novo.

TALMIDIM é o tema que escolhi para as Reflexões Semanais deste ano a respeito dos conceitos fundamentais da espiritualidade cristã, tendo como referência a relação de Jesus de Nazaré com os seus talmidim. Convido você a colocar o pé na estrada e me acompanhar nessa aventura de seguir a Jesus. via: edrenekivitz

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