Quanto mais alienante e afetada uma espiritualidade, maiores chances de ser falsa.
 [PERIGOSÍSSIMO] - Gente humana e desarmada é melhor;

A verdade não teme análise, questionamento, suspeita. Dúvida faz bem à fé. Os fantásticos geralmente mentem;

Mentes sórdidas se escondem sob o manto de um rigor moralista. As taras mais grotescas – sadismo, estupro, pedofilia – se escondem sobre esse mesmo manto [moralismo];

Os que conseguem viver uma sexualidade lúdica adoecem menos. 

Não creia na publicidade que você patrocinar;

Não conviva com quem adora corrigir as virgulas;

Desconfie de quem atira pedra com facilidade;

Os bastidores e decisões da cúpula da religião são nojentos, manipuladores e inquisitórios; [queimam pessoas, mas não queimam as próprias consciências];

Nenhuma instituição pode se ver refém do dinheiro de ninguém. As pessoas não podem ser vistas como viabilizadoras da instituição é sim a sua principal motivação;

Não hesite em reconhecer seus tropeções e seja econômico em propagandear suas virtudes;

Jamais esqueça: Jesus foi traído por religiosos;

Não fale sobre a sua interioridade sem antes certificar-se de que está entre seus pouquíssimos amigos;

Não se exponha diante de quem coloca a instituição, a teologia, ou a reputação denominacional, antes da vida. Melhor abrir o coração, de joelhos, com a porta do quarto trancada. Converse a sós com Deus. 

Fique na companhia dos vulneráveis, dos pecadores, dos que se mostram agradecidos pela vida. Religiosos são sugadores da espontaneidade, da vida, da alegria. Opte por ambientes simples. Evite as mesas do poder. [O poder se insinua aos poucos.]

Cante sem medo – desafinar faz parte.

Dance sem receio de pisar os cadarços.

Beba seu vinho ou cerveja com singeleza ao lado de gente querida. Brinque mais. 

E guarde sempre essa verdade: Deus gosta de nos ver felizes.

Juliano Fabricio
Texto com algumas pitadas do meu herege favorito {Gondim}


os que carregam o peso do mundo nas costas. 
os que se abstêm de carregar pesos e giram leves pelo mundo. 
os que têm o mundo em suas mãos. 
os que se deixam levar pelos pesares do mundo e choram escondidos. 
os que fazem do seu mundo um recanto onde tudo flutua. 
os que esperam, há os que vão. 
os que veem, há os que somem. 
os que fogem para fora e os que fogem para dentro. 
os que respiram; há os que não sabem fazer pausas. 
os que amam; há outros que preferem ser amados.
os que não amam; há outros que fingem bem.

Há os que desistem. 
Os que resistem.
Os que insistem. 
Os que persistem. 
Os que existem. 
E uns poucos que coexistem!!!

Pense na vida como uma série de repetições, com pequenas variações, nuances por vezes difíceis de identificar e distinguir, segundos absolutamente relevantes e horas simplesmente descartáveis, momentos para se guardar no peito e instantes para se apagar da memória, 

pense que tudo ao redor gira porque essa é a natureza do planeta que nos foi dado, mas que andar em círculos é tão ineficaz quanto andar em linha reta, 

desvie de sorrisos falsos e cruze desertos por um abraço,

aceite a visita de quem te visita sem avisar e feche as portas para quem quer entrar quando você sai (lembre que o mundo dá voltas, aliás) – roda mundo, roda peão, roda moinho, roda-gigante – tome uma cerveja e tome tento, porque essa vida trata de tentar nos fazer de tontos, mas nada, nada, sobrevive a um salto certo, no instante apropriado, com pessoas que amamos ao redor.

Juliano Fabricio
em coisas que importam!!!


Quero falar de dona Ivani. 

Dona Ivani aprendeu a dividir felicidades e misérias pelas durezas da vida. Esse dividir nunca foi um dividir negativo, mas um dividir-compartilhar, da divisão que soma, em uma lógica de amor que subverte a aritmética. Ela aprendeu a dar o pouco que tinha e até o que não tinha como forma de mostrar que de dois faz-se quatro, de quatro faz-se oito e de oito faz-se oitenta, exercitando em frações um amor por inteiro. 

Dona Ivani aprendeu que a vida é um jogo entre o que queremos e o que podemos, temperado com o que ousamos. Encantou-se e casou-se com um vascaíno chamado Joadir. Com ele e as vezes sozinha educou seus cinco filhos. Eu sou um deles. Dona Ivani é minha mãe. 

À minha mãe devo tudo, a começar pela vida. É evidente, mas mascarado por sua evidência, esse é um fato de uma beleza estonteante. Como o escurecer do sol(ela sabe disso). Deu-me à luz, mas ninguém é mãe só porque põe no mundo. Ela sabe disso. Mãe não é categoria biológica, mas concretude afetiva. 

Minha mãe me ensinou muitas coisas. 

Ela ensinou autoridade sem violência, 
compaixão sem assistencialismo, 
vitórias sem humilhações, 
derrotas como lições. 

Aprendi com ela que a relação entre mãe e filho pode ser de igual para igual sem que se perca o respeito. Antes uma palavra indignada do que o silêncio engasgado que mata por asfixia tantas famílias. Minha mãe ensinou a discordar sem agredir. Ensinou a brigar sem machucar, a viver socialmente sem morrer moralmente. 

Nesse dias das mães quero tornar pública minha gratidão por tudo que recebi dessa mulher que sempre soube virar o jogo da vida. Que soube a hora de estudar e arrancar para uma vida melhor com sua cria, através de esforços e de uma sabedoria incomparável. 

Lembro de quando nos despedimos quando fui para São Paulo trabalhar. Malas feitas, um beijo, uma benção, um vá com Deus. Esqueço algo e volto. Na passagem para o quarto, vejo pela porta entreaberta ela sentada na cama, olhinhos miudinhos, chorando feito um bebê. Chorando feito uma mãe. Quase que eu fico. Mas ela ficaria desapontada. Sempre disse que sonhos se sonham e se buscam. E que ela estaria sempre ali para ajudar. Por isso ela foi chorar escondido. Acabei indo, não sem antes lhe dar um beijo encharcado de amor e receber um outro com mais amor ainda. Deixei para chorar no ônibus. 

Inevitável voltar ao passado: mãezinha querida, “da mão toda suja de massa de pão de queijo”, se pudesse, buscava outra vez, mamãe, “começar tudo, tudo de novo”. Te amo. Sua benção, coisa linda. E feliz dia das mães. 

PS: Mãe, desculpa por não comer tanto ou nada de verdura que com tanto carrinho você fez. E eu, na rispidez da minha adolescência, não quis. Sei que minha entrada no céu depende desse perdão. 

do seu filho
Juliano Fabricio


Jesus bem disse: 
“Ouvistes o que foi dito aos antigos; eu porém vos digo…” 

O deus pintado nas paredes do templo não combinava com o Deus que Jesus via. 

O deus sobre o qual ele falava era horrível às pessoas boas e defensoras dos bons costumes. Dizia que as meretrizes entrariam no reino à frente dos religiosos. Que os beatos eram sepulcros caiados: por fora brancura, por dentro fedor. Que o amor vale mais que a lei. Que as crianças são mais divinas que os adultos. Que Deus não precisa de lugares sagrados – cada ser humano é um altar, onde quer que esteja.

E ele fazia isso de forma mansa. Contava estórias. A uma delas deram o nome de Parábola do Filho Pródigo... é sobre um pai e dois filhos. Um deles, o mais velho, todo certo, de acordo com o figurino, cumpridor de todos os deveres, trabalhador.

O outro, mais novo, malandro, gastador irresponsável. Pegou a sua parte da herança adiantada e se mandou pelo mundo, caindo na farra e gastando tudo. Acabou o dinheiro, veio a fome, foi tomar conta de porcos. Aí se lembrou da casa paterna e pensou que lá os trabalhadores passavam melhor do que ele. Imaginou que o pai bem que poderia aceitá-lo como trabalhador, já que não merecia mais ser tido como filho. Voltou. O pai o viu de longe. Saiu correndo ao seu encontro, abraçou-o e ordenou uma grande festa, com música e churrasco. Para os pintores de parede, a estória poderia ter terminado aqui. Boa estória para exortar os pecadores a se arrepender. Deus perdoa sempre. Mas não é nada disso. Tem a parte do irmão mais velho. Voltou do trabalho, ouviu a música, sentiu o cheiro de churrasco, ficou sabendo do que acontecia, ficou furioso com o pai, ofendido, e com razão. Seu pai não fazia distinção entre credores e devedores. Fosse o pai como um confessor e o filho gastador teria, pelo menos, de cumprir uma penitência.

A parábola termina num diálogo entre o pai e o filho justo. Mas o suspense se resolve se entendermos as conversas havidas entre eles. Disse o filho mais moço: – Pai, peguei o dinheiro adiantado e gastei tudo. Eu sou devedor, tu és credor. Respondeu-lhe o pai: – Meu filho, eu não somos débitos. Disse o mais velho: – Pai, trabalhei duro, não recebi meus salários, não recebi minhas férias e jamais me deste um cabrito para me alegrar com os meus amigos. Eu sou credor, tu és devedor. Respondeu-lhe o pai: – Meu filho, eu não somo créditos.

Os dois filhos eram iguais um ao outro, iguais a nós: somavam débitos e créditos. O pai era diferente. Jesus pinta um rosto de Deus que a sabedoria humana não pode entender. Ele não faz contabilidade. 

Não soma nem virtudes nem pecados.

Assim é o amor. Não tem porquês. Sem-razões. Ama porque ama. Não faz contabilidade nem do mal nem do bem. Com um Deus assim, o universo fica mais manso. E os medos se vão. Nome certo para a párábola: “Um pai que não sabe somar”. Ou: “Um pai que não tem memória”.

Juliano Fabricio 
lendo Rubem Alves
(Sonhando em ter tempo para aprender a vagabundear.)


E a gente cabe em um metro quadrado, talvez menos. 

O que nos dá a –provável– mais intensa sensação de ser livre, que é não depender de onde estamos. Isso se deve ao fato de sermos tão próximos, muitos e ao mesmo tempo um, uma: família. 

É triste, acreditem, mas há famílias que mal se tocam: estabelecem distâncias do toque, do abraço, do aconchego, de tudo aquilo que pede contato físico. 

Triste. Bem triste. A gente, por sorte, não é assim. 

A gente se aperta, se espreme, se condensa, acha espaço onde parece não existir, faz uma massa compacta de corpo, alma, amor. Uma massa. 

É isso: sabe quando a gente brinca de massinha de modelar e começar a misturar o azul, o rosa, o vermelho, o amarelo, o laranja e disso tudo, tão diferente, junto, se cria uma cor que não tem nome, mas onde todas as cores, visivelmente, estão ali? Então... aqui em casa somos assim, pura massa.

Ps: o amor tem massa e para contrariar uma linda música da banda Cidade Negra, o amor se mede sim, 

se mede pela quantidade de beijos;

se mede pela quantidade de abraços;

se mede pela quantidade de cafuné;

se mede pela quantidade de tempo dispensado;

se mede e é totalmente palpável!!!

O amor só não tem régua de abraço, não tem bafômetro de beijo e amar demais não tem controle, pedágio, fiscalização. É realmente assustador. É realmente um choque nos tempos atuais. 

Essa é a formula da nossa liberdade. Não abriremos mão!!!

Juliano Fabricio
Vivendo de amor


Estou convencido de que, embora a mensagem de Jesus fosse pessoal, ela não era privativa. 

Também estou convencido de que ela tem tudo a ver com as questões públicas de um modo geral, e com questões políticas em particular. Inclusive com economia e ajuda aos necessitados.

Estou convencido que, se as boas novas de Jesus fossem publicadas em um jornal de nossos dias, não ficariam restritas à seção de religião. Mas seria o tema principal em todas as seções

desde as notícias internacionais (Qual é o caminho para a paz, e como estamos reagindo para com nossos vizinhos necessitados?

até as notícias nacionais e locais (Como tratamos nossas crianças, nossos pobres, as minorias, os marginalizados, rejeitados ou perdidos? Como tratamos os nossos inimigos?), 

passando pela seção de comportamento e estilo de vida (Amamos nosso próximo e nos esforçamos ao máximo para unir as pessoas?

pela seção de alimentação (Nossa alimentação reflete consideração com o planeta do Criador e com nossos vizinhos pobres? Convidamos algum deles para o jantar conosco recentemente?), 

pelas seções de entretenimento e esportes (Qual é o sentido de nosso entretenimento, e que valores estamos reforçando nos esportes?), 

e até pela seção de negócios (Estamos servindo ao Senhor errado, isto é, ao dinheiro em vez de DEUS?).

Em minha educação religiosa não me ensinaram acerca das dimensões, pública e política da mensagem de Jesus. (Somente a respeito do aspecto pessoal e das demais dimensões privadas). Sim, Jesus me ama e queria que eu fosse bom com minhas irmãs e obediente aos meus pais. Porem a idéia de Jesus de que Deus ama os inimigos do meu país, e de que, conseqüentemente, nossa política exterior deveria refletir este amor, esta idéia jamais passou pela minha cabeça. Em algum momento, no entanto, comecei a perceber que estava perdendo alguma coisa. Naquele exato instante, acredito que tenha começado a ter uma tênue e ainda turva percepção acerca da mensagem totalmente subversiva do Reino de DEUS através da fala de Jesus.

Juliano Fabricio
em processo de convencimento...

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