Os líderes que me inspiram à luta pelo bem, que não se silenciaram diante do mal e quando realizaram manifestações, estavam dispostos a apanhar e morrer, nunca a bater e matar. Homens como Ghandi, Luther King e Jesus de Nazaré.

Coragem é isso!

Os líderes que me inspiram a mudar o mundo, eram pacifistas e agiam diretamente para aliviar o sofrimento dos abandonados e explorados, seus atos eram o melhor discurso e não se corrompiam com o sistema político, usando como desculpa a luta pelos pobres. Pessoas como Madre Teresa, Ghandi, Mandela. 

Engajamento é isso!

Os líderes que me inspiram a lutar com integridade, não aceitavam o sistema mau, a começar em si mesmos; sabiam que eles deveriam ser a mudança que queriam ver no mundo e ao protestarem contra a corrupção, antes de limpar a sala dos poderosos, conclamavam à limpeza de suas próprias casas. Homens como Ghandi, que convocou os indianos ao embargo de consumo dos produtos ingleses, já que queriam se tornar independentes da Inglaterra. 

Limpeza social, começa em casa!

Sigo guiado não por rumores circunstanciais de uma política medíocre e caótica dos nossos dias, mas pela nuvem de testemunha de grandes exemplos que marcaram a história e, sobretudo, pelas pegadas de Jesus de Nazaré, meu Senhor e meu Mestre.




//vim de uma criação extremamente machista// 

Os homens, provedores, cruzam os braços diante das mais simples funções humanas. Limpar a casa, arrumar suas próprias camas, cozinhar, lavar os pratos, colocar água nas plantas, não trocar ou embalar um bebê, fazer compras no supermercado. O que fica nas suas atribuições é sair de casa pela manhã, trabalhar para garantir o sustento da família, voltar à noite e, no dia seguinte, recomeçar a jornada. Esta narrativa acompanha muitas gerações até os dias atuais, onde o que move a economia é a indústria da construção civil. Eu fui educado nessa atmosfera. E essa paisagem se tornou comum aos meus olhos. Não havia questionamento porque, me parecia, isto era o natural. Era um aspecto cultural definido. Um símbolo.

Esse foi meu caminho até que fui interrompido pela chegada
 do José, meu filho.

Havia um novo horizonte nascendo junto com o Zé, bem diante dos meus olhos, e eu não poderia admitir que o seu trajeto fosse este mesmo que havia me guiado até então. Havia agora um outro homem dentro da minha casa, e com a sua chegada havia a possibilidade de pensar na perspectiva de mudar o rumo das coisas — para ele, para mim. Eu, que jamais havia entendido o papel da minha mãe na minha vida, passei a enxergá-la por outro viés. Minha mãe, que praticamente me criou sozinha, desempenhava todas as funções possíveis. Trabalhava o tempo inteiro, mas também cuidava de mim o tempo inteiro, cozinhava, dava afeto, planejava (quando dava), curava minhas pequenas dores de infância e adolescência. Eu, que jamais havia entendido que uma parceira poderia ter um papel político e ético tão poderoso, encontrei Vanessa, minha esposa. E ouvia sua voz ecoar casa adentro, mundo afora, defendendo o espaço das mulheres, principalmente as mães. José, meu filho, não poderia ser de outro caminho.

Entendi a minha missão como pai porque meu filho me fez desaprender a ser homem. Através dos olhos do José, entendi que é impossível resolver as questões de gênero sem mudar a mentalidade dos nossos meninos. E quando entrego afeto, amor, carinho, quando faço meu filho entender a minha presença constante e intensa, a partilha das tarefas domésticas entre todos da família, quando ele percebe que o normal é o respeito às vozes das mulheres que nos cercam, o respeito aos corpos destas mesmas mulheres, sinto que ele passa a observar o mundo de um lugar novo. De onde não vim. De onde boa parte da minha geração não veio. Mas para onde precisamos ir, como José parece seguir.

José persista nesse rumo. Eu sinto que ele vai ser bom, repletos de novos significados, desafios e companhias... 

Ps: {ontem no aniversário do Pepê fiquei te observando e vi justamente isso... fiquei orgulhoso e com o olhos marejados}

Juliano Fabricio
um pai em conversão


Conceitos como GRAÇA e PERDÃO, que constituem o coração do evangelho, tem pouco espaço em muitos livros de Teologia.

Comecei a entender por que Jesus gostava tanto de contar histórias e parábolas:

- O filho pródigo nos conta quase tudo que precisamos saber sobre redenção; 

- O bom samaritano, o que precisamos conhecer sobre ética:

- O ladrão na cruz sobre favor imerecido;

- A história do mendigo Lázaro sobre a farsa da teologia da prosperidade. (O rico é que estava no inferno... durma com um barulho desse!!!);

- E que teologia hoje aconselha abandonar 99 para ir atrás de 1 “ovelha perdida”?;

- Jesus contrastou um fariseu - que estava muito bem  sintonizado com a Teologia - com um pecador que só podia clamar por ajuda; e era o clamor do pecador, naturalmente, que Deus ouvia.

Enfim... Como é bela a simplicidade de Cristo. Quem dera fossemos imitadores de Cristo de forma integral e simples. A radicalidade do discurso de Jesus contra as mentes religiosas contrastava com sua compaixão, amor e empatia para com as pessoas. O Mestre gostava era da simplicidade, observava os lírios do campo, os pássaros, andava entre os humildes de coração, ensinava através de parábolas com situações rotineiras.

Era o Mestre da Simplicidade.

Ps: Bom senso é algo que falta em nosso meio cristão. Falamos e pregamos muito sobre Jesus, porém não gostamos de imitá-lo. Ele é simples d+ para nós. (nossa geração gosta muito de sair na foto, de um holofote, de ser dona da melhor versão de Jesus e execrar os que pensam diferente.)

Juliano Fabricio
#entendendo que é bem mais simples


● Neste ano-novo, se faça novo, reduza a ansiedade, regue de ternura os sentimentos mais profundos, imprima a seus passos o ritmo das tartarugas e a leveza das garças.

● Não se mire nos outros; a inveja mina a autoestima, fomenta o ressentimento e abre, no centro do coração, o buraco no qual se precipita o próprio invejoso.

● Espelhe-se em si mesmo, assuma seus talentos, acredite em sua criatividade, abrace com amor sua singularidade. Evite, porém, o olhar narcísico. Seja solidário: estenda aos outros as mãos e oxigene a própria vida. Não seja refém de seu egoísmo.

● Cuide do que fala. Não professe difamações e injúrias. O ódio destrói a quem odeia, não o odiado. Troque a maledicência pela benevolência. Comprometa-se a expressar alguns elogios por dia. Sua saúde espiritual agradecerá.

● Não desperdice a existência hipnotizado pela TV ou navegando aleatoriamente pela internet, naufragado no turbilhão de imagens e informações que não consegue síntetizar. Não deixe que a sedução da mídia anule sua capacidade de discernir e o transforme em consumista compulsivo. A publicidade sugere felicidade e, no entanto, nada oferece senão prazeres momentâneos.

● Centre sua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Leia muito, reflita, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrará a si mesmo e, com certeza, um Outro que vive em você e que quase nunca é escutado.

● Cuide da saúde, mas sem a obsessão dos anoréticos e a compulsão dos que devoram alimentos com os olhos. Caminhe, pratique exercícios, sem descuidar de aceitar as suas rugas e não temer as marcas do tempo em seu corpo. Frequente também uma academia de malhar o espírito. E passe nele os cremes revitalizadores da generosidade e da compaixão.

● Não dê importância ao que é fugaz, nem confunda o urgente com o prioritário. Não se deixe guiar pelos modismos. Faça como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que você não precisa para ser feliz. Jamais deixe passar um dia sem um momento de oração. Se você não tem fé, mergulhe em sua vida interior, ainda que por apenas cinco minutos.

● Arranque de sua mente todos os preconceitos e, de suas atitudes, todas as discriminações. Seja tolerante, coloque-se no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus. Antes, indague a si mesmo por que, às vezes, provoca nos outros antipatia, rejeição, desgosto. Revista-se de alegria e descontração. A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte.

● Faça algo para preservar o meio ambiente, despoluir o ar e a água, reduzir o aquecimento global. Não utilize material que não seja biodegradável. Trate a natureza como aquilo que ela é de fato: a nossa mãe. Dela viemos e a ela voltaremos. Hoje, vivemos do beijo na boca que ela que nos dá continuamente: ao nutrir cada um de nós de oxigênio e alimentos.

● Guarde um espaço em seu dia a dia para conectar-se com o Transcendente. Deixe que Deus acampe em sua subjetividade. Aprenda a fechar os olhos para ver melhor.

Feliz 2018!
[Ps: Leia Frei Betto, Rubem Alves, Mia Couto e todo mundo que é e não faz questão de ser.]

“Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. 

Que todas as crianças aprendam isso!
Fale isso para seus filhos!
Feliz Natal!
Jesus nasceu!

Ps: Valeu Linus por lembrar Charlie Brown do verdadeiro significado do Natal – “Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. 


É de Andrew Marin a definição mais ful­gu­rante de amor que jamais ouvi: amor, explica ele, é 
«a expressão men­su­rá­vel de com­por­ta­men­tos não-condicionados».

«AMOR»
«a expressão men­su­rá­vel de com­por­ta­men­tos não-condicionados»

Se amar for de fato prover expressões mensuráveis de comportamentos não-condicionados, quem se mostrará pronto a amar? 

Porque, se for assim, amar não seria você aprovar a conduta de dois caras sentados de mãos dadas no banco da sua igreja, mas seria você respirar fundo e não condená-los por eles estarem ali. 

Amar não seria você concordar com as posturas de um amigo a respeito de qualquer assunto, mas seria concluir que o seu compromisso mútuo com o amor basta para vocês continuarem juntos no mesmo caminho. 

Essas seriam expressões genuínas de comportamento não-condicionado. Porque quando não estamos defendendo o amor estamos defendendo meramente a nossa convicção, ou pior, a nossa reputação – e até os pecadores confessos fazem o mesmo. 

Qualquer homossexual poderia nos ensinar a amar mais e melhor. [tem um grande amigo que faz isso muito bem]

Cristãos que frequentam as passeatas gay costumam fazê-lo para levar cartazes que dizem coisas edificantes tipo DEUS ODEIA BICHAS ou VÃO ARDER NO INFERNO

Será que nosso papel, já que estamos falando de AMOR não seria ir a essas passeatas com cartazes que dizem apenas ME DESCULPE – e pedir a quem quiser ouvir desculpas por todo o ódio que já foi derramado sobre os homossexuais no nome daquele que nada tem a ver com o ódio.

Enfim... Precisamos com urgência aprender com Jesus a não dar respostas simples para questões complexas. E essa postura (precisamente como no tempo de Jesus) desperta por vezes a indignação de gente dos dois lados do muro.

E aprender com o Jesus dos evangelhos que um discurso polarizador não deve ser jamais alimentado. Todo discurso aplicado ao extremo (e os discursos tendem aos extremos) gera esterilidade, hostilidade e desumanização. A ferida dos ódios resultantes só pode ser estancada pelo remédio do amor – o amor que é uma orientação: ao mesmo tempo uma escolha e um destino.

Juliano Fabricio 
Inspirado na história de Andrew Marin
[um ex crente homofôbico militante que descobriu o amor]

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