Jesus bem disse: 
“Ouvistes o que foi dito aos antigos; eu porém vos digo…” 

O deus pintado nas paredes do templo não combinava com o Deus que Jesus via. 

O deus sobre o qual ele falava era horrível às pessoas boas e defensoras dos bons costumes. Dizia que as meretrizes entrariam no reino à frente dos religiosos. Que os beatos eram sepulcros caiados: por fora brancura, por dentro fedor. Que o amor vale mais que a lei. Que as crianças são mais divinas que os adultos. Que Deus não precisa de lugares sagrados – cada ser humano é um altar, onde quer que esteja.

E ele fazia isso de forma mansa. Contava estórias. A uma delas deram o nome de Parábola do Filho Pródigo... é sobre um pai e dois filhos. Um deles, o mais velho, todo certo, de acordo com o figurino, cumpridor de todos os deveres, trabalhador.

O outro, mais novo, malandro, gastador irresponsável. Pegou a sua parte da herança adiantada e se mandou pelo mundo, caindo na farra e gastando tudo. Acabou o dinheiro, veio a fome, foi tomar conta de porcos. Aí se lembrou da casa paterna e pensou que lá os trabalhadores passavam melhor do que ele. Imaginou que o pai bem que poderia aceitá-lo como trabalhador, já que não merecia mais ser tido como filho. Voltou. O pai o viu de longe. Saiu correndo ao seu encontro, abraçou-o e ordenou uma grande festa, com música e churrasco. Para os pintores de parede, a estória poderia ter terminado aqui. Boa estória para exortar os pecadores a se arrepender. Deus perdoa sempre. Mas não é nada disso. Tem a parte do irmão mais velho. Voltou do trabalho, ouviu a música, sentiu o cheiro de churrasco, ficou sabendo do que acontecia, ficou furioso com o pai, ofendido, e com razão. Seu pai não fazia distinção entre credores e devedores. Fosse o pai como um confessor e o filho gastador teria, pelo menos, de cumprir uma penitência.

A parábola termina num diálogo entre o pai e o filho justo. Mas o suspense se resolve se entendermos as conversas havidas entre eles. Disse o filho mais moço: – Pai, peguei o dinheiro adiantado e gastei tudo. Eu sou devedor, tu és credor. Respondeu-lhe o pai: – Meu filho, eu não somos débitos. Disse o mais velho: – Pai, trabalhei duro, não recebi meus salários, não recebi minhas férias e jamais me deste um cabrito para me alegrar com os meus amigos. Eu sou credor, tu és devedor. Respondeu-lhe o pai: – Meu filho, eu não somo créditos.

Os dois filhos eram iguais um ao outro, iguais a nós: somavam débitos e créditos. O pai era diferente. Jesus pinta um rosto de Deus que a sabedoria humana não pode entender. Ele não faz contabilidade. 

Não soma nem virtudes nem pecados.

Assim é o amor. Não tem porquês. Sem-razões. Ama porque ama. Não faz contabilidade nem do mal nem do bem. Com um Deus assim, o universo fica mais manso. E os medos se vão. Nome certo para a párábola: “Um pai que não sabe somar”. Ou: “Um pai que não tem memória”.

Juliano Fabricio 
lendo Rubem Alves
(Sonhando em ter tempo para aprender a vagabundear.)


Hoje faz 8 anos que a Sophia nasceu. 

Nessa mudança que o tempo traz, a nossa surpresa e amor também crescem, tendo diariamente diante dos nossos olhos uma encenação por vezes tranquila, por vezes agitada, por vezes maluquinha e sempre cheia de vida, dando essa incomparável ideia divina que é dar vida. A história da Sophia é também a minha história e isso é uma maravilha...confiram:

Sophia é uma tímida esbaforida. Exatamente como eu.

Aquela figura atrapalhada que tenta não chamar atenção e acaba atraindo o dobro do apelo. Ela não consegue achar um par de meias bem em frente do seu nariz.

Sophia é uma maluquinha. Exatamente como eu.

Ela passa o dia inteiro falando, falando, falando. É sério...ela faz isso tomando banho, assistindo tv, comendo, mais ou menos uma hora antes de pegar no sono em sua caminha, durante todo o trajeto para visitar os avôs em Araguari e por incrível que pareça ela consegue conversar escovando os dentes.

Sophia é ansiosa. Exatamente como eu.

Para ir a algum lugar ou evento, não serve o amanhã, para ganhar um abraço, para combinar uma festa, briga e grita como uma louca. O que mais desagrada na história do mundo é a paciência. Tem uma pressa para ser feliz. O amor é para ontem, hoje é tarde.

Sophia é distraída. Exatamente como eu.

Não que tenha problema de atenção, é o contrário, um excesso de escuta, acompanha duas ou três conversas simultaneamente e pretende participar de todas. (Temos que ter até cuidado)

Sophia é criativa. Exatamente como eu.

Desenha como poucos e é apaixonado por leitura. Com certeza vai ser um subversiva.

Sophia tem meus olhos grandes e redondos, minha paixão por viver, meu receio de cachorros, minha curiosidade pelas geladeiras das avós, minha inclinação por roupas coloridas e extravagantes.

Mas sou mais pai quando minha filha não se parece comigo. Quando ela não me repete. Quando ela é ela e mais ninguém.

Sophia... Por isso hoje quero uma vez mais reafirmar que não iremos desperdiçar as nossas vidas correndo atrás de coisas passageiras, ao contrário nós escolheremos sempre ouvir e obedecer a Deus. Mesmo quando nosso coração vacilar ou mesmo quando nem tudo fizer sentido, com todas as nossas limitações e inconstâncias, conseguiremos permanecer de pé. 

Tenha a certeza de que não somos bons, aptos ou preparados. Simplesmente a misericórdia de Deus se estendeu sobre nós todos os dias e hoje é um dia desses. E você chegou a 8 anos e já faz parte disso tudo. 

E para terminar filha quero deixar uma frase pra você que é a mesma que sempre digo para a sua mãe. “filha tudo vai dar certo!!!”

Te amamos Sophia - Juliano Fabricio, Vanessa, José Miguel e Maria Flor.


//juntou Platão e Guimarães Rosa e vive repetindo: só sei que nada sei, mas desconfio de muita coisa// 

Nunca aceitei esta cadeira: pai-inspiração. 

Ser pai de três já é uma tarefa e tanto. Ser inspiração, impossível. Sempre preferi sentar na cadeira do lado oposto, de quem observa ao redor e se inspira nos outros.

Inspirar. Inspirei – puxei oxigênio para dentro dos pulmões e pensei na responsabilidade de ser pai. E pensei que a gente precisa mesmo deste outro oxigênio. 

Obrigado pelos filhos que vocês são e serão, 

Obrigado a cada pai que cruza o meu caminho é me inspira, 

Obrigado por dividir mesas, cervejas, angústias e conquistas. 

Enfim... obrigado por serem os melhores balões de oxigênio. 


E a vocês, filhos, mais do que a qualquer um, obrigado por me inspirarem a inspirar alguém, mesmo que não sejam vocês.

Juliano Fabricio
pai com muita transpiração/inspiração...


Nossos “movimentos” sempre ficam no caminho do movimento de Deus 

“O reino de Deus não começa com nossos movimentos ou protestos. Ele é a revolução anterior a todas as revoluções, assim como é anterior a ordem vigente”. Barth

Os homens nunca podem fazer do “ponto de vista de Deus o seu próprio ponto de vista partidário” e portanto, nenhum grupo ou indivíduo simplesmente se coloca do lado de Deus contra os outros... 

Todas as diferenças humanas – entre religiosos e irreligiosos, os morais e imorais – tornam-se relativas... 

O reino de Deus não é “uma rebelião dentro do velho período de existência, mas o nascer de um novo”; não é “um desenvolvimento com possibilidades prévias, mas a nova possibilidade de vida. ” Portanto, há uma clara distinção entre o reino de Deus e todas as tentativas humanas de reforma... 

Mas também há uma clara distinção entre este Reino e a religião e as possibilidades morais dos homens: 

“eles não criam nada de novo”

Todos os grupos, tendências e “movimentos” cristãos de nosso tempo não podem continuar com o que estão fazendo. [Com eles,] “tudo sempre foi determinado sem Deus... [o que significa que,] qualquer coisa que se siga, não pode ser uma nova ação ou ajuda na parte de Deus. Em últimos casos, tudo isso vai se provar como uma reforma, ou a velha situação com uma nova máscara.

Do ponto de partida de Deus, quaisquer grupos que se levantem nesse sentido, são mais um obstáculo do que uma ajuda, pois continuam a iludir as pessoas sobre a necessidade de chegar ao Seu reino. 

Nossos “movimentos” sempre ficam no caminho do movimento de Deus; 
nossas ‘”causas” atrapalham a Sua causa; 

a riqueza da nossa ‘vida’ impede o crescimento tranquilo da vida divina no mundo... 

O colapso da nossa causa deve demonstrar que a causa de Deus é exclusivamente da responsabilidade dEle. 

Enfim... É onde nos achamos hoje. ” (Infelizmente)

Juliano Fabricio
Lendo algumas coisas do cara ai de baixo

Eberhard Busch (1937-), pastor e teólogo reformado suíço, foi o último assistente pessoal de Karl Barth na Basiléia até 1968. De 1969 a 1986, Busch pastoreou uma comunidade reformada em Argau, na Suíça. Desde 1986 é professor de Teologia Reformada na Universidade de Göttingen.


Os líderes que me inspiram à luta pelo bem, que não se silenciaram diante do mal e quando realizaram manifestações, estavam dispostos a apanhar e morrer, nunca a bater e matar. Homens como Ghandi, Luther King e Jesus de Nazaré.

Coragem é isso!

Os líderes que me inspiram a mudar o mundo, eram pacifistas e agiam diretamente para aliviar o sofrimento dos abandonados e explorados, seus atos eram o melhor discurso e não se corrompiam com o sistema político, usando como desculpa a luta pelos pobres. Pessoas como Madre Teresa, Ghandi, Mandela. 

Engajamento é isso!

Os líderes que me inspiram a lutar com integridade, não aceitavam o sistema mau, a começar em si mesmos; sabiam que eles deveriam ser a mudança que queriam ver no mundo e ao protestarem contra a corrupção, antes de limpar a sala dos poderosos, conclamavam à limpeza de suas próprias casas. Homens como Ghandi, que convocou os indianos ao embargo de consumo dos produtos ingleses, já que queriam se tornar independentes da Inglaterra. 

Limpeza social, começa em casa!

Sigo guiado não por rumores circunstanciais de uma política medíocre e caótica dos nossos dias, mas pela nuvem de testemunha de grandes exemplos que marcaram a história e, sobretudo, pelas pegadas de Jesus de Nazaré, meu Senhor e meu Mestre.



*Esta imagem do pastor demonstra, de maneira simples, que o legado de Luther King é eterno.
[Em nossos sonhos, profetas como Martin Luther King não serão raros.]

Só existe uma coisa que me perturba mais do que os pecados do passado: o pecado que não enxergo hoje. 

Foi preciso que houvesse a grandeza de um Martin Luther King Jr. para despertar a consciência de uma nação no século passado. 

O que nos impede, neste novo século, de criar a comunidade amorosa de justiça, paz e amor pela qual King lutou e morreu? 

Em quais questões atuais a Igreja teima em estar do lado errado?

Como King costumava dizer, a presença de injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar.

“Como qualquer pessoa, desejo uma vida longa. A longevidade tem seu lugar. Mas não estou preocupado com isto agora. Quero apenas fazer a vontade de Deus. E ele me permitiu que eu subisse ao monte. Olhei lá de cima e pude contemplar a Terra Prometida.

Pode ser que eu não entre lá com você, mas quero que você saiba esta noite que, como povo, nós entraremos na Terra Prometida. E por isso que estou feliz esta noite. Não estou preocupado com nada. Não temo homem algum. Meus olhos viram a glória do Senhor que vem.”

[Extraído da última fala de King, na cidade de Memphis, na noite anterior a seu assassinato]


Esta imagem que vi um dia desses bem que poderia ser algo que representasse a igreja que o Sr. King muito bem sonhou. Algo como a consumação do sonho de Luther King. “Eu Tinha um Sonho”, diz o texto. No sentido de um dever comprido em nossa geração.


Não importa o quanto a censura lute para esconder as palavras, o extraordinário sempre sobreviverá.


A imagem acima celebra o “I Have a Dream” formando o título do discurso com elementos da luta dos negros durante os anos (Click na imagem e repare no detalhe das aspas).

Juliano Fabricio
Um fã do Sr. King

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