NÃO aceito que estamos vivendo no melhor mundo possível, 

NÃO sou fatalista (os religiosos entenderão), 

NÃO gosto do chamado elitismo entre os crentes (cheira mal), 

NÃO busco nenhum privilégio divino (o mundo sofre... crianças, negros e pobres gemem e morrem. Diante dos horrores da história, abandonei a pretensão de ser abençoado. Qualquer prece, com um mínimo de senso ético, deve considerar esses acontecimentos. Quem se atreveria a furar a fila da bênção onde esperam os que estão à margem?

NÃO discrimino pessoas que pensam diferente (algumas, só acho chatas mesmo), 

NÃO me apoio em méritos para obter bênçãos, 

NÃO tenho um Deus lá fora que aparece de vez em quando (esse deus que aparece de vez em quando, só comparece se for muito bajulado), 

NÃO torço pelo inferno (qualquer um), 

NÃO quero converter ninguém à certeza, mas ao amor. 

ENFIM...

OPTO pelo diálogo acima do monólogo (quer marcar um café é só falar, pois não faço isso por redes sociais), 

TENTO revelar DEUS nas minhas iniciativas encarnadas (nem sempre consigo), 

PREFIRO construir pontes e não muralhas, 

RECONHEÇO Deus ao lado do oprimido e não do opressor, 

GOSTO da companhia de gente simples e singela, 

SOU pacifista como opção existencial, 

ALMEJO combinar graça com ternura (acho que as duas andam de mãos dadas), 

ENTENDO o caminho de Jesus repousando sobre a amizade e 

ESTOU tentando cuidar do planeta antes que seja tarde demais. 

Tenho uma missão que é puro prazer: 
amar é ser amado pela minha esposa 
e cuidar e ser cuidado pelos meus filhos.

Porem um grito em minha alma ainda me perturba, repetindo a frase que vez ou outra ouço Na música do U2:

[“But I still haven’t found what I’m looking for”]
[Mas eu ainda não encontrei o que eu estou procurando].

Agora vejo em parte, porem o que vejo já me consola e agradeço também ao Oswaldo Montenegro que conseguiu me traduzir com tanta propriedade:

“Eu já era o que sou agora, mas agora gosto de ser”

[...uma busca constante...]

Juliano Fabricio
Em construção


A idéia do amor de Deus não é com certeza nova com Jesus. 

Na verdade, não é nem mesmo exclusividade da tradição judaico-cristã. Outros homens, em outras épocas, em outras partes do mundo, pensaram ou esperaram ou desejaram que o realmente real, o Deus vivo, de fato os amasse. Jesus, porém, acrescentou uma nota de confiança. Ele não disse que Deus talvez fosse amor, ou que seria legal se Deus fosse amor. Ele disse: Deus é amor — e ponto final. Há, porém, mais na mensagem de Jesus. Ele insistia que seu Pai está louco de amor, que Deus é um Deus apaixonado que não consegue ficar sem nós. A parábola que deixa essa verdade mais evidente é a do filho pródigo, a parábola do Pai amoroso. 

A ênfase não está na pecaminosidade do filho mas na generosidade do Pai. 

Deveríamos reler essa parábola periodicamente para capturarmos as delicadas nuances do primeiro encontro entre os dois. O filho havia ensaiado o seu discurso cuidadosamente. Era uma declaração elegante e elaborada de pesar. Mas o velho não o deixou terminar. O filho mal chegou à cena quando um manto requintado é atirado sobre seus ombros. Ele ouve música, o bezerro cevado está sendo levado para o salão, e ele não chega nem mesmo a ter a oportunidade de dizer a seu pai: "sinto muito". 

Deus nos quer de volta mais do que jamais seríamos capazes de desejar voltar. Não temos de entrar em detalhe sobre o nosso pesar Tudo que temos de fazer, diz a parábola, é aparecer em cena, e antes que tenhamos uma chance de fugir novamente, o Pai nos agarra e arrasta para o banquete de modo que não tenhamos como escapar. 

Há uma fascinante passagem no capítulo 8 do Evangelho de João sobre uma mulher apanhada em adultério. Lembre-se do modo como a multidão arrastou-a até diante de Jesus e perguntou: 

— O que fazemos com essa mulher? Ela foi apanhada em adultério. Moisés diz que devemos apedrejá-la, mas os romanos não nos deixam apedrejar as pessoas. Qual é o seu parecer? 

Jesus os ignora e começa a escrever na areia. Ele então levanta os olhos e diz: 

— Bem, aquele aqui que não cometeu pecado algum atire a primeira pedra. 

Um a um eles se afastam. Jesus então diz à mulher: 

— Não restou ninguém aqui para condená-la? 

— Ninguém, Senhor — ela diz. 

— Tudo bem — ele diz. — Pode ir e não cometa mais esse pecado. 

Agora entenda: Jesus não perguntou se ela estava arrependida. Ele não exigiu um firme propósito de reforma moral. Ele não demonstrou preocupação de que ela poderia ir correndo atirar-se de volta nos braços do seu amante. Ela só ficou ali e Jesus deu-lhe absolvição antes que ela pedisse. 

A natureza do amor de Deus é ultrajante. 

Por que esse nosso Deus não demonstra algum bom senso e moderação quando lida conosco? Por que ele não demonstra mais autocontrole? Para ser direto, será que Deus não poderia ter um pouquinho mais de dignidade e de amor-próprio? Puxa vida! 

Agora, se fossemos nós na posição dele, saberíamos exatamente como agir — aquele filho pródigo teria recitado seu discurso até a última palavra. Quando ele terminasse, nós diríamos: 

— Muito bem. Agora vá embora, filho pródigo, e vou pensar a respeito por umas duas semanas. Você será então informado via correio se decidi admiti-lo ou não de volta na fazenda. 

Não creio que alguém teria aprovado que aquela pobre mulher adúltera fosse apedrejada, mas pode crer que teríamos nos certificado de que ela oferecesse uma detalhada manifestação de contrição, e um firme propósito de corrigir-se. Se a dispensássemos sem que ela pedisse desculpas, não era certo que ela reincidiria em adultério antes do entardecer? 

Não, o amor de Deus não tem dignidade nenhuma, e aparentemente é assim que ele espera que seja o nosso amor. Ele não apenas requer que aceitemos sua espécie inexplicável e embaraçosa de amor, mas, uma vez que o aceitamos, ele espera que nos comportemos do mesmo modo com os outros. Acho até que seria capaz de sobreviver, se fosse obrigado, com um Deus cujo amor por nós fosse embaraçoso, mas a idéia de que tenho de agir da mesma forma com as outras pessoas — isso é demais para engolir. 

Talvez o modo mais simples, embora certamente não o mais fácil, de começar seja comigo mesmo. 

Faça então por você mesmo o que faria pelos outros. E aquele saudável amor próprio que Jesus prescreveu quando disse "ama teu próximo como a ti mesmo" poderia começar com o simples reconhecimento: qual é a história da minha vida? é a história de uma pessoa infiel através da qual Deus continua trabalhando. Essa é a idéia!!!! 

Juliano Fabricio
aprendiz desse AMOR


[Ele mostra que a Torá é marginal. A única lei é a do AMOR.]

Com isso o trabalho de Jesus é de libertação.

Como pode Paulo, então, se tornar um legalista e um campeão da lei quando a questão são instituições sociais e políticas?

O dever dos cristãos é testemunharem o que eles acreditam ser verdade. Isso porque acreditamos que as autoridades estão nas mãos de Deus que temos a possibilidade (raramente utilizada) de dizer a elas o que pensamos ser justo. 

Se Paulo também nos diz que devemos obedecer, não por coação, mas por uma questão de consciência, isso significa que a nossa obediência não pode ser cega ou resignada. A consciência pode nos levar a desobedecer, obedecendo mais a Deus do que aos humanos, como Pedro diz (Atos 5:29). Isso poderia acontecer por razões que os políticos não podem entender.

Por fim, o ponto mais importante de Maillot é o seguinte. Paulo escreve isso quando ele já havia sido preso várias vezes. Ele não usa os políticos como coro. Ele seria em pouco tempo executado pelas autoridades romanas. 

Sua vida difícil e morte “deslegalizam” o capítulo 13.

Ps: Obediência verdadeira não é uma mera cópia de outra obediência! Pense nisso!!!

Alphonse Maillot 
[um dos melhores comentaristas vivos da Bíblia]


Não creio mais em Deus, já tem um tempo.

Sabe, crer em Deus exige de mim, uma teologia, uma explicação, crer em Deus, precede uma causa, nada pode ser aleatório, precisa de um Deus onipotente, onipresente, as vezes insensível as vezes implacável, o processo de crença denota um racionalismo, uma ciência, tudo precisa ser incessantemente encaixado, nada pode fugir ao padrão, 

o Deus da crença precisa de legisladores, guardadores dos seus estatutos.Não creio em nada, tudo muda tão rápido, ontem eu acreditava que o café fazia bem, mas me vem cientistas e falam que faz mal, ora, me sinto tão bem com ele, vou ficar com a opinião daqueles que dizem que ele não faz mal, por que? Eu quero, simples… e no final sempre pendemos para o lado que mais nos agradam mesmo. O Deus da crença, não pode ser totalmente bom, não pode ser totalmente mau, em geral, ele é o modelo de perfeição que idealizamos. 

O Deus da crença é limitado a quatro paredes, divididos por guetos, por exemplo: Se creio no Deus cristão, eu não posso crer no Deus indígena, no Deus afro, no Deus islâmico, se minha crença é evangélica, eu não posso crer no Deus Franciscano, que absurdo não?!O Deus da crença é cheio de dogmas, rituais de passagem, toda hora está tentando se provar, precisa ter o ego inflado, cheio de limites, tem hora que parece até que vive no tempo (como nós)
…. 

A Partir de hoje se me perguntarem se creio em Deus, serei categórico em dizer que Não!

Então você é ateu? Dirão os mais rápidos em rotular.

Responderei: — Claro que não! Ateu é você, que nega a existência de qualquer outro Deus, caso este não lhe convenha. 

Meu Deus é branco e preto, tem todas as cores, e nenhuma ao mesmo tempo. 

Mas, você aí me pergunta, George o que o café tem com isso? 

Lhe respondo. Meu Deus é igual ao café, pode fazer tanto bem, como pode fazer mal, tudo depende da dosagem, e não vejo problema algum mistura-lo com outras coisas, como leite com chocolate, as vezes gosto mais amargo, as vezes mais doce, mas uma coisa é certa, não me preocupo em crer no café, me concentro em provar dele, o mesmo vale para Deus. 

George Huxcley, no Facebook


...alguns amigos abandonaram a igreja, alguns cumprem com um certo sorriso amarelo as regras impostas por um tempo e outros aprenderam a fingir, vivendo uma vida dupla.

Porem quando olho para a vida de Jesus, um fato sempre me surpreende: o grupo que deixou Jesus mais irado foi o grupo com o qual, pelo menos externamente, Ele mais se identificava. Os mestres concordam que Jesus tinha o perfil rigoroso de um fariseu. Obedecia à Tora, citava os fariseus famosos e, com frequência, concordava com eles em argumentos públicos. 

Jesus, porém, dirigiu aos fariseus os seus mais fortes ataques. 

"Serpentes, raça de víboras! Hipócritas! Condutores cegos! Sepulcros caiados!", era assim que Cristo os chamava. 

E é assim que infelizmente tenho visto muitos amigos se tornarem.

O que esses amigos precisam entender é que essa tal maturidade espiritual não está ligada ao quanto você está "puro", mas, sim, a conscientização de sua impureza

Como disse o Ed René: A vida como nós queríamos X a vida como ela é!!!

Nouwen confessa isso de uma forma corajosa:

Eu sei, na minha própria vida, com que diligência tenho tentado ser bom, aceitável, agradável e exemplo digno para os outros. Sempre houve o esforço consciente de fugir dos abismos do pecado e o constante temor de cair em tentação. Mas com tudo isso havia uma seriedade, uma intensidade moralista — e até mesmo um toque de fanatismo — que tornava cada vez mais difícil sentir-me à vontade com DEUS. Tornei-me menos livre, menos espontâneo, menos brincalhão...

Enfim... preferem essa vida de legalismo, pois sabem que a liberdade em Cristo é um caminho muito difícil. (Explico)

é relativamente fácil deixar de matar, mas é difícil amar; 
é fácil evitar a cama do vizinho, mas é difícil manter um casamento vivo;
é fácil pagar impostos, mas é difícil servir aos pobres. 

Quando vivo em liberdade, tenho de me manter aberto ao Espírito Santo para receber sua orientação. Estou mais consciente em relação ao que tenho negligenciado do que a respeito do que tenho realizado. Não posso esconder-me por trás de uma máscara de comportamento, como os hipócritas fazem, nem posso esconder-me por trás de comparações fáceis com outros cristãos.

Juliano Fabricio

Por mais que pareça estranho, muitos cristãos desconhecem o fato de que há um rebanho formado por homossexuais que congrega nas igrejas, anônimos, sem assumir quem são, levando vidas de silencioso desespero.

São pessoas comuns, e não as personas estereotipadas e escandalosas que a mídia costuma fotografar em paradas gays.

São cristãos sinceros e que nutrem o desejo de servir ao mesmo Senhor adorado pela maioria heterossexual, homens e mulheres que foram aceitos pelo amor incondicional de um Deus que, segundo a bíblia, não faz acepção de pessoas, mas que descobriram, na pratica, igrejas que a fazem.

Rejeitados por suas comunidades de fé ao revelar sua orientação sexual, boa parte deles foi afastada, não de maneira explicita ou formal, mas pela pior forma de ódio, que é o desprezo ou a indiferença. Outros foram alijados de um convívio fraterno na qual, antes, podiam expressar os talentos e os dons recebidos do alto. Como uma pequena multidão de agentes secretos que vagam por ai, sem criar vínculos, freqüentando igrejas de modo descompromissado, para não se expor. Muitos já tentaram de tudo para deixar de sentir a atração erótica por pessoas do mesmo sexo, o que os atormenta constantemente com o peso da culpa.

Aqueles que foram excluídos tomaram um de três rumos diferentes: ou abandonaram definitivamente a igreja local, sem, contudo, abdicar da fé; ou deixaram a igreja e a fé, tornado-se o que a bíblia chama de apóstatas ou desigrejados; ou se envolveram em comunidades gays, as chamadas “igrejas inclusivas”, que crescem no Brasil em ritmo espantoso a despeito do escândalo e das reações violentas que suscitam. (essa ultima, uma vergonha para a igreja, pois todas deveriam ser inclusivas).

Minhas impressões:

Definitivamente, a igreja evangélica brasileira não está preparada para discutir um assunto tão polêmico como a homossexualidade. Falta maturidade, finesse, e, sobretudo, amor.

A maioria alegará que não é um tema que necessite de discussão, pois a bíblia é clara como a luz do sol a esse respeito: a homossexualidade é uma abominação, um pecado mortal, que conduz todo praticante a um destino eterno tenebroso. Sob tal ponto de vista (Mateus 22:1-14), o reino dos céus poderia ser comparado a uma grande festa para a qual apenas os homossexuais foram convidados.

“A homossexualidade é um problema tão difícil de ser tratado atualmente dentro da comunidade cristã que tudo o que for dito será severamente criticado” 

Vejo essa realidade na fala do Richard Foster, porem prefiro acreditar na outra fala dele que diz:

“Qualquer coisa dita para tentar ajudar vale o risco”, risco tal que não tenho medo de correr.

Deixo uma discussão entre um cristão gay e um pastor fundamentalista,
os dois travaram o seguinte diálogo:

“Você alguma vez leu Levítico 20”, perguntou o pastor, meio irritado.

“Sim”, eu respondi. “E o que aquela passagem significa para você?”

“Significa”, respondeu o pastor com firmeza, “que você deveria ser morto”

“E quem deveria cometer o assassinato?”, perguntei. “Você, irmão?”

“Não”, ele respondeu rapidamente, “este é o dever da autoridade civil.” Então, depois de uma pausa, ele acrescentou: “É por isso que precisamos eleger outros bons homens de Deus para este governo.”

Juliano Fabricio
Bem... Esta é minha humilde opinião. Você tem todo o direito de discordar.”
Leia: [ENTRE A CRUZ E O ARCO-ÍRIS]

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