VIOLÊNCIA - 8 de março de 1857 – 129 mulheres que trabalhavam na Fábrica Têxtil Cotton, nos Estados Unidos, iniciaram uma greve reivindicando redução na jornada de trabalho (de 16 para 12 horas) e aumento de salários. Os proprietários reagiram mandando que se incendiasse a fábrica. As 129 mulheres morreram queimadas.

· INÍCIO do MOVIMENTO no BRASIL - 1897 – Surge, em São Paulo, a A Mensageira – Revista literária dedicada à mulher brasileira, criada e dirigida pela escritora mineira Presciliana de Almeida. A publicação inaugura o movimento feminista no país. Uma das reivindicações é que a mulher possa ter acesso à educação como forma de melhor desempenhar seus papéis de mãe e esposa. Em meio a sonetos e crônicas apaixonadas – em que o amor, a saudade e o ciúme são temas centrais – a revista também divulga, em suas “Notas Pequenas”, o desempenho da mulher em todas as áreas. Assim, em março de 1898 a revista noticia a primeira matrícula de representante do sexo feminino na Faculdade de Direito de São Paulo. Não foi mero acaso a inclusão da nota: para Presciliana e suas colaboradoras, a diferença entre os sexos se baseava na falta de acesso à educação por parte da mulher. Elas acreditavam que com a aquisição da cultura conquistariam a igualdade. Um artigo do ano anterior dizia: 

“Para os espíritos frívolos, a mulher instruída não pode ser boa esposa e boa mãe, porque julgam que o estudo lhe rouba o tempo destinado aos arranjos domésticos e à creação dos filhos”. 

Mas A Mensageira queria provar o contrário. Em uma época em que o capitalismo se firmava no país, as mulheres, principalmente as da classe média, começaram também a desenvolver uma consciência da sua problemática. Era um feminismo embrionário, ainda carregado de estereótipos, como a imagem do sexo frágil. Presciliana tornou-se a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Paulista de Letras. 

· REAÇÃO INTERNACIONAL - 1910 – Durante a 2ª. Conferência da Mulher, em Copenhagen, Dinamarca, a data do cruel assassinato das operárias americanas, 8 de março, foi escolhida para ser o Dia Internacional da Mulher. 

· REPRESENTANTE – Em 1949 a escritora francesa Simone de Beauvoir lança o livro O Segundo Sexo, analisando a questão feminina. O livro logo torna-se a bíbia do feminismo, e Simone torna-se precursora do movimento feminista organizado. O livro tocava em temas até então considerados tabus, como o uso do próprio corpo, o casamento, o aborto, a prostituição, o parto sem dor, o divórcio; temas que seriam amplamente discutidos no década de 60. Alguns pensamentos (posteriores) 

- “Não se nasce mulher. Torna-se mulher”, explicando que condições sociais, econômicas e morais impediam a liberdade e o desenvolvimento intelectual e afetivo das mulheres. 

- “A nova mulher de que tanto se fala hoje em dia não passa também de uma imagem, não é real. Os veículos de comunicação de passa tentam impor uma mulher que concilia tudo, maravilhosamente realizada que, ao mesmo tempo em que se realiza profissionalmente, educa seus filhos utilizando os métodos mais modernos, se veste muito bem, rápido, é dinâmica etc. Mas é óbvio que nenhuma mulher se realiza desta forma, apesar de não serem poucas as que tentam; quanto mais elas tentam, mais se frustram, pois é impossível conjugar tudo. A impressão que se tem dessa nova mulher proposta, é que se trata de um ser que cozinha muito bem, corta ela mesma os seus vestidos, está sempre bonita, atraente, saltitante, trabalha o dia todo, mas que sai todas as noites - fatos e coisas completamente incompatíveis. Na verdade, o que se está tentando fazer é fabricar uma síntese, falsa e adulterada, dessas duas mulheres. Uma imagem do que seria, e mais nada. Como não existe uma nova mulher, também não existe uma nova raça de mulheres. Aceito a tese de que elas mudam segundo conceitos de tempo e lugar, mas chamá-las de nova raça só porque usam, por exemplo, a minissaia, que aliás acho muito bonitinha para as jovens... Mas o fato é que elas hoje não são muito mais emancipadas do que eram há 20 anos, pelo menos na França.É óbvio que elas são bastante diferentes da mulheres do século XIX; aliás, elas se diferenciam muito de século em século, mas nem sempre no sentido de uma emancipação progressiva. (... ) Os cargos mais importantes continuam nas mãos dos homens, e as mulheres permanecem, na sua imensa maioria, em cargos bem secundários, sem receber o mesmo salário que os homens, por trabalho igual etc. 

- “Se hoje tomo parte em manifestações, se estou engajada numa ação feminista, é que esta minha atitude toda a condição feminina. Ajuda sua evolução. Teoricamente mantenho as mesmas posições discutidas em O Segundo Sexo mas, na prática (e taticamente) minha posição modificou-se bastante. Vivemos o problema feminino de forma explosiva. Existem razões para o mundo reagir tão violentamente. Numa sociedade capitalista o status da mulher melhorou – economicamente é, em algumas partes do mundo, tão bem remunerada quanto o homem. O trabalho doméstico, numa sociedade baseada no consumo, não é considerado um trabalho real. As forças de produção cada vez mais racionalizadas não deixam lugar para a mulher caseira”. 

- “Na relação homem-mulher muita coisa também precisa ser redefinida. O amor e a sexualidade têm que ser compartilhados pelo casal com a mesma carga de emoção. 

· MACHISMO - Depoimento: “Em 1958, aos 20 anos de idade, perdi a virgindade com um rapaz de quem já estava noiva há dois anos. Eu pretendia me casar com ele, que era muito carinhoso e todo dia ia me pegar na Maison de France, onde eu estudava francês e fazia as minhas peças. Depois que perdi a virgindade o sujeito não quis mais saber de casamento. Foi uma tragédia em cinco atos. Como eu ia casar se não era mais virgem?” Maria Pompeu, atriz. 

· RADICALISMO - Anos 60 – Década da Emancipação Feminina: 

- As pílulas anticoncepcionais, criadas em 1960, separaram o sexo da reprodução. 

- As mulheres (tradicionalmente donas-de-casa) já estavam, cada vez mais, sendo absorvidas pelo mercado de trabalho. 

- Pensava-se que esses dois ingredientes tornariam as mulheres totalmente livres, donas seu corpo e de seu destino. 



· EXPERIÊNCIAS - Fim dos anos 60 e início de 70 

- Viveu-se uma euforia libertária. 

- A emancipação feminina, por um lado, significava o fim da sujeição da mulher ao homem (pai ou marido). Por outro, referia-se não ao fim dessa submissão, mas também a uma época em que o poder feminino ia se instalando sobre os homens e as famílias. Outro ângulo conceituava emancipação com liberdade, e não apenas libertação, algo bem mais subjetivo e indefinido. Para muitos, essa tal liberdade foi vivida como sinônimo de liberdade sexual: agora as mulheres podiam exercer sua sexualidade de forma descompromissada, o que já era prática comum para grande número de homens.

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