Quando tento imaginar a razão pela qual Deus resolveu chamar pessoas como eu para fazer parte do grande banquete do reino, não me vem à mente outra palavra mais contundente senão o termo graça. A graça é como um grande nocaute que impede meu senso de autopiedade de ultrapassar o primeiro round. Ela me transforma no menor de todos os seres humanos (em essência, é o que sou), ao mesmo tempo em que me eleva ao mais sublime posto: o de participar dos atos de Deus nesse mundo e de sua glória.

Olhe ao seu redor por um instante e observe, emoções a flor da pele, vozes inquietas, mãos e pés ligeiros em busca de ascensão, realização, gratificação, recompensa e lucro maior possível. Parece que tudo o que nos diz respeito está na contramão da graça. E qual deve ser a resposta de cristãos autênticos a esse modo de vivência que nos cega e emudece em relação à manifestação de Deus? A resposta mais honesta e humanizadora para mim é: “Eu quero ser pobre de espírito”.

Chega! Basta de viver a ilusão de que existe algo nessa vida que me preenche e completa mais que a graça. Cansei de lastimar por meus fracassos mais óbvios, de me auto flagelar por causa de minhas limitadas habilidades e de sofrer com o golpe diário da reprovação. Deus já me aprovou para sempre quando, em Cristo, disse: “Está consumado!”. Recuso-me a buscar essa felicidade torpe e egoísta que comanda as consciências da maioria, estou farto dessa vida barata. Eu quero ser feliz ao modo de Jesus. Declino meu voto nesses plenários evangélicos que aprovam uma espiritualidade performática e de barganhas com Deus, e que recusa teimosamente o desafio do crescimento e da maturidade na fé.

Não consigo e nem preciso me adequar aos caminhos infrutíferos para o reino dessa visão legalista de santidade que por aí se tem pregado. Não! Não é preciso ser menos humano para ser santo na presença de Deus, nem é necessário negar aquilo que de natural e bom ele criou para ser puro. Quero, sim, aprender o que é o amor incondicional do Pai, a adentrar no mundo das pessoas, mesmo quando não me identifico muito bem com esse mundo, às vezes tão diferente do meu. Preciso me afastar da roda dos “santos” escarnecedores e juízes, e me juntar à dos estigmatizados e pecadores. Não quero mais fingir ser mais do que realmente sou: um pecador salvo pela graça! Quero servir somente a ti, Deus dos des-graçados.

Juliano Fabricio - li a respeito em um blog mais não lembro qual.

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