Esta semana meditando sobre a parábola do bom samaritano, parei para refletir sobre o quanto amamos o próximo. Então resolvi pegar alguns conceitos para abordar em outro contexto. Primeiramente quero te desafiar a ler o texto de Lucas 10.25-35. 

Jesus conta sobre um homem que ia de uma cidade para outra, quando foi abordado por ladrões. Estes o roubaram, espancaram e o deixando o homem quase morto na estrada. Um sacerdote que passava pelo local viu o homem, mas não prestou socorro. Um levita também passou e sua atitude foi a mesma do sacerdote: indiferença. E finalmente, passou um samaritano que prestou socorro ao homem. Gastou tempo, dinheiro e cuidou dele. 

Esse texto me levou a pensar em como os namorados (cristãos) tem se relacionado. 

Partindo dessa análise há três tipos de pessoas: 

1º) O ladrão – É aquela pessoa que pensa da seguinte forma: “o que é seu é meu”. Essa pessoa, é aquela que rouba a liberdade do(a) namorado(a). Lesado pelo ciúme, não permite que o outro seja ele mesmo. Escolhe a roupa da namorada porque julga que no seu padrão de santidade ela não está vestida adequadamente; define com quem e quando ela vai sair e ousa escolher o ciclo de convivência da pessoa. O ladrão se relaciona não com quem sua namorada é, mas com quem ele gostaria que ela fosse. O ladrão é uma pessoa marcada pelo egoísmo. Tudo na relação deve girar em torno de suas vontades, suas vaidades, sua imaturidade. O que é seu (seus direitos, suas vontades, sua liberdade) é meu. Rouba portanto a identidade de sua vítima e se defende das acusações alegando amor. 

2º) O sacerdote e levita – Estes dizem assim: “o que é seu é seu e o que é meu é meu”. Essa é a postura da indiferença. Os que vivem assim não dão atenção, não param. Ele não pára pra dar afeto, demonstrações de carinho, beijinho de despedida. Não percebe que ela deseja que ele se preocupe com seus problemas e que estará ao lado dela o tempo todo. Ele não percebe que ela precisa de cuidados, de segurança, de proteção. O “levita ou sacerdote” insensível não pára pra conversar, pra ouvir atenciosamente o que ela tem pra dizer. Há momentos que os problemas da mulher são os mais importantes do mundo naquele momento, mas ele não pára pra ajudar. Ela em contrapartida não pára para apoiá-lo quando ele precisa. Não ouve os incômodos dele no trabalho, nos estudos. E quando a moral dele está caída e ferida frente as outras pessoas, a “levita ou sacerdotisa”, acusa, fere e ainda faz questão de apontar seus defeitos e fraquezas. 

3º) O bom samaritano – Este pensa: “O que é meu é teu”. É a pessoa que se doa, que se preocupa com o outro. Ele não rouba identidade, ele contribui na transformação da pessoa amada. O bom samaritano pára, quando vê que a pessoa amada está ferida. Ele olha nos olhos pra dar segurança, quando o outro não tem pra quem olhar. O bom samaritano não percebe seu relacionamento como um episódio, que quando os problemas não são resolvidos ele termina, mas como uma trama de vida que vai se construindo dia após dia. Ele investe tempo, dinheiro, ele investe a vida. Este tipo de pessoa segue o conselho de Martinho Lutero que diz: “o amor de Deus não se destina ao que vale a pena ser amado, mas cria o que vale a pena ser amado” e de Hans Burky que ensina que “quando seu relacionamento não estiver satisfatório, não mude o parceiro ou parceira: mude o relacionamento”. Por outro lado, não insista num relacionamento quando você é vítima de um “ladrão”, ou quando sofre indiferença do “levita ou sacerdote”, que não está disposto a mudar de atitude e se tornar um bom samaritano. 

Não quero terminar perguntando quem é você no seu namoro ou casamento. Quero terminar perguntando: quem verdadeiramente você quer ser?

2 Comentários - AQUI:

  • Liiiiiiiiindo amor!Sempre, desde a nossa amizade olhei para você como alguém que se preocupava com isso e foi isso que começou a me incentivar a ser uma pessoa melhor. Você me faz alguém melhor, cuida de mim, e espero ser isso pra você também!
    Te amo!!!

  • Muitooooo tremendo !!! Deus te abençõe irmão uma simples visão de que relacionamento é liberdade. E o amor verdadeiro é aquele q te ensina e não te prende.

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