Muitos de nós nos indignamos ao pensar que se possa abraçar o cristianismo querendo em troca sucesso financeiro ou profissional, pregado pela “teologia da prosperidade”.

Muitos de nós nos indignamos ao pensar que tudo hoje em dia tem seu preço.

Mas a verdade é que vivemos num mundo de troca. Troca essa que há muito tempo deixou de estar presente somente na esfera do mercado, da produção e da circulação, mas já invadiu o nosso dia-a-dia e já tomou conta do nossa mentalidade. As pessoas tomam decisões baseadas em o que ganharão em troca. O nosso colega de trabalho deixa de ser parceiro e passa a ser concorrente, e por ai vai...

Essa lógica é fruto de nós mesmos e é retroalimentada pelo nosso sistema econômico, que cada vez mais consegue alcançar e conquistar os rincões da vida cotidiana. Não conseguimos receber um presente sem nos sentirmos impelidos a retribuir o outro. Não queremos simplesmente dar um presente, queremos receber um elogio pelo presente bem-pensado. Não queremos servir por servir, queremos ganhar algo com isso. Não queremos obedecer por obedecer, temos que ter algum prêmio por isso.

Quando paro para pensar nessas coisas, penso se na verdade todos os meus atos não são auto-interessados, se não são uma busca pela minha satisfação pessoal revestida por uma máscara de bondade e altruísmo. Se a minha relação com os outros e com Deus é verdadeiramente movida por amor ou por outros desejos menos nobres. Será que até a minha relação com Deus foi invadida pela “troca”?. Não a troca “tosca” do “se eu fui um ‘bom cristão’, Deus vai me ajudar nisso e naquilo, vou ser feliz e rico”, mas a troca do “o que eu vou ganhar fazendo isso?” “que bem me trará?” “vale a pena?” “qual é o custo-benefício?”

Se Jesus tivesse pensado “”racionalmente”" (com uma racionalidade burra, na verdade), será que Ele teria morrido na cruz? Uns podem pensar “que trouxa, poderia ter sido o rei de Israel de verdade, com riquezas e poder, mas morreu”…

Através da escolha “irracional” de Cristo, eu hoje tenho um relacionamento com Deus. Ele não pensou no que ganharia em troca, simplesmente obedeceu, por mais que doesse.

Quantas vezes o meu imediatismo e o meu cálculo impensado, por mais que bem “intencionado”, me impediram de fazer a vontade de Deus, que é SEMPRE boa.

Esse na verdade e um post de alguém que quer entender e viver na prática um relacionamento de fato com Jesus.

E você, tem vivido relações de “troca”?

Espero os comentários de vocês! Pois estamos na mesma caminhada...

Juliano Fabricio

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