Há um ano tenho vivido uma nova experiência de vida, a experiência de ser pai! Tenho aprendido algumas coisas bem interessantes dentro dessa relação “pai–filha” e gostaria de compartilhar com vocês. Primeiramente estou aprendendo uma nova perspectiva sobre amor. Sempre entendi (e ainda entendo!) que amor é relacionamento, você ama aquele que conhece, que se relaciona. Sempre vivi dessa forma. A partir do momento que minha filha nasceu me deparei com uma nova sensação!

De repente, descobri que amava um ser sem esse processo de relacionamento, que até então julgava necessário. Fiquei pensando ser esse o amor mais refinado, pois é um amor sem esperar troca. Não sei se minha filha será metaleira ou, pior, pagodeira; se será médica, ou, pior, advogada (eheh!); se será vascaína ou, pior, flamenguista (nem cogito essa hipótese!). Não sei qual é o seu temperamento, o timbre exato de sua voz, seus gostos, eu só sei que já a amo profundamente. E é esse amor que me ajuda em várias outras situações que gostaria de citar aqui:

1ª) Dependência: Minha filha é um ser totalmente dependente e isso é difícil, pois preciso suprir as sua dependência com a minha presença, o meu cuidado, a minha paciência, o meu tempo. O que nos move a suprir isso tudo? O amor...

2ª) Dor:
Algumas vezes minha filha já teve cólica e começava a chorar, sabe o que posso fazer para curá-la? Nada. É uma dor que o bebê passa em função de seu sistema digestivo está se adaptando à alimentação. Mas nunca a deixamos sozinha no momento de dor. Sempre passamos por isso com ela em nossos braços, sofremos juntos e tentamos dar consolo a ela. Sabe o que nos move a embalar nossa filha em nossos braços em meio à dor? O amor…

3ª) Alimento: Sabemos que toda criança precisa de se alimentar. Precisamos de provê-la para que ela cresça com saúde. Não medimos esforços financeiros e de tempo para alimentá-la de forma adequada, a fim de vê-la crescer. Conhecemos a sua necessidade e a regularidade com que se alimenta e sempre estamos lá, pontualmente, para supri-la. Sabe o que nos move a ter todo esse cuidado com a alimentação dela? O amor…

4ª) Sujeira: Precisa ver a capacidade de fazer sujeira desde muito cedo!!!! É impressionante! Muitas vezes ao dia (cerca de 7) precisamos de limpá-la para que a falta de higiene não traga problemas como assadura, infecção… Não é nada agradável, mas necessário! Sabe o que nos motiva a “enfiar” a mão em uma fralda suja ou tomar um banho de xixi? O amor…

5ª) Presença: Eu e minha esposa temos consciência de que não podemos deixá-la sozinha em casa, precisamos de sempre estar presente e às vezes temos que deixar de ir a alguns compromissos em razão dessa necessidade de presença. Agora mesmo, enquanto escrevo, ela está ao meu lado, me olhando e tentando se comunicar comigo (“manuuuu..manuuuu”). A presença dos pais é obrigatória em qualquer horário do dia dela! Sabem o que nos faz rever nosso dia, nossos programas em função dessa presença? O amor…

6ª) Proteção: Pela primeira vez, em +- 2 anos de relacionamento, vi a Vanessa (minha esposa) demonstrando uma destreza surpreendente e uma maturidade sem igual!! A raiva dos enfermeiros que encontramos nesse período. A Vanessa, se deixar em um único golpe, que me lembraria “Karatê Kid”, amassaria esses homens de branco. Isso me mostra o instinto materno de cuidado, de zelo pela filha. Zelo esse, aperfeiçoado pelo quê? O amor…

7º Imagem e semelhança: Quando olho para minha filha, me vejo nela. Sei que ela é feita à minha imagem e semelhança (e bom ouvir que ela se parece comigo, mais graças a Deus também é a imagem e semelhança da mãe!!!). Isso me dá um sentimento de filiação, de ser parte, de essência. Algo que aumenta ainda mais meu amor por ela!

A Sophia sem se dar conta esta me ensinando essa relação de dependência com DEUS? Quando sinto dor, tenho a certeza de estar “embalado” nos braços do Pai? Tenho tranqüilidade que o Pai me sustentará com alimento e todas as minhas necessidades básicas? Tenho a certeza da paciência do Pai em me limpar das sujeiras em que me meto no dia a dia? Tenho a certeza de sua presença em qualquer momento? Tenho a segurança de sua proteção?

Creio que não há como eu confiar no Pai se não entendo a filiação, a imagem e semelhança. Não consigo viver como uma criança se não ouvir diariamente dos lábios do Pai: “Tu és o meu filho amado, em quem tenho prazer”.

E não há coisa mais prazerosa para o Pai do que ver o filho em seus braços abrindo um belo sorriso!!!

Homenagem a minha filha Sophia. Parabéns filha.

Assinado: pai Babão....

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