O ser humano não aceita o fato de ser imperfeito e pecaminoso. 

Pelo contrário, ele se culpa e se cobra muito por isso. Só se aceita tal fato, ou utiliza-se de, em situações que pedem uma explicação da parte culpada, diante de um erro patético e inegável. Falo por mim, pois, dia após dia, equívoco após equívoco, percebo o problema, que em mim se encerra, de admitir que certos erros são fruto das limitações e imperfeições inerentes à minha natureza, personalidade, modo de ser, e de simplesmente aceitar que, muitas vezes, nada posso fazer a não ser tentar não repetir o mesmo erro, não permanecendo nele, ao invés de ficar condenando excessivamente a mim e aos meus semelhantes, ou até mesmo me auto-defendendo frente a uma situação em que me encontro descabidamente equivocado.

Assim ocorreu hoje, e ocorrerão mais e mais vezes, até que um dia eu me dê conta de que toda percepção humana da realidade que me rodeia, é parcial, nunca é plena. Desta feita, a plena realização das coisas não se encontra aqui, nem agora, mas um dia há de vir, para aqueles que assim crêem, e para os que não crêem também, sendo que os últimos não poderão desfrutar dessa plenitude, pois nunca creram na existência desta plenitude em Deus, ou sequer aceitam a existência de alguma plenitude. Viver aqui é e, até que, em Cristo, venha a plenitude dos tempos, continuará sendo um grande paradoxo humano de viver. E há somente duas formas de viver neste paradoxo: uma é aceitando a Cristo e a liberdade que ele proporciona frente às neuroses de ser, àqueles que nele estão; a outra é ignorando completamente sua existência e proeminência sobre a história de todos os seres humanos.

Eu prefiro aceitar a Cristo e continuar vivendo no paradoxo, tendo a certeza de que “agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque por meio de Cristo Jesus, a Lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte” (Rom. 8:1,2). A má notícia é que, mesmo em Cristo, prosseguirei neste modo maltrapilho de viver, pois “o sol nasce pra todos”, para os que crêem e os que não crêem na verdade em Cristo. A boa nova é que minha história e esperança terrena se alteram, à medida que olho para o paradoxo, sob a perspectiva da Graça de Deus, e vejo vida, tenho vida, e vida em abundância.

Adptado por Juliano Fabricio via
 

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