Na Roma antiga, a escravidão na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano acabou gerando problemas sociais e o imperador, com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou criando a política “panem et circenses”, a política do pão e circo. Este método era muito simples: todos os dias havia lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu) e durante os eventos eram distribuídos alimentos (trigo, pão). O objetivo era alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava também esquecia os problemas e não pensava em rebelar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano.

O que acontece com a igreja brasileira hoje é mera coincidência?

Festas, comilança, programas de entretenimento, shows, tem invadido a igreja com a grande desculpa de serem os programas ponte.

Isso tudo é errado?

Acredito que não, porém depende para a onde a ponte está levando. Vejamos o exemplo do nosso próprio Senhor. Em João 6 encontra-se um dos textos mais famosos da Bíblia. O milagre da multiplicação dos pães, onde cinco pães e dois peixinhos foram multiplicados milagrosamente por Jesus, a fim de alimentar uma multidão de quase 5mil homens famintos. (João 6.5-14)

Olhando para esse texto, realmente vimos um evento grande para 5mil pessoas. Hoje, seria considerada uma mega-igreja.

Até aqui vemos alguma semelhança no modelo “evento ponte” utilizado pelas igrejas contemporâneas.

Seguindo pelo texto vemos a finalização daquele “evento” e a partida de Jesus.

Algum tempo depois a multidão se encontra novamente com Jesus.

E é justamente a partir daqui que começamos a ver diferença no modelo adotado por Jesus e o modelo adotado pelas igrejas contemporâneas.

1 – Jesus foi sincero ao mostrar que o “evento” anterior não deveria ser um fim em si mesmo e que o importante era buscar a Cristo.

“Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.“ (João 6.26-27)

*A igreja contemporânea, ao ver suas cadeiras lotadas e as multidões chegando, se apegam ao método utilizado para atrair essas pessoas como a chave para o crescimento.

2 – Jesus pregou o verdadeiro Evangelho.

“E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes, e, contudo não credes. Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (João 6.35-37)

*A igreja contemporânea tem pecado em não transmitir a mensagem pura e simples do Evangelho.

3 – Jesus estava fazendo única e exclusivamente a vontade do Pai, visando a eternidade.

“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia.” (João 6.38-39) 

*A igreja contemporânea tem perdido a essência da eternidade conformando as mensagens ao gosto do cliente visando a satisfação de suas necessidades terrenas, e contrariando a vontade de Deus.

4 – Jesus não só prega o verdadeiro Evangelho, mas dá ênfase a importância radical da exclusividade do único Caminho.

“Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. ” (João 6.53-56)

*A igreja contemporânea tem abraçado o ecumenismo a ponto de omitir ou tentar silenciar o escândalo e a ênfase do Evangelho sobre a exclusividade do único Caminho.

5 – Jesus tem consciência que as Suas palavras trazem Vida e por isso não abre mão.

“Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos? Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava? O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.” (João 6.60-63)

*A igreja contemporânea abre mão da mensagem do Evangelho em busca de outras formas, filosofias, ou discursos modernos, mas que por sua vez não trazem vida.

6 – Jesus dependia exclusivamente do Pai, não utilizando qualquer forma de persuasão ou outra estratégia humana a fim de convencer seus ouvintes.

“Mas há alguns de vós que não crêem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar. E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido.” (João 6.64-65)

*A igreja contemporânea descarta o poder do Espírito Santo de Deus e faz uso das mais diversas formas, técnicas e estratégias a fim de persuadir o povo.

Resultado final?

Muitos abandonam Jesus, por que não estavam interessados no Pão da Vida.

“Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele.” (João 6.66)

Por outro lado, Jesus encontra verdadeiros adoradores que o seguem por reconhecer que não podem viver sem as palavras de vida.

“Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” (João 6.67-69)

*Já nas igrejas contemporâneas o resultado é inverso, por deixarem de pregar o verdadeiro Evangelho, e por agradarem a multidão demasiadamente a ponto de divergir da vontade do Pai, não havendo transformação de vidas, ficam lotadas de gente que somente está interessada no pão e circo e se conformam com isso, enquanto os verdadeiros adoradores vão em busca de onde ainda se prega a Palavra de Vida eterna.

“Eventos ponte” são apenas úteis quando levam a Cristo, do contrário, são ponte para a perdição.

Bom, pra que ninguém se faça de vítima e se exima de qualquer culpa a pergunta é, de qual grupo você faz parte? da multidão ou dos doze discípulos?

Afinal, o que tem sido o alvo de sua busca? Pão e Circo ou do Pão da Vida? Pense nisso!

Adaptado por Juliano Fabricio via

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