A palavra do evangelho da graça é um anúncio direto de que os salvos já estavam em casa mesmo antes de começarem (...) - A graça deve ser bebida pura: sem água, sem gelo, e seguramente sem água tônica; não permite que nem bondade, nem maldade, nem flores que desabrocham na primavera da super espiritualidade entrem no preparado. 

Mateus 9:9-13 captura um adorável vislumbre do evangelho da graça. Eis aqui uma revelação chocante como a estrela da manhã: Jesus veio para os pecadores, para aqueles tão marginalizados quanto cobradores de impostos e para os enredados em escolhas sórdidas e sonhos desfeitos. Ele vem para executivos de corporações, sem-teto, sem-terra, super-astros, fazendeiros, prostitutas, viciados, fiscais do imposto de renda, vitimas da Aids e até mesmo atendentes de telemarketing. (hehe – os mais odiados em uma pesquisa recente). 

Jesus não apenas conversa com essa gente, mas janta com eles, plenamente consciente de que sua comunhão à mesa com pecadores fará erguer as sobrancelhas dos burocratas religiosos que ostentam seus parâmetros e a insígnia da sua autoridade para justificar a sua condenação à verdade e sua rejeição ao evangelho da graça. 

Essa passagem deveria ser lida, relida e memorizada. Toda geração cristã tenta minimizar o cegante fulgor do seu significado, porque o evangelho fica parecendo bom demais para ser verdade. 

Pensamos que a salvação pertence aos decentes e piedosos, àqueles que permanecem a uma distância segura dos becos da existência, cacarejando seus julgamentos sobre aqueles que a vida maculou. Em nome da graça, qual tem sido o veredicto da comunidade cristã sobre a vida da cantora Amy Winehouse? 

Jesus perdoou os pecados do paralitico, reivindicando dessa forma autoridade divina, anuncia que convidou pecadores, e não os de justiça própria, para a mesa. O verbo grego usado aqui, Kalein, tem o sentido de chamar um convidado honrado para jantar. 

Jesus afirma, com efeito, que o Reino de seu Pai não é uma subdivisão para os justos nem para os que sentem possuir o segredo de estado da salvação. O reino não é um condomínio fechado elegante com regras esnobes a respeito de quem pode viver ali dentro. Não - ele é para um elenco mais numeroso de pessoas, mais rústico e menos exigente, que compreendem que são pecadores porque já experimentaram o efeito nauseante da luta moral. 

São esses pecadores convidados por Jesus para se aproximarem com ele ao redor da mesa de banquete. Essa historia permanece perturbadora para aqueles que não compreendem que homens mulheres que são verdadeiramente preenchidos com a luz são aqueles que fitaram profundamente as trevas da sua existência imperfeita. Talvez tenha sido depois de meditar sobre essa passagem que Morton Kelsey escreveu: “A igreja não é um museu para santos, mas um hospital para pecadores” 

Enfim...A boa notícia significa que podemos parar de mentir a nós mesmos. O doce som da graça admirável nos salva da necessidade do auto-engano. Ele nos impede de negar que, embora Cristo tenha sido vitorioso, a batalha contra a lascívia, a cobiça e o orgulho ainda ecoa dentro de nós. Na condição de pecador redimido, posso reconhecer com qual freqüência sou insensível, irritável, exasperado e rancoroso com os que me são mais próximos. Quando vou à igreja, posso deixar meu chapéu branco em casa e admitir que falhei. Deus não apenas me ama como eu sou, mas também me conhece como sou. Por causa disso não preciso aplicar maquiagem espiritual para fazer-se aceitável diante Dele. Posso reconhecer a posse da minha miséria, impotência e carência. 

Como escreveu C.S.Lewis em [Os quatro amores]: “A graça reserva aceitação completa, pueril e satisfeita da nossa necessidade, uma alegria na dependência total. O homem bom sente pesar pelos pecados que fizeram com que sua necessidade aumentasse, mas não se sente inteiramente pesaroso pela nova necessidade que eles produziram”. 

Quando o evangelho da graça toma conta de nós, algo passa a estar muito certo. Vivemos na verdade e na realidade. 

Viver pela graça significa reconhecer toda historia da minha vida, o lado bom e ruim. Ao admitir o meu lado escuro, aprendo quem sou e o que a graça de Deus significa. Como colocou Thomas Merton “Um santo não é alguém bom, mas alguém que experimenta a bondade de Deus” 

Gosto de falar sobre a “GRAÇA”, pois dependo incondicionalmente dela. 

Juliano Fabricio

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