Na raiz do que se pode chamar religiosidade brasileira estão o catolicismo, espiritismo, rituais afro-brasileiros e o protestantismo. Não se trata de discordar e rejeitar, afinal, este é um dado histórico. Por isso, dentro do individuo, há uma ebulição de outras concepções que dão sentido à experiência religiosa, seja ele evangélico, católico, kardecista, etc. Isto equivale dizer que o pluralismo religioso no interior dos indivíduos produz distorções perigosas à manutenção de uma espiritualidade que se pretende cristã.

Para explicitar a afirmação anterior, faço uso de alguns exemplos comuns em nossas comunidade: o homem ou mulher que, mesmo cristão, consulta o horóscopo e joga na megasena, ou o católico que freqüenta reuniões espíritas, passando pelo umbandista que participa de uma campanha de 7 dias numa igreja evangélica, além de dar o dízimo ali mesmo.

O pós modernismo, como costuma chamar os acadêmicos, trouxe a diminuição das diferenças entre os esteriótipos das religiões. Esta espiritualidade (num sentido amplo) é flutuante, dispersa e plural e se multiplica, numa escala perceptível, formando o que J. Maitre denomina de “nebulosas místico-esotéricas”. Conhecemos essa realidade com outro nome: sincretismo desde os tempos em que os escravos precisavam camuflar suas festas/adoração à orixás em ídolos católicos, sob o risco de o “senhor” perseguir e matá-los.

É tão moderno poder dizer que não temos uma religião, e ainda citar o texto de Tiago 1:27, porém esquecemos do versículo anterior sobre a língua e o engano do coração. Desconfio que sejam religiosos em nossas práticas: quando o culto se torna obrigação, os simbólicos batismo e ceia já não traz a gama de significados que tinha num passado não tão distante e a adoração, em nosso dias, é protocolar. O que o sentido religare da religião tem a ver conosco, novos e velhos cristãos reformados-neo-pseudo pentecostais?

um dia desses…

A música toca. As vozes acompanham o refrão a plenos pulmões. Palavras de ordem são proferidas pelo homem com o microfone na mão, alguns o têm como profeta. Podia-se perceber lágrimas escorrendo pelos olhos dos que estavam reunidos naquele lugar. Mãos eram erguidas em sinal de aprovação. Muitos adolescentes. No fim, aplausos ininterruptos por mais de 5 minutos.

Encerrava-se ali a apresentação do Coldplay no Rock in Rio 2011. Uma experiência religiosa, por assim dizer.

Adaptado por Juliano Fabricio via

0 Comentários - AQUI:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Comentem pelo Facebook

Paninho do AMOR

Click e Confiram D+

Segue ai...

Curta no Facebook

Amigos do Blog

Postagens populares

Twittes

Google+ Followers

Blog que escrevo

Pesquisar este blog

Siga-me por Email

Marcadores

@provérbios (27) #pronto falei (304) #Provocações (283) #Word (55) Administração (58) Amor (296) Arte (270) Atitude (561) Bíblia (99) Boas notícias (118) Contra Cultura (165) cristianismo inteligente (546) Curiosidade (106) Dicas (49) Estudo (83) Familia (74) Fundamentos (313) GRAÇA (140) humor (87) Igreja (144) imagem que vale post (33) Juventude (61) Livros (17) Masculinidade (41) Missão integral (103) modelos (171) Nooma (8) Opinião (313) Oração (38) Polêmica (94) Politica (53) Protesto (138) Questionamentos (492) Recomendo (131) Relacionamento (285) relevante (335) Religião (69) Solidariedade (58) Teologia (169) Videos (386)

Blog Arquivos

Minha lista de blogs

Juliano Fabricio Ferreira. Tecnologia do Blogger.

Visão Mundial - Conheça

Visitantes

Contato:

Juliano Fabricio Ferreira

jucafe2@yahoo.com.br

Uberlândia - MG - 34 99149-5443

Networkedblogs - Siga

Recomendações