O fato de maior destaque neste período na História da Igreja foi sem dúvida as perseguições realizadas pelos Imperadores Romanos. Estas perseguições duraram até o ano 313 AD, quando Constantino, o primeiro Imperador Romano Cristão, fez cessar todos os propósitos de destruir a Igreja. Nem todos os Imperadores perseguiram sistematicamente a Igreja. Os imperadores perseguidores: 

Nero - 67 AD. 
Nero chegou ao poder em 54. Todos os que se opunham à sua vontade morriam ou recebiam ordens para cometerem suicídio. Assim estavam as coisas quando em 64 AD Roma foi incendiada. Diz-se que foi Nero quem ateou fogo à cidade, contudo, essa acusação ainda é discutível. Entretanto, a opinião pública responsabilizou Nero por esse crime. A fim de escapar dessa responsabilidade, Nero apontou os cristãos como culpados do incêndio de Roma e moveu contra eles uma enorme perseguição. O fogo durou seis dias e sete noites e depois voltou a se acender em diversos lugares por mais três dias. - Milhares de cristãos foram torturados e mortos; - Muitos serviram de “iluminação” para a cidade, amarrados em postes e tendo seus corpos queimados, muitos foram vestidos com peles de animais e jogados para os cães; 

Nesta época morreram: 
- Pedro - Crucificado em 67; 
- Paulo - Decapitado em 68; 
- Tiago - Apedrejado depois de ser jogado do alto do templo. 

Domiciano - 81AD. 
No ano 81, Domiciano sucedeu o imperador Tito, que invadira e destruíra Jerusalém no ano 70. Com a destruição de Jerusalém, Domiciano ordenou que todos os judeus deveriam enviar à Roma ofertas anuais, que eram enviadas a Jerusalém. Estes, por sua vez, não obedeceram, o que desencadeou a segunda perseguição, não somente aos judeus, mas também aos cristãos. Durante esses dias, milhares de cristãos foram mortos, principalmente em Roma e em toda a Itália. Nesta época, o apóstolo João, que vivia em Éfeso, foi preso e exilado na ilha de Patmos, quando recebeu a revelação do Apocalipse. 

No início do segundo século, os cristãos já estavam radicados em quase todas as nações e alguns crêem que se estendiam até a Espanha e a Inglaterra. O número de membros da comunidade cristã subia para milhões. A famosa carta de Plínio (Governador da Bitínia - hoje Turquia) ao Imperador Trajano, declara que os templos dos deuses estavam quase abandonados, enquanto os cristãos, em toda parte, formavam uma multidão, pertencendo a diversas classes sociais, desde a dos nobres até a dos escravos. 

Trajano - 108AD. 
Estabeleceu a Lei de que o cristão acusado de qualquer ato que não negasse sua fé seria castigado, não tendo acusação, estaria livre. Mandava crucificá-los e lançá-los às feras. 

Marco Aurélio - 162AD. 
Mandava decapitar e lançar às feras. Apesar de possuir boas qualidades como homem e governante justo, contudo, foi acérrimo perseguidor dos cristãos. Opunha-se, pois, aos cristãos, por considerá-los inovadores. Milhares foram decapitados e devorados pelas feras na arena. 

Severo - 192AD. 
Mandava decapitar e lançar às feras. Iniciou uma terrível perseguição que durou até sua morte, em 211 AD. Era mórbido e melancólico, sendo muito rigoroso na execução da disciplina. Tão cruel fora o espírito do imperador, que foi considerado por muitos como o anticristo. 

Maximino - 235AD. 
Muitos cristãos foram executados sem julgamento e enterrados indiscriminadamente em montões; às vezes cinqüenta ou sessenta eram jogados juntos em uma vala comum, sem a menor decência. 

Décio - 249AD. 
Décio observava com inveja o poder crescente dos cristãos. Via as igrejas cheias, enquanto os templos pagãos estavam cada vez mais desertos. Por conseqüência, mandou que os cristãos tivessem que se apresentar ao Imperador para comunicar a religião. Quem renunciava, recebia um certificado e, quem não renunciava, era considerado criminoso e conduzido às prisões, onde era sujeito as mais horrendas torturas 

Valeriano - 257AD. 
Foram inumeráveis os mártires dessa perseguição; suas torturas e mortes eram variadas e penosas. Essa perseguição durou três anos e dez meses. 

Aureliano - 274AD. 
Foram dois os mártires desta perseguição: Félix, bispo de Roma e Agapito um jovem cavalheiro que vendera suas possessões e dera o dinheiro aos pobres. Ambos foram decapitados pela fé. Aureliano durou pouco tempo e foi assassinado por seus próprios criados. 

Diocleciano - 303AD. 
A última, a mais sistemática e a mais terrível de todas as perseguições deu-se neste governo. Em uma série de editos determinou-se que: 
- Todos os exemplares da Bíblia fossem queimados; 
- Todos os templos construídos em todo o império durante meio século, fossem destruídos; 
- Todos os pertencentes às ordens clericais fossem presos (ninguém seria solto sem negar o Cristianismo); 
- Pena de morte para quem não adorasse aos deuses. Prendiam os cristãos dentro dos templos e depois ateavam fogo. Consta que o imperador erigiu um monumento com a seguinte inscrição: "Em honra ao extermínio da superstição cristã". 

Os Principais Mártires 

Inácio - provável discípulo de João, bispo em Antioquia, foi condenado no ano 107 AD por não adorar a outros deuses. Foi morto como mártir, lançado para as feras no anfiteatro romano, no ano 108 ou 110 enquanto o povo festejava. Ele estava disposto a ser martirizado, pois durante a viagem para Roma escreveu cartas às igrejas manifestando o desejo de não perder a honra de morrer por seu Senhor. 

Policarpo - Bispo em Esmirna, na Ásia Menor, morreu no ano 155. Ao ser levado perante o governador e instado a abandonar a fé negando o nome de Jesus, assim respondeu: "Oitenta e seis anos o servi, e somente bens recebi durante todo o tempo. Como poderia eu agora negar ao meu Salvador?”. Policarpo foi queimado vivo. 

Justino - foi um dos homens mais competentes de seu tempo e um dos principais defensores da fé. Seus livros, que ainda existem, oferecem valiosas informações acerca da vida da igreja nos meados do segundo século. Seu martírio deu-se em Roma, no ano 166. 

Os Efeitos Produzidos pelas Perseguições 

As perseguições produziram uma igreja pura, pois conservavam afastados todos aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé. Ninguém se unia à igreja para obter lucros ou popularidade. Somente aqueles que estavam dispostos a serem fiéis até a morte, se tornavam publicamente seguidores de Cristo. A Igreja multiplicava-se. Apesar das perseguições, ou talvez por causa delas, a igreja crescia com rapidez assombrosa. Ao findar-se o período de perseguição, a igreja era suficientemente numerosa para constituir a instituição mais poderosa do império. Apesar de considerarmos as perseguições o fato mais importante da História da Igreja, no segundo e terceiro séculos, contudo, fatos interessantes aconteceram que devem ser observados.

Juliano Fabricio ...tentando conhecer sua própria historia...

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