A igreja que o mundo vê não é nenhum mistério pra nenhum de nós. As pessoas não estão preocupadas em distinguir uma ala reformada, histórica de um Neopentecostal. Somos todos farinha do mesmo saco! A revista Época de Agosto de 2010 que teve por matéria especial “Os novos evangélicos”, em que colocavam as práticas neo-pentecostais como algo comum entre nossas igrejas. Eles estão nos vendo como um só, com doutrinas e liturgia semelhantes. Sabemos que nossas diferenças são enormes.

Os escândalos são cada vez maiores. Há um tempo políticos recebiam propina no esquema de corrupção em Brasília. O assombroso foi quando um “evangélico” recebeu o dinheiro. Orou e o “consagrou” como se isso fosse mudar o fato de como aquele dinheiro foi adquirido. Líderes religiosos brigando por horários na televisão, “milagres” como marketing para demonstrar que “a mão de Deus está aqui e não lá no concorrente”. "O trízimo", a unção dos R$ 900,00 e depois dos R$ 911,00. A unção dos “12 litros de óleo consagrado”, graça barata sendo promovida 24 horas em canais de TV e rádio.

Enxergam uma igreja que não se preocupa com pessoas e sim com “clientes fiéis”. Que não se preocupa com a mensagem de cristo, mas com eventos, shows, promoção pessoal e denominacional. Vêem as contradições, os partidarismos, os paradigmas, religiosidade, manipulação pelos pragmatismos, sincretismo. Enxergam o comércio, a barganha, “a benção vendida a um custo benefício mais baixa”. A fé que é enfatizada como que se numa lavagem cerebral, mas que age por si só sem estar alicerçada no único alvo que é Deus. Enxergam tudo isso, menos a mensagem que por nós deveria ser anunciada. Cristo na cruz reconciliando com Ele o mundo! Nas idas e vindas, conversas e debates enxergo que somos motivo de chacota, de piada. O triste não é porque anunciamos a loucura da pregação de Cristo e sim o “cristo monopolizado” pela teologia da prosperidade, maldição hereditária que cobra pouco em relação ao concorrente. Com peso, dor e tristeza transcrevo essa ótica.

A igreja que o mundo precisa é aquela que vive o que prega e prega o que vive. A igreja que eles esperam desesperadamente é a que leva a esperança que não é condicionada pela cor da pele, status ou posição financeira e sim pela graça mediante a fé em Cristo. Uma comunidade de fé de homens e mulheres que compartilham solidariedade, responsabilidade social e a missão como integral. Uma comunidade de homens e mulheres imperfeitos, que tem consciência de sua insuficiência e da sua dependência total de Deus. Que tem consciência da situação decaída moral e espiritual da sociedade atual. Que não se conforma com o pecado e a sua prática e prega a verdade. Que acolhe sem rotular, que ama sem preconceitos e expressa o amor maior que na cruz nos foi demonstrado.

A igreja que o mundo precisa é a igreja que não está fundamentada em visões pessoais, mas sim na visão da plenitude do evangelho de Cristo que se revelou ao homem e a si mesmo se entregou na cruz trazendo o perdão e o modo de vida pelo qual devemos viver. É aquela que professa uma só fé, um só amor e uma só esperança. Que não se cala em meio às injustiças, mas se levanta em uma só voz clamando por justiça em meio o caos. Que alcança o perdido não só falando, mas vivendo e demonstrando na prática o estilo de vida do reino. É aquela que é sal e luz, que forma discípulos comprometidos com o mestre. Que prega e insta constantemente o zelo pela palavra, que ora pelos fracos, pelo mundo, pelos povos não alcançados. Que tem liberalidade para fazer com que missionários tenha suporte para anunciar as Boas Novas de Cristo ao mundo. Que contribui para que missões não seja simplesmente um plano, um projeto bonito, mas realidade vivenciada pelos povos.

Que não institucionaliza que não vive de politicagem, mas que age sem burocracias humanas que de nada tem haver com a vontade de Deus. Que não vive de projetos e os coloca como solução, mas que vive pelo poder de Deus e pelo testemunho da fé no mesmo de que tudo se fará pela sua glória.

Para muitos isso pode parecer um isso possa parecer um estado inalcançável, mas não é uma escolha é o Caráter que devemos ter como igreja para um mundo sem esperança e perspectivas. É nosso papel como professos crentes em Cristo. Se não vivemos como Ele viveu, porque me professar como alguém semelhante a Ele? Se não tenho andado como Ele andou, perdoado como Ele perdoou amado como Ele amou, qual é razão pela qual temos vivido?

O mundo deseja e espera ver isso em nós Igreja. Que possamos responder ao clamor do mundo. Se nossas atitudes e são iguais as das trevas, o que temos pra mostrar? Não simplesmente digamos, mas que realmente de maneira profunda sejamos! Só então verão que somos a igreja que realmente eles precisam!

Juliano Fabricio 
 

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