Muita gente acima dos trinta anos, qualquer que seja sua estatura na comunidade e quaisquer que sejam suas realizações pessoais experimentam o que pode ser com justiça chamado de uma segunda jornada. 

Não precisa ser uma bala a dar início à segunda jornada. Uma mulher de trinta e cinco anos fica sabendo sobre a infidelidade do marido. Um diretor de empresas de quarenta anos descobre que fazer dinheiro parece de repente absurdo. Um jornalista de 45 anos fica preso nas ferragens de um acidente automobilístico. Não importa como acontece, essa gente sente-se confusa e até mesmo perdida. Não conseguem mais manter o mundo funcionando em ordem. São arrastados para longe de padrões escolhidos e cultivados para enfrentar estranhas crises. Essa é a sua segunda jornada. 

Alguém está percorrendo de carro uma estrada com seu marido ao volante. De repente essa mulher de meia-idade exclama: "Ah!, o que vamos fazer do resto da nossa vida?" Essa é a pergunta da segunda jornada. 

A segunda jornada termina normalmente com uma nova sabedoria e uma chegada a um verdadeiro senso do eu que libera grande poder. A sabedoria é a de um adulto que recuperou seu equilíbrio, estabilizou e encontrou propósito renovado e novos sonhos. E a sabedoria que abre mão de algumas coisas, deixa algumas coisas morrer e aceita as limitações humanas. E a sabedoria que percebe: não posso esperar que ninguém me entenda por completo. E a sabedoria que admite a inevitabilidade da velhice e da morte. 

É uma sabedoria que já enfrentou a dor causada por pais, cônjuge, família, amigos, colegas de trabalho e parceiros de negócios, e verdadeiramente perdoou-os e reconheceu com inesperada compaixão que essas pessoas não são nem anjos nem demônios, apenas humanos. 

A segunda jornada começa quando percebemos que não podemos viver a tarde da vida de acordo com o programa da manhã. Tornamo-nos conscientes de que temos uma porção limitada de tempo para fazer o que realmente importa — e essa consciência ilumina para nós o que realmente importa, o que realmente conta. Essa convicção gera um novo cerne. Compartilhamos da determinação de alguém muito sabio, que ao encerrar de sua segunda jornada toma o rumo de casa, sentindo: "Tenho ainda uma obra a fazer". 

Para o cristão, a segunda jornada começa normalmente entre os trinta e sessenta anos de idade e é acompanhada de um segundo chamado do Senhor Jesus. O segundo chamado convida-nos a uma reflexão séria sobre a natureza e a qualidade de nossa fé no evangelho da graça, nossa esperança no novo e nosso amor a Deus e às pessoas. O segundo chamado é uma conclamação a um compromisso mais profundo e mais maduro de fé, onde a ingenuidade, o primeiro fervor e o idealismo não-verificado do primeiro compromisso são temperados com dor, rejeição, fracasso, solidão e auto-conhecimento. 

O chamado pergunta: você realmente aceita a mensagem de que Deus está perdidamente apaixonado por você? Creio que essa pergunta esteja no cerne da nossa habilidade de amadurecer e de crescer espiritualmente. Se no nosso coração não cremos realmente que Deus nos ama como somos, se estamos ainda maculados pela mentira de que podemos fazer algo para que Deus nos ame mais, estamos rejeitando a mensagem da cruz. 

O que se coloca no caminho para que não abracemos o segundo chamado? Posso ver três obstáculos: uma crise de fé, de esperança e de amor. Permita que eu explique. 

Imagine que Jesus está chamando você hoje. Ele estende um segundo convite — aceitar o amor do Pai dele. Talvez você responda: "Ah! já estou sabendo. Isso é coisa superada. Vim para esse momento buscando um lampejo num acesso de fervor. Não estou escancarado, desesperado. Vou ouvir qualquer coisa que o senhor tiver a dizer, então vá em frente: surpreenda-me. Dê-me alguma palavra nova. A velha já estou sabendo". 

E Deus responde: 

É isso que você não sabe. Você não sabe quanto eu o amo. O momento em que você pensa que compreende é o momento em que você não compreende. Eu sou Deus, não homem. Você fala aos outros a meu respeito: diz que eu sou um Deus amoroso. Suas palavras são papo-furado. Minhas palavras estão escritas no sangue do meu Filho. Da próxima vez que você pregar sobre o meu amor com uma familiaridade tão insolente, nada me impede de vir e detonar a sua reunião de oração. Quando você vier a mim com estudado profissionalismo, exporei você como um amador grosseiro. Quando você tentar convencer os outros de que sabe do que está falando, vou mandá-lo calar a boca e cair de rosto no chão. Você diz que sabe que eu o amo: 

Você sabia que cada vez que você me diz que me ama eu digo "obrigado"? 

Quando seu filho vem até você e pergunta: "Você ama ela mais do que a mim porque ela patina melhor e porque ela é menina?" você não se sente magoado e entristecido pela falta de confiança de seu filho? Você sabia que faz a mesma coisa comigo? 

Você alega saber o que compartilhamos quando Jesus retirou-se para um lugar deserto e passou a noite na encosta de uma colina comigo? Você sabe de onde veio a inspiração de lavar os pés dos doze discípulos? Você entende que, motivado apenas pelo amor, seu Deus tornou-se seu escravo no cenáculo? 

Você ressente a ordem divina dada a Abraão, de oferecer seu único filho, Isaque, no monte Moriá? Você sente alívio quando o anjo intervém, a mão de Abraão é detida e o sacrifício não é levado a cabo? Você esqueceu que na Sexta-feira Santa nenhum anjo interveio? O sacrifício foi levado a cabo, e foi meu coração que foi partido. 

Você tem consciência de que eu tive de ressuscitar Jesus dos mortos na manhã de Páscoa porque meu amor e eterno? Você está também serenamente confiante de que eu também o ressuscitarei, meu filho adotivo? 

A fé significa que você quer Deus e não quer querer mais nada. 

Quando tomamos por certo o amor de Deus, nós o relegamos a um canto e roubamos dele a oportunidade de amar-nos de um modo novo e surpreendente, e a fé começa a murchar e encolher. Quando me torno tão espiritualmente avançado que ELE é coisa superada, nesse ponto o Pai já foi passado para trás, Jesus foi domesticado, o Espírito emparedado e o fogo pentecostal extinguido. A fé evangélica é o oposto de indiferença. Ela implica sempre numa profunda insatisfação com nossa presente condição. 

Há na fé movimento e desenvolvimento. A cada dia há algo novo. Para ser cristão a fé tem de ser nova, isto é, viva e crescente. Não pode ser estática, finalizada, resolvida. Quando a Escritura, a oração, a adoração e o ministério tornam-se rotina, estão mortos. Quando concluo que não consigo lidar com o temível amor de Deus, parto para as águas rasas para evitar as profundezas. Seria mais fácil encerrar uma cachoeira numa xícara de café do que compreender o amor selvagem e irrefreável de Deus. 

Se for o caso de nossa fé ser criticada, que seja pelos motivos certos. Não porque somos emotivos demais, mas porque não somos emotivos o bastante; não porque nossas paixões são inflamadas, mas porque são ínfimas; não porque somos afetuosos demais, mas porque carecemos de uma afeição profunda, apaixonada e irrestrita por Jesus Cristo. 

Esse tem sido meu pensamento... Pense nisso...mas pense bem!!!!!!!!!!!!! 

Juliano Fabricio

1 Comentários - AQUI:

  • Isso é um fato e por mais que seja difícil deve ser a realidade de cada um: "Se for o caso de nossa fé ser criticada, que seja pelos motivos certos. Não porque somos emotivos demais, mas porque não somos emotivos o bastante; não porque nossas paixões são inflamadas, mas porque são ínfimas; não porque somos afetuosos demais, mas porque carecemos de uma afeição profunda, apaixonada e irrestrita por Jesus Cristo."

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