Há uma barreira ao amor que merece atenção especial porque é muito crucial ao chamado de Jesus Cristo: O MEDO. A maior parte de nós gasta tempo considerável adiando coisas que deveríamos estar fazendo ou gostaríamos de fazer ou queremos fazer — porque temos medo de fazer. Temos medo do fracasso. Não gostamos dele, fugimos dele e o evitamos devido ao nosso desejo desordenado de ser apreciado pelos outros. Produzimos então milhares de desculpas brilhantes para não fazermos coisa alguma. Adiamos as coisas, gastamos as energias de vida e de amor que estão dentro de nós. E recai sobre nós o julgamento da procrastinação. (já entenderemos sobre essa palavra feia...)

Cada um de nós paga um alto preço por nosso medo de cair de cara no chão. Ele assegura um estreitamento progressivo das nossas personalidades e impede a exploração e a experimentação. A medida que ficamos velhos seguimos fazendo apenas aquilo que fazemos bem. Não há crescimento em Jesus Cristo sem alguma dificuldade e embaraço. Se devemos nos manter crescendo, devemos permanecer correndo o risco de fracasso ao longo de toda a nossa vida. Sabe, apesar do fato de que o cristianismo fala da cruz, da redenção e do pecado, não estamos dispostos a admitir o fracasso na nossa vida. Por quê? Em parte, porque é um mecanismo de defesa da natureza humana contra suas próprias inadequações. Mas, ainda mais do que isso, por causa da imagem de sucesso que nossa cultura exige de nós. Há uma série de graves problemas em projetar-se uma imagem perfeita. Primeiro, porque simplesmente não é verdade — não estamos sempre felizes, otimistas e no controle. Segundo, projetar uma imagem impecável nos impede de alcançar gente que sente que não teríamos como entendê-las. E terceiro, mesmo que fôssemos capazes de viver uma vida sem conflito, sem sofrimento e sem erros, seria uma existência rasa. O cristão profundo é o cristão que fracassou e aprendeu a viver com isso.

A procrastinação é talvez o pior fracasso e o mais danoso de todos. Nós que cremos em Jesus, que esperamos uma retribuição, que proclamamos o amor do Pai celeste, gastamos nosso tempo tentando evitar as coisas mais importantes. Quanta fé, quanta esperança, quanto amor tem a procrastinação perpétua?

Ao passar pela vida, se você adquirir alguma autoconsciência, qualquer espécie de vislumbre honesto de sua própria personalidade, você saberá dizer muito bem quais são suas fraquezas. Você sabe de que forma irá evadir-se da responsabilidade da fé, da esperança e do amor que Jesus oferece. Se você for honesto, saberá que não tem um álibi — que não tem como dizer que a culpa foi de outra pessoa. Você sabe que quando chegar a hora de prestar contas da sua vida você será acusado ou elogiado não pelo que o Papa fez, não pelo que o bispo fez, não pelo que o pastor fez (a não ser que você seja pastor). Todos seremos acusados ou elogiados a partir de se aceitamos ou não o convite de crer na mensagem.

No final das contas, o real desafio do crescimento cristão é o desafio à responsabilidade pessoal. O Espírito de Jesus chama uma segunda vez: "Você vai assumir sua vida hoje? Vai ser responsável pelo que fizer? Você vai crer?"

Talvez estejamos todos na posição de um homem que chegou à beira de um abismo. Enquanto ficava lá pensando o que faria em seguida, o homem surpreendeu-se ao ver uma corda bamba esticada sobre o abismo. E devagar, com segurança, vinha pela corda um acrobata empurrando antes de si um barril com outro artista dentro. Quando chegaram finalmente à terra firme, o acrobata sorriu diante do espanto do homem.

— Você não acredita que eu consigo fazer de novo? — perguntou ele.

— Mas claro, com certeza acredito que você consegue — respondeu o homem.

O acrobata perguntou novamente, e quando a resposta foi a mesma, ele apontou para o barril e disse:

— Tudo bem. Então, entre que eu o levo para o outro lado.

O que o viajante fez? E justamente essa a pergunta que temos de fazer a nós mesmos a respeito de Jesus Cristo. Nós declaramos nossa crença nele em termos em nada equívocos, até mesmo em credos finamente articulados, e depois recusamo-nos a entrar no barril? O que fazemos com respeito ao senhorio de Jesus é melhor indicação da nossa fé do que pensamos. E isso o que o mundo quer da nossa retórica, o que o homem de Deus anseia nos pastores de ovelhas — ser ousado o bastante para ser diferente, humilde o bastante para cometer erros, selvagem o bastante para arder com o fogo do amor, real o bastante para que os outros vejam o quanto somos falsos.

Juliano Fabricio

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