Com demasiada freqüência a igreja contemporânea, em vez de anunciar o perdão, tem proclamado uma mensagem de julgamento e condenação. A ironia está em que, ao engajar-se nessa proclamação e ao abandonar o chamado cristão à proclamação do perdão, a própria igreja experimenta a ira e o julgamento de Deus. A igreja ocidental tem anunciado o julgamento, e fazendo assim tem se postado debaixo do julgamento de Deus.

Porém todas essas, a proclamação da narrativa do evangelho, a proclamação da trindade e a proclamação do reino de Deus encontram sua expressão mais completa na proclamação do perdão dos pecados. A declaração “seus pecados estão perdoados” faz pouco sentido na situação contemporânea.

A recusa a deixar de sofrer é o coração do perdão cristão.

Tanto pecado quanto perdão são conceitos alienígenas. Porém, mais do que nunca, a igreja é convocada a proclamar o perdão dos pecados. É o perdão dos pecados que revela o reino, que revela que o exílio terminou, que Deus em Jesus Cristo e em seu Espírito veio para perto de nós.

A igreja revela o significado dessa proclamação vivendo como comunidade perdoadora e perdoada. Aqui, como com todas as outras proclamações, é a existência de uma igreja que vive e crê nessa proclamação que age como única explicação (hermeneutic) do que está sendo proclamado. Essa proclamação é essencialmente anti-pragmática. A igreja das estratégias missionais centradas no crescimento e das estratégias sociais centradas na erradicação de todo o sofrimento não consegue enxergar isso. Ao anunciar o perdão dos pecados a igreja adentra o sofrimento do mundo, tomando sobre si os pecados do mundo a fim de levá-los para longe. Essa recusa a deixar de sofrer é o coração do perdão cristão.

Em última instância, é essa proclamação do perdão dos pecados que não permite que a igreja seja subvertida por forças externas. A abertura ao sofrimento, a comunidade de amor radical e a pessoa e o senhorio de Jesus são todos revelados nessa proclamação. É por essa razão que a igreja que proclama o perdão dos pecados sofrerá perseguição. É essa proclamação que se mostrará sempre impalatável para todos os poderes, que irão por essa razão buscar corrompê-la ou aboli-la. O quanto a igreja permanece fiel a essa proclamação representa o teste definitivo do quanto ela permanece fiel à sua linguagem e à sua narrativa.

Daniel Oudshoorn
Poser or Prophet via

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