Penso que a maioria das pessoas começa com o cristianismo e só gradualmente passa a conhecer Cristo. Somos primeiro atraídos por um grupo de pessoas, um modo de vida, um líder ou um amigo em que confiamos. 

Essa é a minha experiência. Cresci numa família cristã estável. Conheci muitos líderes cristãos maravilhosos. Visitei grandes igrejas, grupos de comunhão empolgados onde coisas realmente estavam acontecendo. Mas embora tudo isso seja bom, não é o suficiente. Você tem de ir além. Embora parte do cristianismo com o qual tenho tido contato seja muito boa, passei por longos períodos de deserto quando minha fé não fazia muito sentido para mim, ou quando estive sem muito apoio de outros cristãos. 

Mas de quem não posso me livrar, mesmo quando estou infeliz, é do homem conhecido como Jesus. Ele é impressionante. Quanto mais aprendo sobre ele, mais maravilhado fico. Ele é a resposta final a todas minhas dúvidas. 

Você tem de ler sobre ele. Na verdade, não há outra ma­neira completamente confiável de saber sobre ele. Quatro panfletos dão registros razoavelmente detalhados de sua vida sobre a terra, quando seu caráter revestiu-se de um foco visí­vel. Não é por acaso que o Novo Testamento começa com eles: Mateus, Marcos, Lucas e João. Eles são básicos. 

O que encontro nestes quatro registros sobre Jesus? Encon­tro camada após camada de significado: simplicidade — posso entender o texto na primeira leitura e encontrar nele uma riqueza que a maior de todas as mentes jamais esgota. Encon­tro um retrato convincente do único Homem por quem eu pensaria em dar a vida. 

Não é apenas o que ele disse. Não é apenas sua habilidade de fazer coisas extraodinárias. Não é só o modo como ele amou as pessoas. Não é só o caráter que demonstrou sob pressão. Não é só seu relacionamento assombroso com Deus. De for­ma incrível, ele combinou todas essas coisas. Ele é único; não há nada nem ninguém como ele. 

Eu poderia falar sobre muitos aspectos de Jesus e sobre por que ele me atrai. Mas vou me limitar a dizer uma única coisa que sempre me impressiona a respeito dele. Jesus é o único homem completamente livre que eu jamais encontrei. 

Eu quero muito ser livre. Não quero estar aprisionado a coisa alguma. Quero voar livre como um falcão planando no vento. Em Jesus encontro um modelo daquilo que quero me tornar. 

Por "livre" não quero dizer livre de toda pressão ou res­ponsabilidade. Pessoas que têm esse tipo de liberdade são, na maioria das vezes, apanhadas de maneira trágica. Estrelas do rock, com todo o dinheiro e o tempo que têm para fazer tudo o que querem, cometem às vezes suicídio ou enveredam pelo caminho das drogas. Algumas das pessoas mais livres estive­ram sob intensa pressão, como Nelson Mandela ou o apóstolo Paulo na prisão. 

A liberdade na qual estou interessado começa dentro da pessoa. Penso que sempre teremos alguns limites impostos pelo mundo exterior. Estou mais preocupado com os limites que temos dentro de nós. Uma pessoa realmente livre pode rir quando os outros estão amargurados; pode ser bondosa quan­do os outros odeiam; pode estar numa sala cheia de gente fofocando e não participar; pode ser ela mesma, independen­temente da pressão que sofre. 

Jesus era livre. Multidões o adoravam, mas ele não se deixou levar por isso a ponto de viver para agradá-las. Centenas de en­fermos vieram a ele para ser curados, mas ele não permitiu que essa pressão o mantivesse distante de prioridades como gastar tempo conversando com Deus. Os religiosos da época o critica­ram, mas ele não deixou que isso o intimidasse, nem que o levas­se a se tornar um rebelde estereotipado. Seus melhores amigos tinham idéias sobre como ele deveria agir e o tipo de futuro que ele deveria esperar, mas ele não se deixava influenciar. 

A liberdade de Jesus fluía de sua identidade como Filho de Deus. Ele mantinha contato; ele se lembrava de quem era em relação a Deus. As pressões não podiam amoldá-lo, porque Deus não mudava em seu amor e em sua promessa de guardá-lo. Nem mesmo a morte poderia mudar quem ele era — e é. 

Para mim, sua demonstração de liberdade mais impres­sionante foi diante de um tribunal fraudulento que estava obviamente inclinado a condená-lo à morte. Era composto de religiosos que ele havia confrontado com veemência. Ago­ra, na demonstração máxima de piedade pervertida, eles o tinham em suas mãos. E não tiveram; coragem de matá-lo ime­diatamente: precisaram julgá-lo sob falsas acusações. 

Se você pode se imaginar sendo acusado de suborno diante do Senado pelo impostor mais conhecido no Congresso, tal­vez possa ter uma idéia do misto de fúria e temor naturais num ser humano. 

A maioria de nós tem culpa suficiente para sentir que me­rece punição de algum tipo. Quando meu carro quebra, aceito de mau humor e fatalisticamente o fato como algo que mere­ço. Mas Jesus não tinha feito nada de errado, uma única coi­sa sequer em toda sua vida. Ele nunca havia sentido culpa. 

Não seria de esperar que Jesus se defendesse vigorosamen­te? Ou tentasse evitar, de algum modo, sua condenação à morte? Ou que implorasse por clemência? 

Ele não o fez. Durante o julgamento ele foi repetidamente questionado se cria ser ele mesmo o Messias, o Filho de Deus. Foi desafiado a se defender. E nunca o fez. Embora algumas traduções possam sugerir que ele tivesse respondido direta­mente às perguntas deles, as palavras em si indicam que ele respondeu somente: "essas são suas palavras". Ele não se de­fendeu, nem deu explicações. Somente Marcos registra que ele uma vez disse ser o Messias, o Filho de Deus. 

Por quê? Em Lucas 22:67,68, Jesus explica por quê: "Se vo-lo disser, não o acreditareis; também, se vos perguntar, de nenhum modo me respondereis". Mesmo na iminência de uma morte injusta e precedida de tortura, Jesus lembrou quem ele é. Estava consciente de que eles haviam invertido os pa­péis: ele é o juiz do mundo, e eram eles os que deveriam se defender. Eles podiam brincar com julgamentos simulados, mas ele não iria ser pego no jogo deles, não iria representar o papel que haviam imaginado para ele. 

Isso não era arrogância. Era realidade. Irreal era o julga­mento, que tentava invalidar a posição que Deus lhe dera. Jesus seguiu para a morte como homem perfeitamente livre, não somente porque poderia ter ordenado que legiões de an­jos viessem resgatá-lo, mas porque morreu sem esquecer por um instante sua segurança pessoal em Deus. Mesmo na cruz, sofrendo dor indescritível, ele foi ele mesmo. O que Jesus fez durante aquelas últimas horas de agonia enquanto sentia a morte se aproximando? Perdoou um ladrão. Iniciou um rela­cionamento familiar entre sua mãe e João. Encomendou sua vida a Deus. 

Não consigo me livrar disso. Quando leio o que aconteceu fico maravilhado. Sei que estabeleci contato com alguém que vale a pena seguir. Venço minhas dúvidas. Não somente isso, dou graças por minhas dúvidas, pois elas me levaram para mais perto de Jesus. 

Suas dúvidas podem, em muitas ocasiões, levá-lo a uma compreensão mais profunda de Deus, pois as respostas dele raramente serão do tipo que você estava esperando. Se suas convicções são superficiais, elas terão de ser tratadas com mais profundidade. Se o esqueleto de sua fé se curvou, os ossos talvez tenham de ser quebrados antes de voltar à posição nor­mal. E vai doer. Mas não tenha medo: ossos quebrados ficam mais fortes. 

Juliano Fabricio – lendo os evangelhos

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