O encontro com a Graça pode ser muitas vezes (senão todas) bastante desconfortante, ao menos no principio.

Tenho visto em minhas próprias experiências que encontrar-se com a Graça é encontrar-se com o fato de que mesmo quando me sinto o pior dos seres humanos, ainda assim sou chamado de filho de Deus. Encontrar-se com a Graça é descobrir que não importa o que eu tenha feito, continua sendo amado, desejado e tendo todo afeto de Papai. Encontrar-se com a Graça é poder chamar Deus de Papai não por essa ser uma forma mais bonita de se falar, mas pela intimidade que Ele mesmo nos trouxe através de Jesus.

Me vem a memória agora um certo homem… Um dos ladrões que estavam ao lado de Jesus na cruz.

Aquela sem duvida deve ter sido uma experiência incrível para aquele homem. Jesus sabia muito bem que ele não teria tempo de concertar todas as mancadas que havia dado, não poderia se desculpar com as pessoas que por ventura tivesse machucado, nem teria uma oportunidade de ir a igreja e levantar suas mãos. Mas Jesus o amou com todo Seu ser. De alguma forma que eu não sei dizer para vocês, aquele homem sentiu esse amor, talvez o mesmo amor que eu sinto hoje… Ele olhou para Aquele homem Santo que estava ao seu lado e viu em seus olhos um olhar de compaixão para todas aquelas pessoas que estavam a sua frente, umas poucas chorando e uma maioria gritando ofensas e o ridicularizando. Imagino a surpresa daquele homem ao ouvir Jesus clamando a Papai por aquelas pessoas, pedindo que Ele as perdoasse. De fato aquele homem nunca havia encontrado alguém como Jesus. “Quem eu poderia ter me tornado se tivesse encontrado com este homem antes?” talvez essa pergunta tivesse vindo a sua cabeça enquanto olhava para Jesus.

Naquela sexta feira da Paixão (Paixão que se mostrou nas últimas conseqüências de Deus pelos homens) aquele homem pode se sentir profundamente amado e quando ouviu as palavras de Jesus dizendo que naquele mesmo dia se encontraria com o próprio Jesus em Seu Reino teve seu coração tomado por uma paz incomum… Uma paz que ele nunca havia sentido antes… E pendurado naquela cruz ele sorriu… Chega a ter seu grau de humor dizer que em um instrumento de dor um homem encontrou a maior paz do mundo.

Meus amigos, minhas amigas, eu tenho que admitir, mesmo não sendo um amante das ciências exatas como certos amigos que tiveram a desventura de cursar (e com louvor) física, a graça é uma ciência exata. Não que ela possa ser explicada – não pode – mas ela não muda. A mesma graça que estava disponível aquele ladrão a uns 2000 atrás e que foi seu passaporte para o Reino também está disponível para cada um de nós hoje, agora.

Eu definitivamente não mereço tal apreço, tão grande afeto e amor. Eu adoraria dizer para vocês como é ficar um dia inteiro sem pecar, mas eu não sei o que o isso significa. Enfim...tenho um cérebro que ainda é um problema para mim. Preciso vigiá-lo constantemente. E ainda tem o egoísmo que tenho derrubado todos os dias, e que todo dia vem para me dar “bom dia”. E quando o venço, ao final do dia preciso brigar com o orgulho, que como já dizia C.S. Lewis, é o pior e mais danoso mal do homem, e o sentimento de auto-suficiência.

Hoje eu me encontrei com a Graça e enquanto digito essas palavras sou ainda mais tomado por ela. Não consigo descrever como é o sentimento. Sei que você também pode senti-la porque ela está disponível para todos independente do que tenhamos feito.

Aquela sexta feira da Paixão foi mais um lembrete chocante de que a graça não depende do que fizemos por Deus, mas, antes, do que Ele fez por nós.

A Graça veio ao mundo e habitou entre nós tornando-se palpável. A Graça veio em pessoa. Ele chorou, comeu, bebeu, dançou, sorriu! Subiu em árvores quando criança, andou sobre as águas, acalmou uma tempestade e matou a fome de milhares de pessoas quando adulto. Salvou uma mulher de ser apedrejada, curou outra mulher de uma hemorragia que há 12 anos só se agravava, limpou a lepra de um homem com um abraço, fez uma prostituta se sentir a pessoa mais amada do mundo e ressuscitou um amigo com uma oração. A Graça foi pendurada em uma cruz tendo como única culpa ter amado as pessoas com todo Seu ser e ainda ali, no madeiro, continuou fazendo o que sempre fez, amando. E quando muitos pensavam que não veriam mais vestígios da Graça ela saiu andando do Seu tumulo naquele domingo de páscoa e continua andando por aqui.

É real. Acredite.

Eu não mereço. Mas a Graça fez em mim morada e hoje eu sou casa.

Eu ainda sou um vaso de barro que arrasta pés de argila. Mas um dia essa morada será perfeição.

Juliano Fabricio via

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