E, Naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. Lucas 13:1-5

No ano 410 d.C. aconteceu o inconcebível. Roma foi saqueada. Ambrósio, um líder religioso proeminente da época, perguntou: - Se Roma pode perecer, o que então é seguro?

Em setembro de 2001, os centros econômico e militar da nação mais poderosa da terra foram atacados. Aviões seqüestrados por terroristas chocaram-se contra o World Trade Center de Nova York e contra o Pentágono, situado orgulhosamente próximo do Congresso da nação. Tratava-se de algo inconcebível, inimaginável mias aconteceu. Muitos líderes religiosos da época, todos juntos em uma só voz, tentaram acalmar os cida­dãos nervosos dizendo: Deus está no controle.

Fiquei perguntando a mim mesmo: do quê? A intenção das pala­vras era ajudar-nos a nos sentir seguros — do quê? Se pensamos real­mente que edifícios podem ser destruídos daquela maneira pela vontade de Deus, então algo mais e pior poderia acontecer?

Ao afirmar o controle supremo de Deus sobre todas as coisas, ninguém estava atribuindo a ele responsabilidade pelos feitos perver­sos de outras pessoas. O holocausto, a fome na África e o ter­rorismo são adequadamente atribuídos à pura maldade e sobre os que fazem uso dela.

Assim também, cada caso de acidentes por embriaguez, abuso sexual, maledicência, negligência dos pais, gula, mentira, imoralida­de sexual e covardia, estes em um nível menor de gravidade, enfim... Deus não pode ser acusado de qualquer dessas coisas. Por razões que não compreendemos bem, ele permite o mal, embora nunca seja a causa deles. Desastres "naturais" podem ser obra dele, mas não as escolhas pecaminosas de suas criatu­ras depravadas.

Quase todos concordam nesse ponto. Todavia, continuamos a insistir que Deus está no controle. O que queremos dizer com isso? O que deveríamos dizer? E que tipo de vantagem ou comodidade podemos extrair dessas afirmações?

Não posso sequer pensar numa resposta para essas perguntas, sem primeiro fixar com firmeza dois pensamentos em men­te.

Primeiro, esta vida é apenas uma introdução para outra, para os seguidores de Jesus uma vida melhor. Se isso não fosse verdade, eu não abraçaria um alvo mais alto do que o alívio pessoal agora. Se esta vida é tudo que existe, não posso então reconciliar minha fé num Deus cheio de bondade e oni­potente com minha experiência e observação do sofrimento. Se esta vida é tudo que existe, se ela termina com a morte sem uma existência consciente em outro mundo, a única resposta razoável e com­passiva para o sofrimento é fazer tudo que pudermos para aliviá-lo. Todos, inclusive qualquer que seja o Deus existente, deveriam dedicar seus recursos a essa finalidade. Os que não fazem isso não são confiáveis e não agem de maneira correta. O que nos deixa num aperto. Se Deus existe e se está realmente no controle, fica aparentemente claro que ele não está fazendo tudo que pode para aliviar o sofrimento.

Mas, se esta vida não passar da sombra de uma era vindoura, então, é concebível que o sofrimento possa ter um ponto futuro que justifique a sua continuação a fim de realizar sua tarefa. Se o ponto futuro for eternamente bom e se esse bem não pode ser alcançado de outra forma, então posso continuar crendo em um Deus bom e po­deroso, mesmo quando as pessoas sofrem. Esse é o primeiro pensamento.

O segundo é este: Deus está dedican­do o seu poder a um plano que não valorizo adequadamente. Pergunte às pessoas qual a sua maior necessidade. Uma vez que nossa necessidade de bem-estar físico for satisfeita, atendemos mais aos desejos pessoais de famílias felizes, filas curtas, trabalho produtivo e bem pago, amizades íntimas, gasolina barata, satisfação profunda, filhos sadios, paz interior, café quente e prosperidade material. (Esse na maioria das vezes tem sido a ênfase do evangelho pregado)

Queremos a vida melhor e confiamos em Deus para garanti-la. Afinal de contas, ele está no controle. Ele pode dar-nos tudo.

A única pergunta é: ele fará isso? Começamos, então, a persuadi-lo a usar o seu poder a nosso favor. Tentamos fazer as coisas certas para que a vida funcione bem.

Cremos que a nossa maior necessidade é sermos felizes, seguros e satisfeitos. Cremos, bem no fundo, que merecemos o que quer que em nossa opinião necessitamos.

Precisamos disso. Deus deve então prover. Esse é o seu trabalho. Não podemos imaginar um Deus bom cumprindo qualquer agenda além de satisfazer as nossas necessidades, assim como meu filho de um ano fica choramingando quando a mãe não o deixa brincar com uma faca. Ele a quer. Deve te-la. É assim que ele pensa. E nós também.

Não há nada de errado em desejar vôos seguros, casamentos per­feitos e uma renda satisfatória e folgada. Mas nenhuma dessas coi­sas, nenhuma de nossas esperanças de uma vida melhor de bên­çãos, representa a agenda prioritária de Deus. Não precisamos ser protegidos do sofrimento físico ou da dor pessoal. Não precisamos ser ricos ou sequer saudáveis. Só precisamos ser protegidos de qual­quer poder que se oponha ao plano de Deus para as nossas vidas. E nós somos!

Por que é que Deus está no controle? Para verificar que nada con­trarie o plano que ele tem para o seu povo. Qual é esse plano? Dar-nos uma vida melhor agora, como a definimos? Não. É revelar-se como o maior tesouro que o coração humano pode imaginar, atrair pessoas a um relacionamento com ele que deleite absolutamente suas almas. Esse é o Plano.

Qual é então nossa maior necessidade? Precisamos de...

...perdão radical que torne possível pessoas ímpias se aproxima­rem de um Deus santo e viver; amor sobrenatural que capacite realmente indivíduos egoístas a se importarem mais com os outros do que consigo mesmos, revelando, assim, Deus; poder espiritual que mude as pessoas más em boas, não apenas boas segundo os padrões sociais, temos muita gente assim, mas boas como Deus, boas o suficiente para valorizar a su­prema bondade.

Quando Roma mostrou-se vulnerável, Agostinho escreveu A Ci­dade de Deus. Ele descreveu duas cidades, uma feita pelo homem, a outra por Deus. Seu ponto central era que Deus está no controle da construção da sua cidade, seu reino, e está fazendo tudo que é neces­sário para povoar essa cidade com cidadãos que o amem acima de tudo. O fato real que nós, modernos, temos problema em compre­ender é que Deus não está colaborando com nossa agenda para tor­nar este mundo seguro e maravilhoso para morar. Construir a cidade do homem é o nosso propósito e não dele. Não podemos dizer: "Deus está no controle", como se isso significasse a ajuda dele na construção de nossa cidade.

Deus, porém, está no controle do que ele quer realizar. Ele está se movendo através de toda a história, por meio dos terremotos e pique­niques, do terrorismo e dos jantares da igreja, dos divórcios e festas de aniversário, na direção de uma só coisa: o seu PROPÓSITO. E vai executá­lo. Terá um povo que vai considerá-lo o maior, que dará valor ao conhecê-lo, adorá-lo e servi-lo acima de todas as outras bênçãos.

Esse é o seu propósito. Ele está no controle. Seu propósito será alcançado. Nem Osama bin Laden, nem eu poderão blo­quear o seu caminho.

Sinto um grande peso de ser indiscutivelmente claro: Não pode­mos contar com Deus para nos proteger do sofrimento de qualquer espé­cie ou medida. O maior mal pode acontecer ao melhor cristão. Mas podemos contar com Deus para nos capacitar a aproximar-nos dele, acon­teça o que acontecer, e, finalmente, a experimentar profunda alegria ao fazer isso.

Se estivermos vivendo para qualquer outro objetivo, se dermos valor supremo à vida melhor, não somos seus discípulos. Estamos nos reprimindo em não seguir o Espírito Santo. Estamos colaboran­do com o mundo, a carne e o diabo em oposição ao seu Plano, e o poder irá transformar-nos ou destruir-nos.

Se formos, no entanto, seus discípulos, se suspirarmos por Deus como a corça pela água, se buscarmos apenas uma coisa, contem­plar a beleza do Senhor por acreditarmos que prazer incomparável pode ser obtido na comunhão com ele, encontramo-nos então na jornada espiritual. Aprenderemos a depender radicalmente do Espí­rito Santo. E, ao fazermos isso, experimentaremos milagres; vamos testemunhar em nossas vidas o poder sobrenatural do Deus que está no controle de todas as coisas.

Juliano Fabricio

2 Comentários - AQUI:

  • Gostaria de dizer que a fé de cada um, é de cada um, não são iguais e cada qual tem sua a integridade e fidelidade para com ELE, cada mente tem os seus próprios pensamentos, à sinceridade de cada coração só é de cada coração, até as digitais de cada um é diferente no homem, por isto é que cada um prestara conta de sí, o folego de vida é igual mas na realidade`a vida de cada um é diferente, pensamentos diferentes e situações de vidas diferentes, mas Deus é o mesmo para com todos e no viver de cada um e forma de pensar de cada um, prestara conta de sí.

  • O homem certamente veio para cumprir uma obra, não foi feito para ter a mente contaminada com as coisas insignificantes deste mundo, isto é
    coisa provisória, sabido que seus dias tem uma breve sobrevivencia.
    Qual é esta obra ? Primeiro deve saber que tem um Deus que criou tudo que vê e que é palpavel, depois deve saber que deve obediencia a sua vontade, veio para ser um vencedor, a obra começou desde o momento em que começou a corrida de cromossomos (espermatozóide) sendo primeiro entre todos, conseguindo chegar no utero materno para poder formar-se homem, aonde alí Deus viu formar e conheceu-o até seu nome, mas esta corrida não parou, continuara a percorrer grandes lutas travadas que
    não pode parar, na sua formação fostes alimentado e protegido dentro do utero materna, apóz ter-se formado nutriu-se do leite mas agora o
    alimento é sólido e com certeza só vence à corrida quem for provido de alimento espiritual, e esta corrida não é contra sangue ou carne
    ( homem) mas sim contra as hostis espirituais do mal e espiritos mal,
    por isto a nossa força tem que vir do alto ( Espirito) porque nossa
    natureza humana não consegue lutar acíma de vossa limitações, pois
    somos carnes, por este fato quem nos criou enviou seu filho para o propósito de nos deixar o Espirito da Verdade, sómente com Ele é que podemos vencer esta batalha para cumprirmos nossa obra que nos foi colocado para ser cumprida, que é informar ( evangelizar) nesta terra dos viventes para que todos saibam da verdade e não viver tão sómente no mundo atraído pela cêgueira espiritual, contaminando com o mundo, ja é sabido que o mundo jaz no maligno e nossa luta é contra este.

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Comentem pelo Facebook

Paninho do AMOR

Click e Confiram D+

Segue ai...

Curta no Facebook

Amigos do Blog

Postagens populares

Twittes

Google+ Followers

Blog que escrevo

Pesquisar este blog

Siga-me por Email

Marcadores

@provérbios (27) #pronto falei (304) #Provocações (283) #Word (55) Administração (58) Amor (298) Arte (270) Atitude (561) Bíblia (99) Boas notícias (118) Contra Cultura (165) cristianismo inteligente (546) Curiosidade (106) Dicas (49) Estudo (83) Familia (76) Fundamentos (313) GRAÇA (140) humor (87) Igreja (144) imagem que vale post (33) Juventude (61) Livros (17) Masculinidade (42) Missão integral (103) modelos (171) Nooma (8) Opinião (313) Oração (38) Polêmica (94) Politica (53) Protesto (138) Questionamentos (492) Recomendo (131) Relacionamento (287) relevante (335) Religião (69) Solidariedade (58) Teologia (169) Videos (386)

Blog Arquivos

Minha lista de blogs

Juliano Fabricio Ferreira. Tecnologia do Blogger.

Visão Mundial - Conheça

Visitantes

Contato:

Juliano Fabricio Ferreira

jucafe2@yahoo.com.br

Uberlândia - MG - 34 99149-5443

Networkedblogs - Siga

Recomendações