A razão pela qual Jesus se manifestou: para destruir as obras do diabo
A primeira epístola de João, foi escrito para nos ajudar a crer em Jesus. Depois de refletir sobre todas as coisas incríveis que Jesus fez, e compreender que incluíra apenas algumas delas, João escreveu o seguinte: "Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome". Isso foi escrito para nos ajudar a achegarmos a Jesus agora, quando a vida não é aquilo que gostaríamos que fosse, e provar as alegrias profundas da comunhão com Deus até que nos sentemos no céu para a refeição completa.

Os cristãos naquela época eram pobres e desprezados. Os líderes cristãos eram tratados como o refugo do mundo. Convidar pessoas para se tornarem cristãs, para se junta­rem à sua comunidade e gozar das coisas preciosas de que gozavam, parecia o cúmulo da insensatez. Que proveito teremos se nos unirmos a esses cristãos? Eles estão nos con­vidando para compartilhar de seus problemas? Querem que sejamos perseguidos, injuriados, escarnecidos e soframos todo tipo de mal?

João escreve com essas objeções em mente. Não obstante todas as desvantagens que a comunidade dele sofre sob um ponto de vista mundano, todavia, na verdade, ela era mui­to desejável, e eles logo descobririam isso. "Ora, a nossa comunhão é com seu Filho, Jesus Cristo". O apóstolo João dizia que o apelo do cristia­nismo não está numa vida melhor agora. "O que aproveitaremos se nos juntarmos a esses cristãos?" Os que querem menos problemas nesta vida fariam melhor seguindo outro messias.

Existe, porém, algo disponível agora que é "muito desejável". João não nos convida para uma vida que vai ficando melhor, mas para as "coisas preciosas" da comunhão com Deus.

Sua epístola nos chama para aproximar-nos de Deus, achegar-nos a Cristo, e não para uma vida melhor agora; mas para a esperança melhor de um relaciona­mento com o PAI agora, que satisfaz a alma, até que a vida melhor seja nossa para sempre, um futuro que significará Deus conosco em plena medida, Jesus diante de nós à plena vista, e o Espírito não competindo com qualquer outro desejo ao apontar-nos Jesus.

Para João, as "desvantagens" de seguir Jesus, que incluíam a au­sência das bênçãos legitimamente desejadas e nenhuma garantia de que elas seriam dadas até o céu, eram nada em comparação com as "coisas preciosas que gozavam", a intimidade da melhor esperança com DEUS.

Se pudéssemos provar essa intimidade, se soubéssemos o que é aproximar-nos de Deus e sentir que ele se achega a nós, se compreen­dêssemos como são aqueles a quem o Pai e o Filho, por meio do Espírito, se revelam e em quem passam a habitar, iríamos manter a vida melhor de bênçãos em seu lugar, como algo simplesmente dese­jado, nunca como uma paixão número um.

Saberíamos que experimentamos tão pouco de um encontro real com Jesus porque o cristianismo moderno se dedicou a prover uma vida melhor para os seus seguidores. Saberíamos que por não termos encontrado verdadeira comunhão com Deus, vivemos para as vanta­gens de nosso relacionamento com ele, e concluiríamos que essas van­tagens menos sofrimento, mais bênçãos, alguma forma de uma vida melhor agora nos são devidas.

Saberíamos que nos entregamos à linearidade, que vimos a jorna­da espiritual como uma aventura desvairada, uma experiência satisfatória de impacto sobre outros e de significado para nós mes­mos, ou como um cheque em branco no qual podemos incluir as bênçãos que desejarmos, assinar por procuração no lugar de Jesus, depois pegar o dinheiro no guiché do drive-in da oração. O único requisito é a obediência, não perfeita, mas um tipo consistente de fidelidade aos princípios bíblicos.

Saberíamos que as bênçãos se tornaram as nossas coisas mais pre­ciosas: Faça isto, e aquilo acontecerá, garantido; é a promessa de Deus.

Saberíamos que nos vendemos à linearidade e que o resultado disto tem sido o amplo fracasso dos cristãos em dar valor à opor­tunidade de achegar-se a Deus. Queremos as bênçãos. Ele nos convi­da para manter comunhão...

Chegamos e dizemos:

Deus, meu casamento está cheio de tensão.

Deus, as conseqüências do meu divórcio são tão piores e duradouras do que previ.

Deus, estou com tanto medo do diagnóstico médico. Por favor, não deixe que eu tenha câncer.

Deus, minha inclinação para relações homossexuais é implacável. Sei que é errado, mas não consigo controlar-me.

Deus, nunca pensei que pudesse sofrer tanto. Minha filha de 14 anos está grávida.

Em cada uma dessas vidas, e na sua, o vento do Espírito está soprando. Mas, ele não está movendo nosso barco para os mares cal­mos de uma vida mais agradável. Pelo contrário, somos levados ao olho da tempestade, à presença de Deus. E devemos ajustar nossas velas adequadamente. Se quisermos águas calmas, vamos sozinhos. Resistimos ao vento do Espírito.

O apóstolo João nos convida para gozar preciosidades e não para a satisfação e prazeres de circunstâncias melhores, relacionamentos mais íntimos, sentimentos mais felizes, mas para a alegria inexprimível de nos achegarmos a Deus.

Ouça-o falar sobre isso:

"O que temos ouvido, o que temos visto! O que as nossas mãos apalparam! A vida se manifestou! E vo-la anunciamos. Podemos ter agora comunhão com Deus. Ora, a nossa comunhão é com o Pai Eterno do amor infinito e com seu Maravilhoso Filho, Jesus Cristo, que morreu por nós. Podemos nos achegar a Deus. Conheço a ale­gria de estar na sua presença. Quero que também conheçam essa alegria. Minha alegria será então completa".

Em seu evangelho, João nos diz: "Vocês podem confiar em Cris­to. Ele é quem diz ser. A vida é conhecê-lo."

Em tudo que escreveu, João está apresentando o Plano de DEUS. Desde o princípio do tempo, Deus decidiu estar conosco. Ele será o nosso Deus desde que não demos maior valor a coisa alguma além de conhecê-lo, e seremos o seu povo, nos apegando alegremente a ele em adoração e absoluta dependência, aconteça o que acontecer nesta vida.

O plano está em ordem. Deus está conosco agora. Ele está aqui. Não como estará quando a Cidade Santa nos sobrevier, mas está aqui para nosso gozo. Nosso supremo chamado, nossa mais profunda ale­gria é comemorar sua presença achegando-nos a ele, não para que torne nossa vida melhor, mas para desfrutá-lo pelo que ele é.

Essa é uma compreensão diferente da jornada espiritual. João con­vida seus leitores para seguir um novo caminho, para viver de um novo modo. É-nos pedido para experimentar sem queixas as desvan­tagens de uma vida difícil, a fim de apreciar mais profundamente a "preciosidade" da comunhão com Deus.

A vida melhor de bênçãos agora para os que fazem o que é certo? Não! A esperança melhor de comunhão agora, com a Trindade, para os que mais a valorizam, essa é a vida cristã!

A pressão acabou. Fomos libertados da obrigação de fazer o que devemos para obter o que queremos. Há um novo caminho de vida, e ele está de acordo com o Plano de DEUS.

Juliano Fabricio (imagem via)

0 Comentários - AQUI:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Comentem pelo Facebook

Paninho do AMOR

Click e Confiram D+

Segue ai...

Curta no Facebook

Amigos do Blog

Postagens populares

Twittes

Google+ Followers

Blog que escrevo

Pesquisar este blog

Siga-me por Email

Marcadores

@provérbios (27) #pronto falei (304) #Provocações (283) #Word (55) Administração (58) Amor (296) Arte (270) Atitude (561) Bíblia (99) Boas notícias (118) Contra Cultura (165) cristianismo inteligente (546) Curiosidade (106) Dicas (49) Estudo (83) Familia (74) Fundamentos (313) GRAÇA (140) humor (87) Igreja (144) imagem que vale post (33) Juventude (61) Livros (17) Masculinidade (41) Missão integral (103) modelos (171) Nooma (8) Opinião (313) Oração (38) Polêmica (94) Politica (53) Protesto (138) Questionamentos (492) Recomendo (131) Relacionamento (285) relevante (335) Religião (69) Solidariedade (58) Teologia (169) Videos (386)

Blog Arquivos

Minha lista de blogs

Juliano Fabricio Ferreira. Tecnologia do Blogger.

Visão Mundial - Conheça

Visitantes

Contato:

Juliano Fabricio Ferreira

jucafe2@yahoo.com.br

Uberlândia - MG - 34 99149-5443

Networkedblogs - Siga

Recomendações