A tua piscina está cheia de ratos 

As tuas ideias não correspondem aos fatos 

O tempo não para 

Não para não, não para. 

Com minha metralhadora cheia de mágoas é que começo este texto. Mágoas, pois fui privado do bem mais precioso de um ser humano, o conhecimento, durante um grande período da minha vida, e não desejo que isto aconteça com mais ninguém.

Demonizaram tudo aquilo que me parecia genial e
sacralizaram o que era podre e pobre. 

Durante meus anos de igreja aprendi que música do mundo me afasta de Deus, quando na verdade uma música que não fale da realidade deste mundo é que me afasta. Porque foi a este mundo que Deus me chamou para transformar. A justificativa automática que sempre me deram quando perguntava o porquê de qualquer música, que não fosse das gravadoras x, y e z não deveria ser ouvida, era que as demais não me edificavam. E apesar de não entender porque uma música que repetia a mesma estrofe com uma rima barata cinco vezes e apenas três notas musicais era mais abençoada que uma poesia completa falando das crises da humanidade e um arranjo original não era realmente edificante, eu ainda conseguia cantar… Dias sim, dias eu vou sobrevivendo sem um arranhão da caridade de quem me detesta… 

Não digo que o estilo de vida do Cazuza seja um exemplo pra ninguém, pois em qualquer situação não é. No entanto não se pode desprezar a obra pelo autor, ou então podemos dispensar nossos queridos Salmos Davídicos, porque Davi foi um pecador declarado de pecados morais e um assassino. A fixação religiosa atual por pecados morais em detrimento de pecados de caráter é tão óbvia que deveria nos envergonhar! Pois uma pessoa que adultera é a única punida enquanto aquela que espalhou para toda a cidade, destruindo uma ou mais famílias, dizendo que viu o adultério não sofre dano, ou porque as irmãs da União Feminina que se reúnem mais com a finalidade de atualizar as fofocas do que com objetivo de discutir a Bíblia, não são punidas como os adolescentes os quais com pouca autoestima e informação bíblica ‘ficam’ com várias pessoas numa semana para se sentirem seguros. Nossa piscina está cheia de ratos. 

O protestantismo dominante prega hoje a prosperidade e as pessoas que lhe dão ibope, gastando o pouco dinheiro e toda fé deles jamais conseguiriam mensurar o que é o ganho mensal daqueles que adoram como canal único de cura e solução. Enquanto nós, apegados aos sistemas de ar condicionado, aos bancos confortáveis e as Bíblias de luxo, apenas criticamos a ignorância de quem, não nos preocupamos se servem mesmo ao Jesus verdadeiro ou estão tão enganados nisto, quanto estão quando escolhem à quem dar audiência. Levantamos ofertas, fazemos reuniões, tentamos alcançar tribos distantes e não olhamos as tribos de adolescentes sem rumo, dependentes de consumo, moda e aprovação de amigos superficiais. Nossas ideias não correspondem aos fatos. 

O tempo não para. Até mesmo nosso Deus, a quem dizemos servir compreende e respeita nosso tempo khronos, Deus nunca desrespeitou a cultura ou a desprezou, mais sempre usou a linguagem perfeita pra ser compreendido no tempo em que se revelou. Até que com Jesus, Deus nos mostrou o jeito exato de ser atemporal e acultural: o amor. Toda a lei que Ele havia dado a seu povo escolhido pôde ser resumida em amar, algo que é igual incondicionalmente. 

Com a ação religiosa de repelir o diferente, entregar o pecador, impor leis que mesmo quem as impõe não cumpre, crucificar quem tem ideias diferentes, eu vejo o futuro repetir o passado, e vejo fariseus e cristos nas pessoas. 

Tudo que se ouve pode dizer muito mais do que nosso ouvido escuta de primeira. E a voz de um profeta se identifica por alguém que condena a falsa religiosidade, a idolatria, o abandono das leis de Divinas e a falta de conhecimento de Deus do povo. Um porta voz do Altíssimo leva o povo a ver aquilo que não via mais, um museu de grandes novidades. 

O mundo pós moderno clama por uma igreja pós moderna. É mostrar o mesmo Deus de sempre para pessoas completamente diferentes, é falar de ajuda contando a história de um homem que foi assaltado e deixado pra morrer, é falar de amor usando poesia hiperbólica, é falar do reino com contos, é usar uma semente para expressar a fé. 

Juliano Fabricio via

1 Comentários - AQUI:

  • Muito bom!
    Juliano Fabricio, não consigo parar de ler suas postagens. Rs. Concordo com todas elas.
    Desejo que Deus continue lhe usando para levar esclarecimento as pessoas.
    A paz de Cristo!

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