Existem dois textos no Novo Testamento que falam diretamente aos pais: Efésios 6.4 e Colossenses 3.21. Curiosamente, eles começam da mesma forma: “Pais, não irritem seus filhos” 

Esse par de versos destaca as ameaças mais sérias que um pai cristão pode oferecer às suas crianças: provocá-los ou irritá-los ao ponto de desencorajá-las. Como pai, tenho descoberto dois caminhos que sou inclinado a andar quando irrito meus filhos: perfeccionismo e passividade. 

Perfeccionismo 

Eu desejo desesperadamente que os meus filhos se tornem cristãos maduras. Quero que eles sejam homens e mulheres que pensem, sintam, ajam e falem como Jesus. 

Assim, eu irrito meus filhos ao ponto de desencorajá-los quando espero que eles sejam perfeitos agora, com suas próprias forças, tentando sempre ir além do que podem. 

A perfeição, no sentido de ser completamente como Jesus, é o objetivo final. Mas a perfeição nunca vem pelas nossas forças, nem é alcançada completamente nessa vida (1 João 1.8). 

Passividade 

O extremo oposto do perfeccionismo é a passividade. A passividade é a atitude fatalista: “Como é Jesus quem vai mudar o coração de meus filhos, não há nada que eu possa fazer além de orar, assistir e esperar que o melhor aconteça”. Esse erro ignora completamente o mandamento aos pais em relação aos seus filhos em Efésios 6.4: “criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor”. Esse é o outro lado da moeda da passividade: há muito o que fazer! 

Pregando para mim mesmo 

Se eu quero ser o pai que Jesus me chamou para ser, de acordo com Colossenses 3.16, isso deve vir da Palavra de Cristo viva em mim. A tarefa mais importante que eu encaro diariamente ao criar meus filhos é pregar o evangelho para mim mesmo, deixando para trás meus pecados de perfeccionismo e de passividade, e ao invés disso, confiando na obra perfeita de Jesus para alcançar perdão e obediência. Apenas assim eu deixarei de irritar meus filhos ao ponto de desencorajá-los e começarei a ensiná-los nos caminhos do Senhor. 

Ps: Exemplo de Paternidade Bíblica

A paternidade humana é modelada conforme a paternidade de Deus. Como Paulo escreve, “toda a família nos céus e na terra” recebe o nome de Deus, o Pai (Efésios 3.14-15). Quais são algumas das características de um pai descritas nas Escrituras?

Gentileza e compaixão

Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem. (Salmo 103.13)

Sabedoria e instrução

Ouçam, meus filhos, a instrução de um pai; estejam atentos, e obterão discernimento. O ensino que lhes ofereço é bom; por isso não abandonem a minha instrução. (Provérbios 4.1,2)

Disciplina

Pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem. (Provérbios 3.12)

Amor

Respondeu Jesus: “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele.” (João 14.23)

Pois o próprio Pai os ama, porquanto vocês me amaram e creram que eu vim de Deus. (João 16.27)

Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! (1 João 3.1)

Exortação e Encorajamento

Tanto vocês como Deus são testemunhas de como nos portamos de maneira santa, justa e irrepreensível entre vocês, os que crêem. Pois vocês sabem que tratamos cada um como um pai trata seus filhos, exortando, consolando e dando testemunho, para que vocês vivam de maneira digna de Deus, que os chamou para o seu Reino e glória. (1 Tessalonicenses 2.10-12)

Proteção

O Senhor protege o estrangeiro e sustém o órfão e a viúva, mas frustra o propósito dos ímpios. (Salmo 146.9)

Provisão

Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! (Mateus 7.7-11)

Ser um pai é um grande chamado, uma forma de refletir a imagem de nosso Pai celestial amoroso, que ama e cuida de seus filhos melhor do que qualquer pai terreno almeja fazer. Aqueles de nós que são pais deveriam sentir o peso desse chamado. Quando deixamos de amar como nosso Pai celestial, continuemos a nos arrepender e confiar em Jesus, que nos adotou na família de Deus, o Pai.

Enfim... Esse tem sido o meu desafio, mais que um desafio, um privilégio.

Adaptado por Juliano Fabricio via

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