O Sermão do Monte poderia terminar com a conhecida “lei áurea”: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt. 7:12). Assim terminaria o mais famoso sermão de Jesus. Um bom resumo de tudo o que ele havia acabado de ensinar. Porém Jesus não para aqui, ele segue com uma recomendação e conclui com uma pequena parábola, onde deixa claro o que ele espera dos seus ouvintes. 

Uma forma de entender a conclusão deste sermão encontra-se nos pronomes: “nem todo o que me diz…”, “aquele que faz a vontade do meu Pai…”, “…hão de dizer-me…”, “apartai-vos de mim…”, “ouve as minhas palavras…”. São pronomes que nos levam a considerar o pregador, e não apenas a pregação. São estas palavras que formarão o texto que definirá o julgamento e o julgamento terá como fundamento o que as pessoas fizeram com suas palavras. Jesus começa sua recomendação dizendo: “entrai pela porta estreita…”. É um imperativo. No final do sermão, Jesus afirma que existem duas portas e dois caminhos. Um deles leva à perdição, o outro à vida. 

Jesus reconhece, com tristeza, que são poucos os que entram pelo caminho estreito. Bonhoeffer chama este texto da “Grande Separação”. Diz ele: “testemunhar a verdade de Jesus e confessá-la e, ao mesmo tempo, amar com o amor incondicional de Jesus os inimigos dessa verdade, é um caminho apertado”. O caminho estreito não é um caminho imposto a nós, é o caminho que Jesus trilhou e que nos convida para andar por ele. O caminho largo é o caminho que chega a nós pela imposição da maioria. Jesus não diz que quem não andar pelo caminho estreito ele vai punir ou destruir. É o próprio caminho largo que conduz à morte. 

Na parábola dos dois construtores, a diferença não está no ouvir, ambos ouviram. A diferença está no fazer. A casa que cai é composta por aqueles que consideram as palavras de Jesus bonitas para se ouvir, boas para se falar, mas irreais para serem praticadas. Jesus afirma nesta conclusão do sermão que “nem todo o que me diz: Senhor,Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. Existe uma diferença entre os sinais do poder e da ação de Deus, e os sinais de que pertencemos a Ele. Deus pode expulsar demônios usando qualquer pessoa. Os sinais de que pertencemos a ele são os frutos da obediência, o praticar aquilo que Jesus ensinou. 

Juliano Fabricio via

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