Quando escreveu sua segunda epístola a Timóteo, Paulo, após elogiá-lo, fez uma recomendação:“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2 Tm 3.14,15). 

O texto é claríssimo e ensina que a Palavra de Deus é suficiente, ou melhor, é a única fonte para que alguém se torne sábio para a salvação pela fé em Cristo. 

Ainda assim, muitas denominações evangélicas têm se deixado influenciar pelo pragmatismo e têm recorrido a vários métodos que supostamente têm dado certo para trazer pecadores ao “arrependimento”. O problema aqui é que, na ânsia de trazer pessoas para as igrejas, os métodos não têm sido questionados e analisados pelo crivo da Santa Palavra de Deus. 

Como exemplo disso temos as várias igrejas ligadas a um movimento denominado “Sensível aos Interessados”. Esta idéia está presente em um livro que há alguns anos foi moda no Brasil, Uma igreja com propósitos. Neste livro o autor, Rick Warren, divulga idéias do tipo: pregar o evangelho nos termos do incrédulo a fim de que seja agradável e fácil eles se tornarem crentes, e mudar os métodos sempre que necessário. Para isso, ele ensina: “Estabeleça um culto voltado intencionalmente ao objetivo de que os membros da igreja tragam seus amigos. E torne esse culto tão atraente, agradável e relevante aos sem-igreja, que os membros de sua igreja ficarão ansiosos por compartilhar esse culto com os perdidos pelos quais eles se interessam.”[1] (Obs: Bode engole qualquer coisa, ovelha não!!!!!) 

John MacArthur afirma que alguns dos gurus desse movimento aconselham inclusive a retirar do sermão todas as referências explícitas à Bíblia e ensinam a nunca pedir à congregação para abrir a Bíblia em um texto específico, pois os “interessados” ficam desconfortáveis com essa atitude.[2]

Para esse tipo de movimento, a quantidade de pessoas atraídas ao culto valida o método, afinal, os fins justificam os meios. 

Infelizmente não são poucos aqueles que têm aderido a esses modismos para ver a igreja crescer. De fato, muitas igrejas crescerão dessa forma, mas será que haverá vidas salvas e transformadas? 

Precisamos crer de todo o coração no que Paulo afirmou a Timóteo: as Escrituras é que tornam o homem sábio para a salvação. O próprio Senhor Jesus afirmou certa vez: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.38). Paulo, agora escrevendo aos romanos, assevera que “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela Palavra de Cristo” (Rm 10.17). 

É por meio da Palavra de Deus, e não de técnicas humanas, que o Espírito Santo convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Por esta razão é que Paulo, depois de afirmar a Timóteo que a Palavra de Deus é que torna o homem sábio para a salvação, continua sua argumentação dizendo que toda a Escritura é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a educação na justiça (2 Tm 3.16). Essa utilidade da Escritura, conforme Paulo, tem um fim: é para “que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3.17). 

Ao crer na suficiência das Escrituras para a salvação, a igreja não precisará recorrer a métodos humanos para que os homens creiam e, assim, glorificará o Senhor. 

O livro de Atos dos Apóstolos nos ensina claramente que o crescimento da igreja está intimamente ligado à Palavra de Deus, a ponto de Lucas, ao se referir algumas vezes ao crescimento da igreja, afirmar: “crescia a Palavra de Deus” (At 2.42,47; 6.7; 12.24; 16.4,5; 19.18-20). 

O Senhor Jesus, ao comissionar os seus discípulos, não pediu que eles inventassem métodos e nem que negociassem a Palavra, antes ordenou que eles fizessem discípulos ensinando-os a guardar tudo o que ele havia ordenado (Mt 28.19,20). Isso implica que a Palavra é suficiente e, portanto, deve ser proclamada tal como é. Os resultados pertencem ao Senhor. 

Não devemos dar lugar ao entretenimento ou à busca da satisfação pessoal, pois não é isso que traz salvação ao homem. Como ensinou o nosso Senhor, a Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.7) e é a verdade que liberta o homem (Jo 8.32). 

Creiamos, portanto, que a Escritura é suficiente para a salvação. 

[1] Rick Warren. Uma igreja com propósitos. São Paulo: Vida, 1997, p. 253 

[2] John MacArhur. Pregação Superficial. In “Fé para Hoje”, nº 30 – ano 2007: São José dos Campos: Fiel, p. 7 via

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