Quem nunca fez uma piada tendo certeza que todo mundo ia rir e acabou sem graça com a reação das pessoas que atire a primeira pedra! 

Isto é a tal da coerção social. Em termos bem gerais podemos entender a coerção social como sendo a força que os fatos exercem sobre os indivíduos, levando-os a conformarem-se às regras da sociedade em que vivem. 

O pai desta ideia é Émile Durkheim (1858 – 1917), um dos precursores e expoentes da sociologia. Segundo seus estudos, o indivíduo é levado a agir desta ou daquela maneira de acordo com o que pensa o coletivo. Nossas ações, até mesmo as mais íntimas, estariam intimamente ligadas ao que o coletivo acredita como certo, partindo do pressuposto de que assim aprendemos e por isto assim praticamos. Quem age fora deste padrão coletivo é marginalizado ou excluído pelo grupo. 

Quando se é adolescente é fácil começar a fumar, beber e usar drogas pra se sentir parte de uma turma e ajudar a praticar bullying contra outro coleguinha. Desde o berçário já fazíamos isto. As pessoas apenas crescem e a forma de expulsar o estranho do ninho passar por pequenas mutações. Ninguém quer andar do lado de alguém esquisito, convenhamos… 

Quais são as questões envolvidas por trás da coerção social? Muitas, creio eu. Destaco aqui 3 que me chamaram a atenção pela sua intrínseca relação com o cristianismo: 

1) Maria-vai-com-as-outras: por medo de ficar sozinho na vida, o indivíduo se adequa ao meio social em que está inserido, fase a fase, pagando o preço que lhe for exigido. Então, se era bonito pagar de cristão quando novo, depois fica complicado quando ninguém à sua volta vive os princípios de outrora. 

2) O super-autêntico: é aquela pessoa que não quer ficar perdida no meio do grupo identificada como apenas mais um. Ele adota a postura oposta e cria suas próprias linhas de raciocínio e estilo de vida. Tive um professor que durante parte da vida entendeu que não tinha que dormir à noite e ficar acordado durante o dia só porque todo mundo faz isto. Ele parou de andar com os amigos da sua rua, que não acompanhavam sua brilhante mente e passou a viver em isolamento voluntário. Não preciso dizer que deu errado né? 

Precisamos encontrar um meio termo nesta história. Fomos feitos por Deus para viver em sociedade. Então eu não posso ser um idiota que usa o sapato da moda só porque está na moda e também não posso ser o lunático que acha que o mundo é a mente dele. Ainda tem um terceiro item que gostaria de discutir. 

3) O cristão (que vive o cristianismo, não o nominal) é, por natureza, um estranho na sociedade – sempre o barquinho que nada contra a maré. E a Igreja é, por essência, um grupo social. Se, por um lado, fazemos papel de louco no mundo, podemos, por outro, manter mecanismos de coerção social em que as pessoas não se sintam acolhidas nem mesmo entre aqueles que pregam a Cristo como Senhor de suas vidas. 

Concluo que é primordial entender que preciso do coletivo para ser feliz e que não posso exigir que todos pensem como eu. Confesso que não sei se faço isto bem. Confesso também que não sou o melhor em oferecer um abraço para as pessoas “esquisitas” no meu meio sócio-cristão e já me senti, algumas vezes, como o pardal no ninho do sabiá. 

Que me perdoem meus amigos cientistas sociais se cometo um “sacrilégio”, mas penso que Durkheim deve ter sofrido muito bullying pra concluir de maneira tão brilhante que existe a coerção social. Sei que ele pensava que até mesmo a religião era algo imposto ao indivíduo pelo coletivo. Fato é que, independente do que pensava um dos três porquinhos da sociologia, a vida em comunhão no meio cristão nos ajuda em muito a manter o senso de que somos normais em meio à coerção que sofremos. Termino fazendo um apelo a você e a mim mesmo para que tenhamos mais amor no coração e braços mais abertos para acolher aquele que já ouviu um sonoro “não” de todos os lados e que busca por auxílio. 

Existem muitos outros assuntos a serem discutidos sobre a coerção social, como a praticada institucionalmente pela Igreja, ou pelos amigos, por exemplo. Fique à vontade para comentar e expressar sua opinião!!! Prometo tentar promover uma discussão aberta, sem nenhum tipo de coerção. 

Juliano via: novas fronteiras

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