O mês de janeiro tem esse nome em homenagem a um deus da mitologia romana, chamado Janus, que era conhecido por ter duas faces: uma era voltada para trás, para o passado; a outra era voltada para o futuro, para frente. Janus era, assim, a divindade associada às transições. Nesta semana entre o Natal e o ano-novo vivemos novamente uma passagem simbólica do velho para o novo, o ano que se passou e o que está chegando.

A virada do ano é marcada por uma explosão de palavras, emoções, festas e desejos de prosperidade, felicidades, muita paz, muita saúde etc. etc. etc… São chavões e mais chavões a que ninguém parece conseguir resistir. Até entre irmãos na fé vemos essa compulsão de desejar a todos as mesmas “alegrias”.

Mas permita que eu lhe deseje algo completamente diferente. Desejo que você consiga arrancar um olho em 2013. Isso mesmo: que consiga arrancar um olho. Para explicar o que quero dizer, cito as palavras do Nosso Senhor.

Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno. E se a sua mão direita o fizer pecar, corte- a e lance- a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno.(Mt 5.29)

Ao nos lembrarmos das lutas e das alegrias, das vitórias e das derrotas de 2012, creio que poucos poderão, se forem honestos, lembrar-se do ano sem uma pontada de remorso. Esse não é um pensamento “alto astral”, eu sei. Mas é um fato. Há coisas que preferimos esquecer. Até porque não nos faz bem nos lembrarmos delas. São coisas que dificultaram a nossa caminhada com Deus, que nos levaram a lamentar a nossa condição pecaminosa, coisas que fizemos, falamos ou até pensamos e são indignas de quem se diz discípulo de Cristo.

Essas coisas não podem continuar. Precisamos resistir a elas, estirpá-las da nossa vida. Se deixadas livres e soltas, podem desfazer tudo o que temos por precioso. Objetivamente: são pecados. É certo que vão nos destruir se seguirem livres e desenfreados.

Esses pecados não entram pela pele. Entram por outras vias. Não flutuam no ar, masexistem fora de nós. Afinal, as tentações e os atrativos deste mundo são mediados. Valem-se de veículos para nos alcançar. Por meio de uma avalanche de meios de comunicação se apresentam, se insinuam, chamam e procuram ocupar a nossa mente e se apossar da nossa alma. Fazem com que os nossos ossos adoeçam e com que nos desviemos de uma vida pura e voltada totalmente para aquele que é perfeita luz. É o mundo, com tudo o que esse conceito abrange. É o fascínio mundano. É o mundo de consumo. É o mundo da beleza fascinante. É o mundo do poder. É o mundo da volúpia. É o mundo da celebridade. É o mundo da ganância. É o mundo da vanglória. É o mundo da violência. É o mundo da gula e da bebedice. É o mundo todo que nos invade, como uma onda que nos pega e quer nos levar para o fundo.

Esse mundo só terá poder sobre nós se lograr êxito em achar uma via de entrada. Ou pelos olhos ou pelos ouvidos – o mundo só manifesta o seu poder se lhe damos o direito de entrada. Como nos filmes de vampiro, o vilão só pode entrar pela porta da casa se o dono lhe fizer um convite direto. Após isso, ele entra e mata a vítima com a sua mordida mortal. Do mesmo modo, o mundo só pode nos morder se o convidamos a entrar. E temos feito exatamente isso. Sem nos dar conta do que estamos fazendo, deixamos o mundo invadir nossa vida. Ligamos a televisão e assistimos ao que não convém. Ouvimos as fofocas, lemos as revistas de celebridades, enchemos os nossos olhos com o que é francamente venenoso para a nossa alma. E, no fim, a alma se perde.

Jesus disse que é melhor ficar cego do que perder a alma. É melhor perder o mundo do que perder a alma, que vale mais do que o mundo todo. Qual é o meu desejo para você em 2013? Que feche a porta. Não estenda o convite para o que vai mordê-lo. Estamos numa transição entre o velho e o novo. É a época do ano em que pensamos nessas coisas. Então, antes que seja tarde, antes que o novo seja apenas a reedição do velho, “arranque um olho” (por assim dizer). Tome uma atitude de desligar algo, cancelar algo, cortar os laços com algo. Pois a sua alma vale mais do que tudo o que você poderá “perder”. Vale muito mais.


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