Não há dia em que possamos fugir da luta pela coerência, a batalha por um estilo de vida que ratifica as nossas palavras. Essa foi uma dificuldade enfrentada pelos homens do passado, e continua sendo um desafio na vida daqueles que hoje decidem seguir Cristo. 

No livro de Esdras, vemos que ele enfrentou um conflito íntimo, o qual solucionou optando por agir com coerência. Ao sair da Babilônia rumo à Jerusalém, Esdras havia recebido apoio do rei Artaxerxes. Contudo, em determinado momento de sua jornada, diante de uma situação ameaçadora, Esdras relata a decisão que tomou, e expõe seu conflito: 

“Ali, junto ao canal de Aava, proclamei um jejum, a fim de que nos humilhássemos diante do nosso Deus e lhe pedíssemos uma viagem segura para nós e nossos filhos, com todos os nossos bens. Tive vergonha de pedir soldados e cavaleiros ao rei para nos protegerem dos inimigos na estrada, pois tínhamos dito ao rei: “A mão bondosa de nosso Deus está sobre todos os que o buscam, mas o seu poder e a sua ira são contra todos os que o abandonam” (Ed. 8:21-22). 

Esdras poderia pedir ajuda ao Rei, mas sua declaração de fé era a de que Deus o protegeria. Portanto, se recorresse a Artaxerxes, não estaria confiando em Deus. Só a possibilidade de ser incoerente já foi suficiente para que Esdras sentisse vergonha. Diante desse exemplo, penso em quantas vezes somos insensíveis à nossa incoerência e quantas vezes convivemos com ela facilmente. Quantas vezes declaramos que Deus é nossa alegria, mas vivemos descontentes enquanto não alcançamos certos sonhos. Aceitamos falar uma coisa, e viver outra. Isso não deveria despertar em nós uma vergonha ainda maior do que a de Esdras diante de possibilidade de ser incoerente? Não é um paradoxo chamarmos Cristo de Senhor, enquanto estamos ocupados com nossas próprias vontades? Como podemos ficar insensíveis ao ouvir Jesus dizer: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt. 7:21). 

Aqui fica uma pergunta: como está nossa sensibilidade quanto à nossa incoerência? Ainda somos sensíveis o suficiente para nos envergonhar dela? 

Lembremos que Deus nos chama para não termos do que nos envergonhar (II Tm. 2:15). Portanto, que hoje seja um dia de arrependimento, de deixarmos de lado a incoerência, e de abraçarmos de todo o coração o propósito de Deus para nós. 

Juliano Fabricio via: conexaoeclesia

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