O livro de Apocalipse nos relata uma visão muito interessante. Nela, João vê uma multidão, que não se podia contar, ser apascentada por um Cordeiro (Ap.7:9-17). Ali, as coisas parecem estar invertidas, pois não é comum encontrarmos um rebanho de homens cujo pastor é um Cordeiro. 

Contudo, essa visão traz à minha memória uma verdade confortadora: meu Pastor é um cordeiro e, portanto, não está alheio à realidade de seu rebanho. Ele se identificou conosco ao tornar-se um de nós. O Senhor se fez homem, por isso não ignora nossa condição humana. 

Ele vivenciou a humanidade como jamais alguém vivenciou. Provou as nossas alegrias e as nossas tristezas. Foi um homem que sentiu dores, que soube o que é padecer (Is. 53:3). Desde cedo soube o que é a rejeição e o desprezo. Experimentou o cansaço e o desgaste, e soube o que é a tristeza pela morte de uma pessoa querida. De seus inimigos recebeu o ódio, e de seus amigos o abandono no momento em que mais sofria. Pelas coisas que sofreu, o Senhor de todas as coisas aprendeu a obediência (Hb. 5:8). 

Isso quer dizer que não há experiência humana que Jesus não conheça, nem mesmo as nossas tentações. E por isso mesmo “naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb. 2:18). 

O pecado foi a única das nossas práticas que ele não vivenciou (I Pe. 2:22). Mas a sua vida sem pecado não o fez menos humano do que nós. Pelo contrário, Ele foi o homem mais humano que já existiu. Os menos humanos somos nós. Digo isso, porque o homem foi criado à imagem de Deus e, portanto, a verdadeira humanidade consiste em expressar a imagem do Criador: seu amor, sua justiça, sua santidade. Qualquer coisa, em nós, que esteja fora disso é desumano. 

Somos fortalecidos quando nos lembramos dessas verdades. Jesus “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb. 4:15-16). 

Ele se fez homem, verdadeiramente homem. Portanto, diante disso nossos corações devem se encher de confiança, pois temos o socorro necessário para vencermos o pecado. É uma alegria saber que o nosso Pastor é um Cordeiro.

Juliano Fabricio conexaoeclesia

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