Nenhuma nação pecadora, por mais poderosa que seja, ficará impune diante do juízo de Deus. A profecia de Naum se encerra com um poema satírico: os governantes da cidade dormem, e o povo está espalhado e sem liderança, enquanto a nação morre de uma chaga incurável (3.18-19a). Nínive será destruída, e nada poderá ser feito para salvá-la. Os povos dominados pelo jugo ninivita receberão essa notícia com alegria e aplaudirão sua punição (3.19b). 

Pouco se sabe respeito de Naum à parte desse pequeno livro. Seu nome significa "consolação" ou "cheio de consolo". Em nenhum outro lugar das Escrituras ele é mencionado, exceto na tabela genealógica de Lucas (cf. Lucas 3.25). Do pouco que se sabe a seu respeito é que, além de ser contemporâneo de Jeremias, ele viveu em Judá, provavelmente em Elcose ou Elcos, cuja localização também é incerta. Alguns comentaristas, como por exemplo, os informantes judeus de Jerônimo, a situam na Galileia. 

O livro de Naum é repleto de contrastes, pois ao mesmo tempo em que descreve o imperialismo de uma nação pagã e despótica como a Assíria, declara o triunfo final e acerto de contas com um Deus que é justo. Depois de tudo o que se disse sobre a Assíria em 2Reis, Isaías, Oséias, Jonas e Miquéias, finalmente, chegou a hora dessa grande e terrível nação ser julgada. 

A época de Naum deve ser posta entre a queda de Tebas, no Egito, sob as armas do assírio Arssubanipal, em 663 a.C e a queda de Nínive, sob os golpes conjugados dos babilônios e dos persas em 612. Os ninivitas foram alertados pelo profeta Jonas (cf. Jonas 2.2) da ira de Javé, mas eles também aprenderam que o Senhor é "tardio em irar-se" (Jonas 4.2). Provavelmente, esse arrependimento pela pregação de Jonas tenha durado, quando muito, apenas uma ou duas gerações e eles logo voltaram a praticar pecados anteriores. 

Apesar de ser pequeno o livro de Naum é apaixonante, pois mostra no seu tema central um Deus que traz o castigo aos assírios por seu pecado abominável. A profecia de Naum com respeito a ira de Deus contra Nínive, capital da Assíria, mostra que ele não está indiferente àqueles que oprimem os fracos. A forma como Naum expressa sua mensagem tem causado certo incômodo em alguns comentaristas. Logo no início ele diz: "O Senhor é Deus zeloso e vingador! O Senhor é vingador! Seu furor é terrível! O Senhor executa vingança contra os seus adversários, e manifesta o seu furor contra os seus inimigos" (Naum 1.2). O livro de Naum, portanto, não é passional. As expressões zeloso e vingador demonstram que o Deus da Bíblia não é um Deus frio, distante, mas presente e toda a história. Ao olhar para a maldade humana ele fica indignado e exerce a sua justiça. É um forte lembrete de que Deus se importa com o mundo sim, e que julga o pecado em toda a sua dimensão. 

O TEXTO MAIS DIFÍCIL 

Não conseguimos deixar de pensar em vingança quando lemos Naum. Mas esse texto, especialmente, chamou minha atenção da forma como se dará essa vingança: "Tudo por causa do desejo desenfreado de uma prostituta sedutora, mestre de feitiçarias, que escravizou nações com a sua prostituição e povos com a sua feitiçaria. "Eu estou contra você", declara o Senhor dos Exércitos; vou levantar o seu vestido até a altura do seu rosto. Mostrarei às nações a sua nudez e aos reinos, as suas vergonhas" (Naum 3.4-5). A Assíria é comparada a uma meretriz que sem nenhum pudor expõe suas vítimas à vergonha e humilhação. Pois bem, ela pagará na mesma moeda. Suas vergonhas também serão expostas diante de outras nações. O Deus misericordioso, mas justo, nas palavras de Jesus, declara que a lei da retribuição não foi, nem será abolida: "... com a medida com que medirem, vocês serão medidos, e ainda mais lhes acrescentarão" (Marcos 4.24).     

O TEXTO QUE MAIS TOCOU O MEU CORAÇÃO 

O livro fala de justiça e destruição contra uma nação pagã, mas em meio a tantos vaticínios, encontramos no verso 7 um bálsamo: " O Senhor é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nele confiam" (Naum 1.7). O Deus do Antigo Testamento que se vinga, é ao mesmo tempo descrito como um Deus bom. Alguém que se tornou um alto refúgio para quem o busca. Deus está no controle de toda a natureza (1.3-5), pois ele é o criador de todas as coisas (cf. Gênesis 1 e 2), por esse motivo, ele é bom. Ao contemplarmos a sua soberania podemos ver que a sua bondade dura para sempre como nos diz o salmista: "Por que te glorias na malícia, ó homem poderoso? Pois a bondade de Deus permanece para sempre" (Salmo 52.1). 

Juliano Fabricio imagem via: (#Word [Palavra] é uma série de designs para livros da Bíblia). Descubra mais #Word.

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