Ouvi certa vez que ir ao Mc Donald's não faz de nós hambúrgueres, assim como ir à igreja não faz de nós cristãos. 

Bom, isso é um fato. É tão lógico que, mesmo sendo meramente racionais conseguimos compreender. O problema é que muitos não enxergaram essa realidade. Cada vez mais pessoas fantasiam um mundo de ilusões dentro das quatro paredes. Vivendo uma vida de meritocracia, trocas e barganhas, muitos se dão por convencidos que agindo de tal forma estão cumprindo seu papel para herdar a vida eterna. O que faz com que templos espalhados pelo Brasil se abarrotem de pessoas pagando sua sina dominical, firmando sua parte no “trato”. 

A questão em si não é muito complexa, já que conseguimos mensurar a crescente e maçante ordem evangélica que cresce cada vez mais em nosso país. Para muitos isso é sinal de vitória, mas quando começamos a avaliar sistematicamente este evento, chegamos à conclusão de que o que muitos vieram buscar foi um bom investimento a curto prazo. Nesse ponto chegamos à conclusão de que o que tem sido pregado não é a mensagem da cruz, e sim a oferta do que muitos almejam alcançar. E isso é fato porque as bases da fé cristã foram esquecidas por um medíocre apelo material. 

O que o precisa mudar urgentemente é nossa perspectivas de ser cristão. Quando Lucas relata em atos 11.26 sobre o acontecimento dos discípulos serem chamados de cristão pela primeira vez, isso não se deu por mera denominação, mas pelo que cada um deles trazia a memória das pessoas; o próprio Cristo. Para aqueles que não o viram nem o ouviram, o vislumbre de atos sem precedentes. Eram semelhantes ao próprio Cristo. No seu falar e agir eles exprimiam a essência do Mestre. O termo cristão não foi lhes dado por fazerem parte da mesma ordem ou movimento, e sim por viver cada preceito daquele que lhes comunicou.

O que precisa ser revisto é que nossas atitudes farão diferença em nossa sociedade e não nossos títulos. A perspectiva a respeito da igreja no Brasil só mudará quando todos enxergarem sinais legítimos de integridade, consciência e seriedade. Nosso papel como cristãos vai além de reuniões clichês no templo. Deve ser revelada em nossas rotinas, no cotidiano da nossa sociedade. A vida cristã carece de informalidade, de comunhão com os necessitados, com os marginalizados que estão a mercê de seus vícios e desilusões. Ir à igreja para muitos é ir à igreja. Mas para aqueles que se encontraram com o Cristo da Igreja, ir à igreja não é mais rotina, pois eles compreenderam que eles são a igreja. Compreenderam com o próprio Cristo que devemos estar dispostos ir até onde ele foi para anunciar as boas novas. Essa é a minha nova, mas tão velha perspectiva.

Juliano Fabricio via

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