Jesus foi um intrometido. A encarnação foi um tremendo ato de intromissão de Deus na vida alheia. Por meio de Jesus, Deus se meteu na vida dos homens. E fez isso não para acariciar-lhes a cabeça e dizer-lhes que estava tudo bem, afirmando o potencial humano para resolver seus próprios problemas. Deus se intrometeu para dizer aos homens que eles eram um “total fail”, uns fracassados que precisavam dar um reboot na vida ou estariam condenados a uma existência travada na escuridão. 

Jesus se intrometeu na vida de gente simples, trabalhadora, e também de gente que havia acumulado riqueza desonestamente. Jesus foi onde não fora chamado para chamar de volta para Deus quem pensava estar com Deus, mas não estava. 

A diferença entre Jesus e seus pseudo-seguidores pós-modernos é que Jesus amava as pessoas o bastante para lhes dizer a verdade. Boa parte dos seus ensinamentos constitui-se de instruções, exortações e repreensões que são dirigidas não somente contra os religiosos hipócritas de seus dias (como seu discurso em Mateus 23), mas até mesmo para as pessoas simples que o seguiam por intenções erradas (João 6). Quando uma multidão de pobres e oprimidos acercou-se de Jesus interessada apenas no suprimento que Ele poderia fornecer-lhes, o que receberam foram algumas palavras duras por parte deste “amor encarnado”. A maioria saiu atordoada, quiçá praguejando, diante da repreensão. Jesus tornou-se um estorvo, uma pedra de tropeço, no caminho de muitas pessoas que desejavam um atalho para Deus. 

A mensagem de amor que Jesus proclamou envolvia alertas sobre os riscos de uma religiosidade vazia e de não fazer a vontade de Deus. Jesus dava instruções claras (não meras sugestões) sobre como as pessoas deviam conduzir suas vidas sob o governo de Deus. Ele dizia que os pecadores deveriam abandonar o pecado. 

Jesus era um intrometido. 

Pior de tudo é que Ele disse que os seus seguidores deveriam fazer o mesmo. 

É óbvio que, diferente de Jesus, seus seguidores são mera e demasiadamente humanos e falhos. Todavia, se a mensagem de Jesus é real, seus seguidores contam com a Presença do Espírito Santo em suas vidas para que possam pregar a Evangelho a todos e transmitir as instruções e ordenanças de Jesus com autoridade. 

Viver como Jesus viveu, seguir seus passos e seu exemplo é embarcar numa intromissão no mundo. Encarnar o Evangelho é se intrometer, é meter-se na cultura, na comunidade, na vida alheia. 

Isto soa como um escândalo para a geração do “cuide de sua vida que, da minha, cuido eu”. 

Mas este é o Jesus dos Evangelho, um intrometido que se intromete em nossas vidas e nos chama para sermos intrometidos também. 

“O que eu lhes digo na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados.” 


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