A narrativa evangélica sobre a purificação do templo é uma cena desconcertante (Jo 2:13-22). 

Ela nos apresenta o retrato de um Salvador enfurecido. O Cordeiro submisso de Deus que disse "Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração" (Mt 11:29) improvisou um chicote e circulou furiosamente pelo templo, destruindo bancas e mostruários, espancando os mercadores e dizendo: "Saiam daqui! Aqui não é o Wal-Mart. Vocês não transformarão um espaço sagrado num passeio de consumo! Mentirosos! Visitar o templo é um sinal de reverência a meu Pai. Fora daqui!". 

Ainda mais desconcertante é o amor intenso de Jesus pela verdade. Onde o dinheiro, o poder e o prazer mandam, o corpo da verdade sangra de mil feridas. Muitos de nós temos mentido a nós mesmos por tanto tempo que nossas reconfortantes ilusões e justificativas assumiram uma aura de verdade; nós as apertamos em nosso peito como uma criança aperta um ursinho favorito. 

Não está convencido? Considere então um homem que cita o apóstolo Paulo sobre um pouco de vinho ser bom para o estômago ao falar de seu terceiro martíni no almoço. Ou a defesa veemente de um "cristão liberal" sobre a nudez em O último tango em Paris, a violência em Pulp fiction — Tempo de violência ou a cena de sexo oral em Garotos de programa porque eles "se integram perfeitamente ao enredo e são realizações estéticas". 

Ou então o honesto diácono da igreja que aceita trapacear e sonegar em seus negócios porque "é o único modo de ser competitivo". Ou todas as igrejas nas quais o delírio sobre a falta de culpa é uma realidade, a maestria na exegese bíblica é uma santidade, o tamanho da congregação é a prova de sua autenticidade e por aí afora. Não existe limite para as defesas que inventamos contra a transgressão da verdade em nossa vida. 

A questão dolorosa que enfrentamos na igreja de hoje é se o amor de Deus pode ser comprado tão barato. 

O primeiro passo na busca da verdade não é a resolução moral de evitar o hábito da mentirinha — por mais desagradável que uma deformação de caráter possa ser. Não se trata de uma decisão sobre deixar de enganar os outros, e sim da decisão de parar de nos enganar. 

A menos que tenhamos a mesma paixão inexorável pela verdade que Jesus demonstrou no templo, estamos destruindo nossa fé, traindo o Senhor e nos enganando. O auto-engano é inimigo da integridade, pois ficamos impedidos de nos ver como realmente somos. Ele encobre nossa falta de crescimento no Espírito da verdade, impedindo-nos de compreender nossa real personalidade. 

E lembre-se: “A alternativa ao evitar a verdade de sua situação é sempre alguma forma de autodestuição” 

...Eu deixo essa dica para duas pessoas: Eu e Você. 


Juliano Fabrício na série #provocações
(Contribuição de um certo Brennan Manning)
Ps: toda segunda feira uma nova provocação

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