As parábolas contadas por Jesus sempre escondem verdades tremendas, assustadoras. Ele mesmo afirma que falava dessa forma para que os que não eram seus discípulos não pudessem entender e serem salvos e perdoados. Assusta-me a possibilidade de estar ouvindo Jesus falar, mas não compreender o que Ele está dizendo. 

Então, o que importa, o que salva, não é simplesmente escutar com os ouvidos naturais o que Jesus diz, mas compreender com o coração. Não é algo intelectual, mas espiritual e experimental. 

A parábola da ceia e seus convidados é maravilhosa e aterradora: 

“Porém ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia e convidou a muitos. E, à hora da ceia, mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado. E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. 20 E outro disse: Casei e, portanto, não posso ir” (Lc 14: 16-19). 

Jesus aponta para três coisas que atrapalharam os convidados, impedindo-os de aceitar o convite para a grande ceia. O Senhor não fala de coisas pecaminosas por si mesmas, mas fala de coisas lícitas: um terreno, juntas de bois e o casamento. São coisas que qualquer um poderia ter sem que fosse pecado. 

Tenho observado que as coisas que com mais freqüência nos atrapalham na vida cristã não são pecados grosseiros. Em geral, nós não estamos envolvidos com feitiçaria, ou adultério, ou fornicação, ou roubo, ou qualquer dessas coisas que são ruins sem sombra de dúvida. Mas o que tenho visto na igreja que o que mais nos impede de caminhar são as coisas lícitas. O escritor aos Hebreus fala que temos de nos desvencilhar de todo peso e pecado que tão de perto nos assediam (Hb. 12). Compreendo que nem todo peso que levamos na vida é um pecado ainda que todo pecado se constitua num peso. 

Um peso seria exatamente o valor que damos às coisas naturais em detrimento das espirituais. Quando bens, pessoas ou qualquer outra coisa nos impedem de caminhar (correr a carreira) devemos nos desvencilhar, nos desembaraçar delas. 

A fala de Jesus em Lucas 14 diz respeito às propriedades, as atividades e os relacionamentos que temos em nossas vidas. Coisas que podem ser abençoadas pelo Senhor, se girarem ao redor Dele, ou podem ser uma maldição se girarem ao nosso redor. 

De fato, o bem se torna mal quando se perde o sentido de eternidade. A vida com suas nuances e conteúdos só pode fazer sentido se não terminar aqui. Ela só tem valor se for uma preparação para a eternidade. As coisas que temos precisam ter raízes e alcances eternos. 

O grande objetivo de se ter alguma coisa nesta vida é fazer crescer o Reino de Deus abençoando pessoas. Não existe outro sentido na vida. Não foi isso que Jesus fez? Existe outra razão de viver se não for para servir ao Senhor? Há satisfação em outro tipo de vida? Não devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua Justiça e Ele nos sustentaria como faz com os pardais e os lírios do campo? 

Não prego o ócio. Prego a necessidade de estabelecermos como alvo o servir ao Senhor. Permitir que o Senhor mude o sentido de nossas vidas, nos livrando do pensamento mundano de ter, nos esquecendo de ser. Prego uma visão de buscar o reino em todas as áreas de nossas vidas. 

O grande problema daqueles convidados de Lucas 14 não foram suas alegações. O problema real foi a falta de fome. E essa falta de fome era motivada pela distração com as coisas que eram boas, mas tiravam o foco daquilo que é o principal. 

Se não tivermos fome de Deus qualquer coisa nos distrairá. Mas se tivermos sede como a corça, se necessitarmos de água como uma terra seca, se a grande busca nossa não for as coisas dessa vida, então nada irá nos satisfazer, senão a presença do Deus vivo. Ele será mais valioso que os nossos bens. Será mais importante que as nossas atividades. Será mais desejável que o melhor dos relacionamentos. 

Ele, o Senhor Jesus, somente ele, tem condição de nos satisfazer completamente, e dessa forma vamos correndo para ele, para sua ceia, ao seu menor sinal. 

Jamê Nobre - Extraído e adaptado do site Servindo com a Palavra. via

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