Por que Deus escolheria Jacó, o enganador, em vez do respeitoso Esaú? Por que conferir poderes sobrenaturais de força a um delinquente chamado Sansão? Por que preparar um pastorzinho nanico, Davi, para ser o rei de Israel? E por que conferir um sublime dom de sabedoria ao mimado Salomão?

Na verdade, em cada uma dessas histórias do Antigo Testamento o escândalo da graça reverbera sob a superfície até que, finalmente, nas parábolas de Jesus, ela explode para reformar a paisagem moral.

A parábola de Jesus dos trabalhadores e seus cheques de pagamento injustos mostra claramente este escândalo.

Em uma versão judaico-contemporânea desta história, os trabalhadores contratados à tarde trabalharam tanto que o empregador, impressionado, decide recompensá-los com o salário de todo um dia. Não foi assim na versão de Jesus, que destaca que o último grupo de trabalhadores esteve negligentemente sem atividade no mercado, coisa que apenas trabalhadores preguiçosos e incapazes poderiam estar fazendo durante a colheita. Mais ainda, esses folgados nada fizeram para se distinguir, e os outros trabalhadores ficaram chocados com o pagamento que receberam. Que empregador em seu juízo perfeito pagaria por uma hora de trabalho a mesma quantia que pagou por doze?

A história de Jesus não faz sentido do ponto de vista $econômico$, e essa foi a sua intenção. 

Ele estava nos dando uma parábola a respeito da graça, que não pode ser calculada como o salário de um dia. A graça não trata de acabar primeiro ou depois; trata de não levar em conta. Recebemos a graça como um dom de Deus, e não por alguma coisa que tenhamos dado duro para ganhar, um ponto que Jesus tornou claro na resposta do empregador.

“Amigo, não te faço injustiça. Não combinaste comigo um denário? Toma o que é teu, e retira-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti. Não tenho o direito de fazer o que quiser com o que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou generoso?

É como se ELE estivesse falando: ...Saul, você está com inveja porque sou tão generoso com Davi? Fariseus, vocês estão com inveja porque abro o portão para os gentios entrarem no jogo depois de começado? Porque honro a oração do cobrador de impostos mais do que a do fariseu, porque aceito a confissão de última hora de um ladrão e lhe dou as boas-vindas no Paraíso — isso lhes causa inveja? Vocês reclamam porque deixo as ovelhas obedientes para buscar a perdida ou porque sirvo um bezerro cevado ao pródigo que não merece?

Fica a reflexão lida e adaptada do livro Maravilhosa Graça (Philip Yancey)

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