Durante uma conferência britânica a respeito de religiões comparadas, técnicos de todo o mundo debatiam qual a crença única da fé cristã, se é que existia essa crença. Eles começaram eliminando as possibilidades. Encarnação?

Outras religiões tinham diferentes versões de deuses aparecendo em forma humana. Ressurreição? 

Novamente, outras religiões tinham histórias de retorno dos mortos. O debate prosseguiu durante algum tempo até que C. S. Lewis entrou no recinto. "A respeito do que é a confusão?", ele perguntou, e ouviu a resposta dos seus colegas de que estavam discutindo sobre a contribuição única do cristianismo entre as religiões do mundo. Lewis respondeu:

"Oh, isso é fácil. É a graça".

Depois de alguma discussão, os conferencistas tiveram de concordar. A noção do amor de Deus vindo a nós livre de retribuição, sem cordas amarradas, parece ir contra cada instinto da humanidade. O caminho de oito passos do budismo, a doutrina hindu do karma, a aliança judaica, o código da lei muçulmana — cada um deles oferece um caminho para alcançar a aprovação. Apenas o cristianismo se atreve a dizer que o amor de Deus é incondicional.

Consciente de nossa resistência inata à graça, Jesus falou dela com frequência. 

Ele descreveu um mundo banhado pela graça de Deus: onde o sol brilha sobre bons e maus; onde as aves recolhem sementes de graça, sem arar nem colher para merecê-las; onde flores silvestres explodem sobre as encostas rochosas das montanhas sem serem cultivadas. Como um visitante de um país estrangeiro que percebe o que os nativos não percebem, Jesus viu a graça por toda parte. Mas Ele nunca analisou nem definiu a graça, e quase nunca usou essa palavra. Em vez disso, transmitiu graça por meio de histórias que nós conhecemos como parábolas. 

Como essas histórias são diferentes das minhas próprias noções de Deus na minha infância: um Deus que perdoa, sim, mas relutantemente, depois de fazer o penitente contorcer-se. Eu imaginava Deus como uma figura trovejante e distante que prefere medo e respeito ao amor. Jesus, pelo contrário, fala de um pai publicamente se humilhando e correndo ao encontro do filho para abraçar aquele que desperdiçou metade da fortuna da família.

Não há nenhum discurso solene: "Espero que você tenha aprendido a lição!". Pelo contrário, Jesus fala da jovialidade do pai — "Pois este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado" — e então acrescenta a frase animadora: "E começaram a alegrar-se".

O que impede o perdão não é a relutância de Deus — "Quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão" — mas a nossa. Os braços de Deus estão sempre estendidos; nós é que nos desviamos.

Juliano Fabricio relendo Philip Yancey em Maravilhosa Graça

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