Jesus apareceu na terra exatamente quando a Palestina estava experimentando um reavivamento religioso.

Os fariseus, por exemplo, ditavam regras precisas para a manutenção da pureza: nunca entrar na casa de um gentio, nunca jantar com pecadores, não trabalhar aos sábados, lavar as mãos sete vezes antes de comer. Assim, quando espalharam-se rumores de que Jesus podia ser o Messias há muito esperado, os judeus piedosos ficaram mais escandalizados do que galvanizados. Ele não tinha tocado em pessoas impuras, tais como aqueles leprosos? Não tinha permitido que uma mulher de má reputação lavasse seus pés e os enxugasse com os cabelos? Ele jantava com cobradores de impostos e um deles até fazia parte do seu círculo mais íntimo de discípulos e era notoriamente frouxo com as regras da purificação ritual e a guarda do sábado.

Além disso, Jesus deliberadamente entrava em território gentio e se envolvia com gentios. Ele elogiou um centurião romano por ter mais fé do que qualquer um em Israel e se ofereceu para entrar na casa do centurião para curar seu servo. Ele curou um samaritano mestiço da lepra e teve uma longa conversa com uma mulher samaritana, para consternação dos discípulos, que sabiam que "os judeus não se relacionavam com os samaritanos". Essa mulher, rejeitada pelos judeus por causa de sua raça, rejeitada pelos vizinhos por causa de seus muitos casamentos, veio a ser a primeira "missionária" designada por Jesus e a primeira pessoa a quem Ele francamente revelou sua identidade como Messias. A partir de então, Jesus culminou o seu período no mundo dando aos seus discípulos a "Grande Comissão", uma ordem de levar o evangelho aos gentios impuros "em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra".

A aproximação de Jesus das pessoas "impuras" consternava seus compatriotas e, finalmente, ajudou a crucificá-lo. Em essência, Jesus cancelou o grande princípio do Antigo Testamento "Esquisitices, não", substituindo-o por uma nova regra da graça: "Todos nós somos esquisitos, mas Deus nos ama mesmo assim".

Os evangelhos registram apenas uma ocasião em que Jesus fora obrigado a recorrer à violência: na purificação do templo. Com um chicote de couro, Ele derrubou as mesas e as bancas e expulsou os mercadores que se haviam estabelecido ali. Como já disse, a própria arquitetura do templo expressava a hierarquia entre os judeus: os gentios podiam entrar apenas no pátio externo. Jesus não gostou de que os comerciantes houvessem transformado a área dos gentios em um bazar oriental cheio de sons de animais mugindo e vendedores anunciando preços, uma atmosfera que dificilmente conduzia à adoração. Marcos registra que, depois de Jesus haver purificado o templo, os sumos sacerdotes e mestres da lei "buscavam ocasião para matá-lo". 

No sentido real, Jesus selou o seu destino com sua insistência irada no direito dos gentios de se aproximar de Deus.

Juliano Fabricio apropriando da
 Maravilhosa Graça de Philip Yancey

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