A história de Jó é a expressão profunda da dor pelas perdas e privações que enfrentamos na vida. 

O homem mais justo e temente a Deus em seu tempo estava arrasado. Perdera todos os seus bens: ovelhas, queimadas; os bois, camelos e jumentos, roubados; servos, a quem tratava com dignidade, mortos. Como se não bastasse, seus filhos, de uma só vez, morreram numa catástrofe e sua carne foi tomada por chagas. Perdeu tudo e todos – uma dor enlouquecedora. Sentindo-se o lixo da humanidade, ele se arrasta para o monturo. Ali, onde queimava-se o lixo, sentou-se o que fora o maior de todos do oriente.

Todavia, o que se segue nestes primeiros capítulos de Jó nos ensina a atravessar tempos de perdas, muitas vezes irreparáveis, com sanidade e esperança. Primeiro, é preciso sentir a dor. Jó não ignorou ou negou a dor de suas perdas: “Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra” (1.20). Ele se permitiu sofrer. Por sete dias permaneceu calado, de tão perturbado. Só depois disso, Jó desabafou sua dor.

O processo de sofrimento toma um caminho diferente para cada pessoa, mas é importante que ela se permita sofrer, sem negar ou evitar a confrontação com a realidade. 

É preciso refletir sobre o que aconteceu e aceitar as perdas. Não se pode mudar o que passou. Os que conseguem atravessar bem um período de dor são, em geral, aqueles que admitem seus sentimentos de ira ou amargura, procurando vencê-los. Redirecione sua conduta por meio da confiança em Deus. Ele edificará sua esperança além do presente e o fortalecerá para prosseguir de pé.

Porém, há algo ainda superior: Adorar a Deus. Jó prostrou-se em terra e adorou a Deus e disse: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!” (1.21). Ele se curva diante da soberania de Deus na dor de ter perdido, de uma só vez, todos os seus filhos. E o adorou em submissão: “temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (2.10).

A “galeria dos heróis da fé” mostra homens e mulheres que realmente andaram com Deus, provando esse fato pelas circunstâncias adversas na vida de cada um deles (Hebreus 11.32-38). Eles não foram curados, protegidos da morte ou poupados da dor e sofrimento, mas andaram com o coração grato pela companhia do Senhor. Fizeram da alegria de Deus a sua força e não reclamaram diante do sofrimento. Homens e mulheres dos quais o mundo não era digno.

A fé que Deus valoriza se desenvolve melhor quando as coisas ficam confusas e quando Deus permanece calado. É em meio a tempestades e privações que exercitamos melhor a nossa fé e vemos Deus com maior clareza. A graça não nos ensina a viver sem tristezas, mas a mantê-la submetida à fé e esperança.

Juliano Fabricio via

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