Sei que esse assunto é batido. Existe muita gente atualmente falando sobre graça, mas poucos falando da graça proveniente da Cruz de Cristo. Basicamente, percebo três tipos de graça sendo pregada: A graça sem ser de graça, a graça que não tem graça e a graça que é de graça.

A graça sem ser de graça é aquela que precisa passar pelo campo da meritocracia, ou seja, para que a graça opere em nós é necessário conquistamos a admiração de Deus, comove-lo em favor das nossas ações e convence-lo por meio de comportamento para merecemos possui-la. O foco central desse tipo de graça é a ação humana em favor de si e a suposta aceitação condicional de Deus.

O método mais pregado e mais em prática é pelo esforço braçal desempenhado. Ou seja, para esse tipo teológico, a graça é sim uma coisa plena e completa que salva e restaura, mas tem seu preço: O alinhamento moral e ético como exclusivo meio para obtenção da salvação. Basicamente, sustenta a afirmação de que Deus só sustenta e cerca com bênçãos aqueles que fazem por merecer devido a conduta. Normalmente, as comunidades que pregam essa graça usam frases cheias de conjunções do tipo: “Jesus nos salvou na cruz, MAS…”, “Você já é salvo, ENTRETANTO…”, “Deus é amor, PORÉM…”. Essas asserções, subestimam o poder salvador da cruz e ignoram a salvação gratuita da morte de Jesus que substituiu o pecado. Estão sempre dizendo: “Façam tal coisa e Deus lhes dá outra.” Estampam que a Cruz não serviu de nada. Essa é a ideia central das igrejas adeptas a graça sem ser de graça.

A graça que não tem graça é oposta a acima, é aquela que gera um descanso improdutivo, cai na correnteza do comodismo, nas garras da ociosidade. É a vida que não tem dinâmica. É o cristão telespectador do mundo.

Certa vez ouvi um pregador famoso na internet dizer que “Jesus nos proíbe de fazer pedido durante qualquer oração, pois devemos viver pela graça”. Isso além de ser uma incoerência bíblica é também uma apologia à “vagabundagem espiritual”. Sugere o tempo todo uma graça irresponsável, que não precisa se comprometer com o evangelho e chega até a levantar a bandeira do universalismo, ou seja, que todos os caminhos, independentemente de qualquer doutrina e religião levam a Deus. É uma ideia equivocada de que o inferno está vazio. Essa graça é uma graça mentirosa, pois nos sugere que para que Deus habite em nós não precisamos nos afastar das injustiças, das armadilhas de si mesmo, da falta de amor ao próximo e que Deus se nega a punir aqueles que não aceitam a nova vida que ele propõe. É a diminuição dos efeitos tenebrosos do pecado em oposição da prerrogativa do amor infinito de Deus. É a representação de um Deus que não tem controle do mundo. Deus é caracterizado como aquele pai que negligencia a sua ira e disciplina com o perdão ao filho a titulo do amor. Isso também é uma graça mentirosa! É verdade que Deus se esquece das nossas transgressões, mas isso não alivia a nossas consequências. Deus não é um varredor de problemas para debaixo do tapete.

Contudo, A graça que é de graça provém principalmente da ideia de Metanoia - palavra grega que significa “mudança de mente” – e nos sugere um ligamento eterno com Deus aqui agora e no porvir. Uma graça que nos coloca no chão e nos faz depender de Deus para sobreviver, sem querer “atuar para ser”, sem colocar a salvação como conquista, mas entender que a GRAÇA - que não custou nada, a nós pelo menos - já está conosco, e que não precisamos mais desempenhar um papel religioso, ético, moral, para que ela seja verdade em nós. É entender os limites de quem somos para que Deus assuma a direção da nossa vida. É desligar se de si e dos seus desejos para viver o dia após dia com o sopro da direção Dele. É não esperar a provisão dele para começar a percebê-lo. É não depender do milagre para crer. É a graça que nos resgata da ideia satânica de que eu posso conhecer Deus e ser como ele. É se render a dependência Dele de forma integral.

A graça que é de graça é um descanso eterno. Não se preocupar com o que haverá de comer, não acumula, não se conquista, não se merece, não precisa de complemento, mas é a vida de Deus em nós de forma imediata, de forma que nos faz querer ser pessoas novas, que não aceita desculpas como: falta de tempo, de dinheiro, de condições, mas que acredita na morte diária para nós mesmo e na vida pela crescente pela fé Nele. A graça que é de graça não custa, não dói, não precisa de sacrifício, não esbarra em lei, não se compra,não é pesada, não se vende, não está em nenhuma instituição, nem com nenhuma pessoa,ainda que essa desenvolva uma papel de líder, não é garantia de sucesso, não se acaba, não engana, não mata, mas traz vida.

A graça que é de graça nasceu no coração de Deus e se fez e faz realidade na Cruz todos os dias, todos os minutos. E você? vai continuar querendo a graça por mérito ou vai reconhecer a sua inutilidade e aceitar a soberania de Deus em você? Pegue, é de graça.

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