Leva tempo pra enxergar a vontade de Deus. Principalmente se você consome o texto bíblico travestido com a roupa da religião que pertence. O mundo é cheio de regras de vitória. As livrarias, as revistas de negócios e carreiras, os gurus, e a igreja moderna também, todos vão apresentar uma receita de bolo da vida feliz. A miséria espiritual e pessoal de cada um está em tentar as receitas sem ver que somos indivíduos e não um botão a ser ativado. Mas a igreja tenta fazer isso.

O problema com o cristianismo são os modelos que são tomados como referência. As pessoas confundem o exercício do evangelho com uma carreira de prosperidade.

Enfim... mas o que importa, é que segui em um espiral de desconstrução pessoal maravilhoso. 

Meus heróis morreram, minhas receitas falharam, e tive que seguir sozinho. Com o tempo você aprende o que não vai mais funcionar em sua vida. Então, não importa o quanto satisfatório ou lucrativo possa ser o estado em que se encontra, cria coragem para deixar aquilo de lado e seguir liso para uma vida de liberdade.

Aprendi dizer não aos relacionamentos errados; as carreiras promissoras, mas que comprometeriam meus princípios sociais; abandonei a corrida do ouro que te obriga ter coisas mais modernas, uma ostentação mais nova; e o que considero mais importante: os títulos e cargos eclesiásticos. Abandonei todos e seus sistemas de guerrinha de nervos, cheios de engessamentos litúrgicos e orgulho de status.

Se no passado o objetivo era atingir uma multidão cada vez maior, no processo de desconstrução foi reduzindo para varandas, apartamentos, e o mano a mano. Hoje gasto muito tempo auxiliando, acalentando e falando a pessoas que me procuram através do FACEBOOK, marcando um encontro, ou uma ligação. É mais trabalhoso. Não é o processo industrializado que com o passar dos séculos criamos. É o ide do Messias de beira de poço, jantares, esquinas e estradas. Meu título? Não importa o que já estudei, me formei, produzi, ou se você vai fazer parte de algo que frequento, enfim...me chame de Juliano.

As pessoas me indagam todos os dias se eu sigo os padrões de sacrifícios e santidade que me foi ensinado. Eu sigo a graça. Entrego-me, quero ser cheio do Reino de Deus, quero que Ele faça parte de mim. Naturalmente o que não faz parte de quem sou, vai se esvaindo.

Olho para minha vida todas as manhãs, minha família maravilhosa, os pássaros cantando na minha janela, nossa saúde perfeita, Deus me dando o descanso de manter meus compromissos todos os meses, e ver como é possível ser livre das amarras da religião e descobrir dia após dia o Espírito Santo tratando comigo sobre suas coisas individualmente. Não há como meu coração não ser cheio de gratidão. Testemunho isso? Não enfatizo minha vida pessoal para não se tornar modelo algum. Digo às vezes em muitas palavras, outras, bem mais rápido: “Reino de Deus está dentro de vós”, “O Espírito Santo de guiará a toda verdade”, “Importa é entrar no reino de Deus”… Em outras palavras, não importa o modelo apresentado onde você congrega ou congregou, procure algo intimo pessoal e profundo com Deus, Ele mesmo quer dizer quem você é.

Talvez você seja um desajustado, não se encaixe, está na contramão do sistema. Sentiu-se diferente. Não tem saco algum para cultos enfadonhos, ladainhas rasas, unções novas, ativações proféticas, sacrifícios, conselhos deliberativos, estatuto da igreja, “vencer, vencer, vencer”, visão profética, conquistar a terra… Você só quer o céu sobre sua cabeça, olhar para ele e saber que Deus está dentro de ti. Sei como é isso. 

Sei o que é você ser todo desconstruído para que Deus diga: minha graça te basta.

Tenho encontrado pessoas que cultivam o mesmo sentimento. Preferi perder o status, os cargos e conforto de pertencer às correntes poderosas do cristianismo capitalista dominante. Ter o melhor cargo? O melhor carro? O templo maior? O maior número de fiéis? Ser o “vencedor” neste mundo? Não, obrigado, não estou competindo.

Pessoas como eu, se sentem sufocadas no sistema de produção em escala da indústria do entretenimento, política e religião. O anônimo, o underground, o alternativo, ou os sem nomenclaturas e rótulos me atraem mais. Estarei sempre sendo visto como aquele que denuncia o status quo, um subversivo, daqueles que alvoroçam a ordem do sistema dominante (Atos 17:6).

É por isso que eu vivo pela graça®

Texto adaptado via 
oreinoperdido By W.Will,
acho que ele esta  falando de mim.

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