Sinto pena dos crédulos. 

Homens e mulheres ingênuos me constrangem. Lamento o semblante triste dos que lotam magníficas catedrais no aguardo de promessas que nunca se cumprirão. Estou consciente de meu insucesso em alertá-los. A armadilha religiosa preparada para eles é bem mais ardilosa do que imaginam. O processo de alienação é sutil. Muitos incorporaram a lógica do me engana que eu gosto.

Se pudesse, advertiria: o mundo protegido dos sermões não existe.

Se pudesse, advertiria: só oportunistas inescrupulosos prometem riqueza em nome de Deus. Em um país que remunera o capital acima do trabalho, torneiros mecânicos, motoristas, cozinheiros, enfermeiras, pedreiros e professoras terão dificuldade para quitar as contas da família. Mente quem reduz a religião a um processo sobrenatural – mágico – de ascensão social.

Se pudesse, advertiria: nem tudo tem um propósito. Eu denunciaria a morte de bebês na unidade de terapia intensiva do hospital público como pecado. O descaso nunca é da vontade de Deus; não permitiria que teólogos creditassem na conta da providência o rio que virou esgoto, a floresta incendiada e o abandono da favela; jamais aceitaria a explicação do acidente automobilístico, provocado por um bêbado, como uma vontade permissiva de Deus.

Se pudesse, advertiria: vivam uma espiritualidade menos alucinatória. Eu anunciaria que não adianta dourar o mundo com desejos fantasiosos. A vida se impõe para além da alucinação. Assim como o etíope não muda a cor da pele, ninguém altera a realidade, fechando os olhos. Confessar um devaneio milhões de vezes não produz o paraíso.

Estou consciente de que não serei ouvido pela grande maioria que prefere o frenesi do auditório religioso. Um chavão, mesmo desconexo da vida, é mais bem absorvido que uma verdade. Resta-me continuar a escrever… talvez uns poucos prestem atenção.

trechos de um texto do Ricardo Gondim 


Ps: Há como eu, Juliano queria te desligar de tudo isso, porém não tenho nada mais a fazer ou dizer sobre isso. Nada que você sozinho não possa tirar suas próprias conclusões. Um mergulho de comunhão profunda, na vida e na pessoa do Jesus, deixará todas essas questões desnecessárias, obsoletas e inúteis. 

O que cabe é: repensar, ressignificar e refazer.

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