... Descobri, depois desses meses, dias, horas, minutos tão especiais que, apesar da tensão, das incertezas, das noticias ruins e dos diagnósticos errados, fomos uma vez mais surpreendidos e no fim das contas, o parto correu tudo bem, foi um momento muito simples, rápido e maravilhoso.

Foi o menor limite possível entre a vida e a morte. Ali, no segundo que separou você da vida aqui fora, filha, todos os relógios pararam. De um lado, o risco de algo dar errado. A morte. O nosso eterno medo diante do inevitável. Do outro lado, a chance de dar certo. A vida. O nosso eterno medo diante do desconhecido.

Só que entre o inevitável e o desconhecido estava DEUS. E ELE quis que fosse assim.

E orquestrou a valsa intensa.
Morreu a dor.
Nasceu o grito.
Morreu a lágrima.
Nasceu o sorriso.
Morreu o tempo.
Nasceu a pausa.
Pausa.

No segundo que a separava de nós, aqui fora, o momento DELA, da sua mãe. Apenas ela, nossa guerreira toda bravinha naquela sala poderia fazer o que fez. E fez.

Nasceu você.

O seu nascimento, Maria Flor, é a morte da descrença, do medo, da inércia, do pessimismo. Você nasceu para a gente se despedir do controle. Isso é perder o controle. Perder o controle é viver em paz. Sua mãe nos deu você, você nos deu a paz. Obrigado, filha.

......

... Ao chegar em casa, você dormia. Assim que acordou, levamos Sophia e José Miguel para vê-la. Eles haviam visitado vocês no hospital. Estavam sensíveis, emocionados com a sua chegada. A Sophia é a melhor irmã mais velha que você poderia ter Maria Flor. Agradeça todos os dias por isso, a DEUS. 

O José Miguel, que ainda não havia visto você fora da mamãe, ficou encantado, maravilhado. Os olhos brilhavam as mãos inquietas querendo acreditar na sua existência e na ausência misteriosa da barriga da sua mãe. Apontava para você, mostrava a quem estivesse por perto: Mafôr, Mafôr, Mafôr! O José Miguel vai ser o melhor abraço que você irá receber, pode anotar isso.

Juntos, vocês três, aqui em casa, se curtindo, desenharam a razão das nossas vidas.

Por fim, filha, um pedido de pai. Sabe aquelas pessoas que duvidaram de tudo? Que cogitaram explicações científicas para que sua mãe não pudesse ter você, seja em uma cesariana ou em um parto normal. Sabe aquelas pessoas desavisadas? O médico descrente? Os amigos das verdades absolutas? A moça do laboratório? Eles não fizeram por mal. Sempre que cruzar com eles, conte como veio ao mundo. Aliás: conte como você e sua mãe fizeram o mundo parar, por um segundo, para repetir o milagre que acontece cada vez que resolvemos fazer algo em que acreditamos verdadeiramente.

Do seu pai, (inspirado por doseupai)

1 Comentários - AQUI:

  • Nossa!!!!! Que lindo, emocionante, acompanhei todo essa fase da vanescinha, mulher forte, mesmo que em alguns momentos pode ter parido frágil, guerreira... Parabéns pela chegada da Maria Flor, parabéns por essa família tão linda.

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