Nietzsche estava constrangedoramente certo quando afirmou que o amor é uma virtude reservada aos fracos. Um macho, no sentido mais brucutu do termo, não pode amar, a não ser que assuma e submeta-se a algum tipo de fragilidade.

Não é por nada que o exemplo de amor mais chocante e emblemático registrado na história da humanidade, seja o relato do desconcertante caminho trilhado por um Deus todo-poderoso, que decide conduzir-se volutaria e obstinadamente à morte, passando antes pela humilhante posição de homem e servo. É Paulo quem articula que Jesus, o Deus-homem, mesmo sabendo-se Deus, não julgou que essa posição fosse de alguma forma algo a que deveria apegar-se, como que requerendo para si os direitos adquiridos de Senhor do Universo. Antes, impensável e irrepetível loucura, o Deus-homem não considerou humilhação suficiente ter-se moldado em carne, suor, pelos, saliva e excrementos. Julgou ainda necessário, entre os homens fazer-se servo, um simples serviçal esquecido, sem ter onde repousar a cabeça, errante na poeira da palestina, um canto esquecido do poderoso império romano. E como se não bastasse, foi ainda além, tornando-se um infame condenado a morte e um defunto abandonado pela multidão e recolhido por meia dúzia de amigos. Ou menos.

Não é de estranhar, portanto, que o novo-testamento seja recheado de afirmações estranhas como; quando sou fraco é que sou forte, que bom que o Reino foi revelado aos pequeninos e não aos poderosos, bem aventurados os que choram, o menor entre vocês será o maior, os últimos serão os primeiros.

O caminho de fragilização de Deus, no entanto, não poderá jamais ser confundido com o caminho trilhado por um frouxo que se move pra qualquer lugar porque não tem forças para fazer seu próprio caminho. Um bunda-mole que é levado por qualquer um para qualquer lugar. A fragilização de Deus é ato voluntário e corajoso de quem sabe a que veio e onde quer chegar. De quem peita qualquer um que se meta em seu caminho para desvia-lo da rota de abnegação, de entrega de si mesmo em favor do outro; no caso, da humanidade.

Curioso é perceber na história que o caminho que a igreja cristã seguiu foi invariavelmente outro. 

Católicos, protestantes, orientais, ocidentais, ortodoxos, pentecostais, divergem em inúmeros e insignificantes pontos, mas abraçam-se em um único e crucial elemento – trocaram a cruz de madeira pelo cetro de ouro.

Para mim sobra o horror de dar-me de cara com um Deus como esse e desejar intensamente segui-lo, mesmo me faltando coragem suficiente para tanto.

Afinada reflexão em A Trilha
Ps: leitura para gente inteligente

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