Sei que o sistema da igreja como instituição é um círculo vicioso. 

Era mais ou menos assim: quando Cristo começou seu ministério em Israel. Havia quatro grupos distintos: zelotes, essênios, saduceus e fariseus. Creio que a igreja hoje em dia sutilmente começa como os dois primeiros.

#os zelotes pensavam que a razão de sua opressão era por sua passividade e covardia. Se eles se levantassem e declarassem guerra a Roma, Deus iria dar a vitória como fez com Davi que venceu vários reinos, protegendo Israel. Quando iniciamos, nós declaramos guerra total. Éramos nós contra o resto do mundo. O discurso era flamejante: “O governo não quer que você tenha uma vida próspera, quer que você continue dependendo de salário mínimo, morando num barraco, pegando cesta básica, na fila do INSS. Deus quer te dar vida e vida com a abundância!”

Declaramos guerra contra a religião oficial também. “A igreja católica quer que você seja coitadinho. Que você sofra aqui porque Jesus sofreu, mas depois, no purgatório, vai lavar seus pecados e terá um paraíso. Mentira! Isso é pensamento de quem manipula. Jesus veio pra de dar vida e vida em abundância aqui e agora!”

ENFIM... Inflamar o discurso era uma forma de ver o fogo cair.

#os essênios eram o grupo que se separava. Achavam-se os melhores, mais santos, mais corretos no seu modo de vida religioso. Foi o que nós fizemos também. Nos separamos.

“Metíamos o pau” nos crentes. No início, como toda instituição religiosa que se preze, falamos mal das outras. Pelas roupas que usavam, pelo jeito que cantavam. Não adiantava nos chamar para uma parceria, não iríamos. Nos achávamos os melhores, não adiantava. 

“Não devemos misturar o vinho. Aqui você recebe um vinho novo. Não misture com o vinho velho de outras igrejas”.

Ai com o tempo vamos virando #os saduceus, um grupo que achava loucura se rebelar contra Roma. Começaram então a se aliarem, tirando o máximo de proveito da situação que o governo de Cezar lhes dava. É o que nós fazemos. Com a desculpa de invadir a terra com a mensagem de Deus, apoiamos políticos corruptos, com fichas sujas que fariam Fernandinho Beira-Mar parecer um escoteiro. O objetivo era abrir templos, comprar rádios e emissoras de TV. Mesmo que, pra isso, nos aliássemos ao próprio diabo pra conseguir as concessões.

A desculpa era “se fazer de tolo pra ganhar os tolos”.

Como isso não funciona muito, acabamos nos perdendo mesmo, pelo fato de ter se apropriado da igreja de Cristo e transformado num reino de ouro, prata e bronze, onde o que mais importava era adquirir templos, terras e status. O Evangelho era só uma peça de alegoria nisso tudo. Mas o pior é que usavam o nome de Deus pra escravizar, matar, roubar e destruir. Faziam o trabalho do diabo usando o nome de Jesus pra isso. E a mente das pessoas estava tão cauterizada que não havia como abrir seus olhos.

Saímos de uma proposta revolucionária de libertar o povo da opressão em nome de Jesus. O objetivo agora era legitimar o nome das instituições adquirindo bens e outros coisas. 

Orar pelos inimigos? Isso é detalhe. Essas coisas de amor ao próximo não se encaixa muito aqui. 

Diante disso, a maioria dos líderes da igreja acabam se tornando o último grupo de Israel, #os fariseus, religiosos totais. Criando uma aparência do que é ser cristão, com ações e costumes e o que fosse diferente daquilo era do ‘maligno’. Mas, por dentro, suas ações, traições, manipulações e interesses escusos os transformavam naquilo que Jesus falou: sepulcros caiados. Por construírem a aparência de homens de Deus, com suas gravatas de sedas e suas abotoadoras douradas, mas por dentro não ligavam para o que saía por suas ações. Não ajudavam o próximo. Mesmo sendo o irmão ao seu lado, pelo contrário, um querendo ver a caveira do outro. Que dirá se preocupar com a opressão que fazem por dinheiro em cima do povo, destruído por completo. “Não entram e nem deixam os outros entrarem”. 

Enfim... O poeta Cazuza resumiu isso muito bem em uma frase que foi cantada por toda uma geração: “Eu vejo o futuro repetir o passado.” 

W.Wil é culpado deste post:
O Reino Perdido – A versão subversiva…
*Acho que todo jovem deveria ler esse livro
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