Como cristãos, somos ensinados por nossos líderes a crer em certas ideias e nos comportar de determinada maneira. Temos a Bíblia, claro. Mas estamos condicionados a lê-la com as cômodas lentes da tradição cristã à qual pertencemos. Nos ensinaram a obedecer nossa denominação (ou movimento) e jamais desafiar tais ensinos.

[Spoiler]
Há uma grande distância entre adotar uma postura rebelde e ficar do lado da verdade.

A verdade é que nós cristãos nunca colocamos em dúvida aquilo que fazemos. Pelo contrário, cumprimos com um certo sorriso amarelo a maioria das nossas tradições religiosas, sem verificar de onde elas vieram. A maioria dos cristãos que afirma apoiar-se na Palavra de Deus nunca investiga se aquilo que faz a cada domingo tem base bíblica. Como sei isto? Porque se eles investigarem chegarão a conclusões bem incômodas. Conclusões que compeliriam suas consciências a abandonar boa parte do que fazem. [Quer um exemplo: As práticas da igreja contemporânea sofreram mais influências de eventos históricos pós-bíblicos do que pelos imperativos e exemplos do N.T.]

Costume sem verdade é erro envelhecido. Tertuliano

Talvez o elemento mais sutil a esse “novo cristianismo” foi o pragmatismo. Por pragmatismo quero dizer a crença de que se algo funciona ou dá resultados, então deve ser apoiado ou aceito.

O cristianismo moderno nunca se recuperou desta ideologia antiespiritual. É o pragmatismo, não a Bíblia ou a espiritualidade, que governa as atividades da maioria das igrejas modernas.

O pragmatismo é trágico porque ensina que “os fins justificam os meios”. Se o fim é considerado “santo”, qualquer “meio” é válido. 

Com isso a igreja passou a ser uma questão de preferência individual em vez de ser uma questão coletiva. Nesse caso foi se perdendo a essência da edificação mútua e o funcionamento de cada membro manifestando Jesus Cristo coletivamente. Vemos isso claro nas letras cantadas na primeira pessoa do singular. (Eu, eu é eu mesmo...)

Já não somos mais “um grande organismo coletivo”, mas apenas uma “agremiação de indivíduos”, buscando o mesmo destino. 

Ps: O sociólogo francês Jacques Ellul tinha razão quando notou a tendência paradoxal de que o evangelho cristão tende a produzir valores na sociedade que contradizem diretamente o evangelho. 

Juliano Fabricio
Eu uso óculos

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