Há um exemplo claro dessa resistência (ignorância) no livro do Gênesis

Deus promete a Abraão que ele será abençoado, que dele sairá um grande povo e que por meio dele todos os povos da terra serão abençoados.

Esta promessa está carregada de implicações. Abraão, que na ocasião não tinha filhos, descobre que será pai de uma nação inteira. Isso até poderia fazer sentido para ele, pois era a forma como as pessoas da época entendiam o mundo: todos faziam parte de uma tribo e todas as tribos tinham um pai – um líder, um patriarca. Algumas tribos eram itinerantes, outras fixas, algumas bastante ricas, possuíam terras e grandes exércitos, enquanto outras não; algumas entravam em guerra com freqüência, ao passo que outras evitavam conflitos a todo custo.

A identidade particular de cada pessoa numa cultura como a de Abraão era determinada na tribo à qual ela pertencia (tipo torcer por um time de futebol)

É nesse contexto cultural que Deus convoca Abraão a ser pai de um povo diferente de todas as tribos.

O povo de Abraão terá um propósito maior do que sua própria riqueza e preservação. O povo de Abraão existirá para abençoar e beneficiar todos os outros. 

Aqui está a parte importante: Deus chama Abraão para um novo estágio de ser que inclui identidade e preservação do próprio povo, mas que vai além disso, ajudando, abençoando e elevando todos os outros povos.

O chamado de Abraão não se limita a ele nem à tribo;

Ele tem a ver também com o bem estar de todas as tribos.

Na verdade, o resto da bíblia conta a historia do povo de Abraão – os hebreus – e de suas lutas para cumprir seu destino e seu chamado. Ao longo dos séculos, profetas apareceram e chamaram o povo de Israel de volta ao seu destino. Um desses profetas, Isaías, avisou que eles eram “uma luz para os gentios”. (Gentios é uma palavra que significa basicamente todos mais). Jesus chega, e o que ensina para os descendentes de Abraão? Não escondam sua luz; deixem-na brilhar!

Jesus sempre lembrava o povo de Abraão qual era sua identidade, sua missão e seu chamado, e constantemente perguntava: “Como vocês se afastaram tanto do caminho? A historia de vocês deveria ser esta!!

E muitos deles não entenderam, porque as tribos têm uma tendência natural para se fechar em si mesmas.

Isso soa familiar?

Por acaso você já fez parte de alguma organização e percebeu que o projeto não tinha qualquer missão ou propósito além da própria preservação?

Essa questão sobre o chamado de Abraão e o ensinamento de Jesus para seu povo nos remete a uma verdade importante sobre o impulsionar divino, que fala diretamente às comunidades religiosas. É possível que um povo que se veja como escolhido resista ao chamado de Deus para avançar, de modo que a sociedade em torno dele se torne mais avançada que ele próprio em varias áreas, como a proteção da dignidade humana, a integração da mente e do corpo, o tratamento dado às mulheres, a inclusão dos marginalizados, a compaixão e o cuidado como o meio ambiente.

As igrejas, comunidades e organizações religiosas podem proclamar que falam em nome de Deus, mas, ao mesmo tempo, estar um passo atrás do movimento progressista promovido por Ele.

E isso tem a ver com o impulsionar divino, a promessa feita a Abraão e uma verdade sobre nossos dias: o apego à consciência auto centrada do tipo nosso-grupo-está-acima-de-todos-outros está na raiz de incontáveis guerras, conflitos, racismo, limpeza étnica, destruição ambiental e sofrimentos deste mundo.

Quando falamos que Deus alcançava o povo bem lá onde ele estava, precisamos reconhecer que a promessa feita a Abraão ainda não se concretizou.

O Deus que impulsionava o povo para adiante naquela época estava chamando para um insight que nós ainda não atingimos aqui e agora.

“Essa historia evidencia um comportamento comum da natureza humana: nós dividimos o mundo, catalogamos as pessoas, criamos regras e nos sentimos justos em ralação às nossas posturas, não importa quais sejam. Gastamos muito tempo defendendo os posicionamentos que assumimos e nos esforçando para encontrar as palavras certas que expressem a razão de termos optado por determinada postura.”

Tudo isso apenas para descobrir que o que Deus tem para nós é maior, melhor, mais amplo, mais poderoso, mais inspirador e mais libertador do que imaginávamos. 

*A imagem acima deixa claro que o nosso papel nessa trajetória seria o de construirmos pontes de ligação e não promover separações tribais. (muros x pontes

“Por que vocês violam o mandamento de Deus por amor à sua tradição?” - Jesus Cristo

Juliano Fabricio
Insight sobre nosso chamado.

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