Então você sai de casa e segue para o templo.

Você deixa seu lugar diário, comum e usual e entra no espaço “sagrado”, “divino” e “santo”, onde encontra os sacerdotes – pessoas consagradas, incomuns e santas, separadas das massas para executar a tarefa de administrar o templo, organizar os sacrifícios e manter os deuses ou deus satisfeitos.

Você faz isso porque sua vida se divide em dois tipos de espaço e tempo.

Há o sagrado 

e há o comum.

Há o lar

e há o templo.

Há o santo

e há o corriqueiro.

Há o divino

e há o cotidiano.

Vamos dar uma pausa para sublinhar rapidamente duas coisas: A primeira é que o surgimento de altares, templos e liturgias religiosas na historia humana não foi uma coisa ruim; foi uma coisa primitiva. Nos primórdios da evolução, tomamos consciência de que nossa existência estava à mercê das forças além de nosso controle, como a chuva, o sol, as doenças e os desastres naturais. Na verdade, esse foi um grande avanço, pois nele estava enraizado o reconhecimento de que há dimensões da realidade que são invisíveis.

Para ressaltar a segunda coisa, retorno ao nascimento da religião, porque essa divisão primitiva entre o sagrado e o comum ainda está bem viva nos dias de hoje. 

Uma igreja na minha cidade fez uma enquete perguntando aos membros da congregação quanto da vida espiritual era importante para cada um deles.

Vida espiritual? Como oposta às suas outras vidas?

Por que tantas igrejas comemoram quando alguém é “chamado” para o ministério, mas poucas comemoram quando alguém é chamado para o direito, para a medicina, para o mundo dos negócios, para as artes, para fazer sanduíches ou para ser mãe.

Ao longo dos anos, ouvi muita gente que, ao falar de sue emprego, fazia uma observação do tipo: “Ah, é um trabalho comum, não é como ser um pastor ao fazer algo espiritual como isso.”

Porque estou falando dessas coisas? Porque Jesus deixa para trás essa divisão para que a história humana possa seguir em frente. Num dos relatos sobre a morte dele, lemos que o véu do templo de Deus – aquele que mantinha as pessoas distantes da sagrada presença Dele - rasgou-se.

Certo escritor do novo testamento disse que rasgar-se era uma maneira de mostrar como, por causa de Jesus, agora podemos ter um acesso direto a Deus.

Mas a imagem do véu se rasgando também significa que Deus vem para fora, que não está mais confinado ao templo como estava anteriormente.

(É claro que Deus nunca esteve confinado a quatro paredes. Mas a questão é que o nosso entendimento de Deus estava.)

A história de Jesus, portanto, é um estágio radicalmente novo, e talvez possamos dizer que foi um clique em nosso entendimento sobre Deus.

Um templo é uma coisa significativa e proveitosa porque ele dá aos humanos um meio de elaborar a idéia do santo e do sagrado. Para enxergar alguma coisa como sagrada é preciso distingui-la do restante e reconhecê-la como especial.

Constrói-se um templo para disseminar a idéia do sagrado, mas, ao fazer isso, corre-se o risco de que as pessoas dividam incorretamente o mundo em dois compartimentos distintos que, na verdade, não existem.

Essa razão de a história de Jesus ser tão inspiradora e revolucionária. Jesus vem até nós como Deus em forma corpórea, o divino e o humano coexistindo no em lugar, como a sua morte pondo fim à idéia de que Deus está confinado num templo, porque toda a terra é um templo e o mundo todo é santo, como disse Isaías. 

Ou, como afirmavam os cristãos do novo testamento, nós somos o templo.

Deus habita agora em um novo lugar, e esse lugar somos nós.

Ps: Contrariando muitos líderes por ai que nos propõem uma gama enorme de sacrifícios, o evangelho diz que Deus é bem acessível. Tão acessível que fixou residência dentro de nós!

Os cristãos não necessitam subir até os céus para encontrar Deus. Ele está aqui mesmo! Com a chegada de Emanuel, Deus está conosco. E com sua ressurreição, temos um Senhor que mora dentro de nós.

*Serve-nos como advertência as sábias palavras do apóstolo dos gentios: “Se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor” Gl. 2:18

Juliano Fabricio
Lendo Rob Bell. Paulo e esses caras malucos ai!!

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