Na cruz, passando pelo maior sofrimento que uma pessoa pode suportar, Jesus perguntou: 

“Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”

É uma pergunta, mas é também uma janela para uma maneira totalmente nova de enxergar Deus.

O que aprendemos com Jesus, o que vemos na sua dor, abandono e agonia, é que Deus também está lá.

Deus está no melhor,
e também no pior.
Deus está na presença,
e também na ausência.
Deus está no poder,
e também na impotência.
Deus está na cruz também.

Ele esta lá nas lagrimas, nos questionamentos, no desespero, no sangue, no lamento – Deus está lá, sentado conosco sobre nossas cinzas quando com nossos punhos cerrados para o céu declaramos que Ele não existe. 

Essa é uma subversão inesperada da cruz, transformando muitas das idéias que temos sobre Deus, insistindo que Deus é tão por nós que está disposto a assumir o pior que o mundo pode nos trazer e sofrer por nós até nosso ultimo suspiro.

Nós somos livres para fazer escolhas, exercer nossa vontade e infligir toda espécie de dor e abuso a nós mesmos, ao outro e ao meio ambiente.

Que é o que temos feito. 

Através de Jesus, vemos o Deus que compra a briga pela nossa liberdade, que carrega nossas dores, nosso sofrimento, nossos pecados, nosso desespero e nossa descrença a respeito do próprio Deus, e então ele morre e ressuscita três dias depois.

Essa ressurreição de Jesus foi um marco na consciência humana, um novo modo de ver o mundo, no qual a morte não tem a ultima palavra.

É por isso que torcemos pelos desfavorecidos, pelos desajustados, pelas ovelhas negras. (ou deveríamos torcer)

Isso fala à nossa necessidade de ser lembrados de que nada está concluído, que a ultima palavra ainda não foi dita, que um salvador morrendo numa cruz não é o fim. Mas apenas o começo.

Jesus nos convida a acolher a fraqueza, dúvida, raiva, desamparo e qualquer outro sofrimento que estejamos carregando, oferecendo-os a Deus e confiando que, assim como a morte de Jesus traz uma nova vida, nossas dores e frustrações também serão transformadas numa coisa nova. 

“a paz que nos é oferecida não é imune a tragédias, doenças, falência, divórcio, depressão ou mágoas.”

É uma paz firmada na certeza de que a vida que Jesus nos dá é mais profunda, mais ampla, mais forte e mais duradoura do que qualquer circunstância poderia oferecer, porque tudo o que vemos e tocamos não é tudo o que existe, e a última palavra a nosso respeito ainda não foi dita.

O grande mistério disso esta na fala do aposto Paulo,
 “Nos tornamos fortes quando ficamos fracos”

Juliano Fabricio
Influenciado pelo polêmico Rob Bell


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