O que está acontecendo no Brasil com os cristãos e os Gays representa um quadro escancarado de um mundo que não atua segundo o princípio da graça®

Pelo contrário, 

ele atua seguindo algo semelhante à terceira lei de Newton: toda ação provoca uma reação igual e contrária. Se você me bater, eu revido e bato em você. Falou mal dos meus símbolos eu detono os seus.

Parem!!!

... isso não precisa mais se transformar em uma batalha entre os certos e os errados, mas sim um diálogo comum daqueles que buscam o mesmo fim tendo diferentes ideias de como chegar lá.

E para isso Jesus anunciou uma mensagem radicalmente diferente. 

Recebemos não o que merecemos, mas exatamente o contrário. 

Merecemos castigo e recebemos perdão; 
merecemos a ira de Deus e recebemos seu amor. 

Num mundo dividido por raças, culturas, classes, línguas e religiões, Jesus liberou a mais poderosa força do universo, a força da graça®. Essa força contrária traz uma nova mensagem de esperança para um mundo marcado pela violência, intolerância e divisão.

Jesus está nos dando um ótimo laboratório para demostrarmos sua graça®.

Lembre-se: Não se requer nenhuma graça® para conviver com alguém que se pareça com a gente e concorde conosco.

A graça® é testada no contexto da diferença.

Em busca de sugestões, eu recorro a cenas da vida de Jesus, que liberou essa evasiva força contrária que é a graça®. Na estreia de sua vida pública Jesus foi à sinagoga de sua terra natal e leu em voz alta este texto do profeta Isaías:

O Espírito do Soberano, o Senhor, está sobre mim,
porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres.
Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado,
anunciar liberdade aos cativos
e libertação das trevas aos prisioneiros;
para proclamar o ano da bondade do Senhor.

Com todos os olhares fixos nele, Jesus fez em seguida um anúncio dramático: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir”. A pessoal logo reconheceu que ele estava falando do profeta Isaías e ninguém se ofendeu com a espantosa alegação de Jesus. “Todos falavam bem dele, e estavam admirados com as palavras de graça® que saíam de seus lábios”.

Porém minutos mais tarde, a multidão queria joga-lo de cima de um monte.

Por quê?

Porque ele teve a coragem de mencionar incidentes do Antigo Testamento em que Deus mostrava sua graça a dois inimigos de Israel, a uma famosa viúva fenícia e a um general sírio afetado pela lepra. 

Fazendo isso Jesus expôs a exata tendência humana de colocar um grupo acima de outro. 

Sua plateia judaica acolhia as palavras de Jesus desde que elas pressupusessem que eles mesmos eram os prisioneiros que precisavam de libertação e os oprimidos que precisavam ser libertados do governo opressor de Roma. Eles se agarravam a sua condição privilegiada de povo escolhido de Deus e se ressentiam de qualquer sugestão de que outros pudessem diluí-la. Com efeito, eles queriam que João 3:16 dissesse:

“Porque Deus amou aos judeus”, e não “Porque Deus amou ao mundo”.

Nos tempos de Jesus, todos conheciam a ordem classificatória: 
[um judeu piedoso agradecia diariamente por não ter nascido escravo, mulher ou gentio.] 

Para nossa vergonha, muitas vezes como cristãos perpetuamos essa tendência a classificar, às vezes imitando os preconceitos da sociedade, outras vezes acrescentando os nossos próprios preconceitos. 

Jesus veio até nós “cheio de graça® e de verdade”
escreveu João no prólogo de seu Evangelho.

A existência de milhares de denominações demonstra até que ponto chegam as igrejas na competição pela verdade. Eu apenas gostaria que as igrejas gastassem uma energia equivalente na competição da distribuição da graça®. (fica a dica!!!)

Então vejo a história sempre se repetindo e o legalismo se insinua, permitindo que os mais “espirituais” vejam os outros com ligeiro desprezo.

A oração final de Jesus com seus discípulos foi uma intensa súplica pela unidade: “para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós”. É doloroso, mas até agora essa oração não foi atendida. 

Paulo, um bom judeu que agradecia todos os dias por não ser escravo, mulher ou gentio, mudou sua oração depois da experiência do poder libertador da graça®. Numa guinada maravilhosa, ele disse aos gálatas (povo conhecidos pelo pessimo humor): “Não há judeu nem grego, escravo nem livre; nem homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus”. 

Que vocês possam hoje tomar a frente e finalmente mostrar para este mundo dividido o poder da graça® capaz de superar o instinto humano de classificar e desunir.

Juliano Fabricio
Vivendo pela graça®

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