“Mudei-me da casa dos eruditos e bati a porta ao sair. Por muito tempo, a minha alma assentou-se faminta à sua mesa. Não sou como eles. Treinados a buscar o conhecimento como especialistas em rachar fios de cabelo ao meio. Amo a liberdade. Amo o ar sobre a terra fresca.  É melhor dormir em meios às vacas, que em meio às suas etiquetas e respeitabilidades.” [Nietzsche]

Quanto a Nietzsche, não disse o que disse por ele ser o fantástico filósofo louco anti cristão…, mas apenas porque vejo nas lutas dele contra o cristianismo histórico uma aflição devocional, presente apenas em quem adoraria encontrar com Jesus. Só isto! E Isaías diz que no Caminho Santo há lugar até para o louco.

Ora, se tal misericórdia me cobre, creia, cobre a Nietzsche também!

E se me cobre e cobre a Nietzsche, que não dizer de sua grandeza sobre os pobres e os seres desprezados da Terra, dos quais Jesus se diz irmão e neles também se confessa imanente?

“As palavras ditas ao ladrão na cruz contêm todo o Evangelho. Este foi, em verdade, um homem divino, um ‘filho de Deus’, diz o ladrão. Se tu sentes isso – responde o Redentor –, então também estás no Paraíso, és tu também um filho de Deus… Não se defender, não se encolerizar, não tornar responsável, não opor resistência, nem sequer ao mau, amá-lo. ” [Nietzsche]

“Aos que desprezam o corpo tenho uma palavra a dizer. Não lhes peço para mudar de opinião e de doutrina, mas somente para se desfazerem de seu próprio corpo e dessa maneira se tornarão mudos” [Nietzsche, Assim falava Zaratustra]

“O ‘reino de Deus’ é um estado do coração – não algo situado ‘acima da terra’ ou a que se chegue ‘depois da morte’ –, a hora, o tempo, a vida física e suas crises não existem em absoluto para o Mestre da Boa Nova… O reino de Deus não é algo que se aguarde, não tem um ontem, nem um “além de amanhã”, não chega ‘dentro de mil anos’ – é uma experiência em um coração, está em toda parte, não está em lugar algum. ” [Nietzsche]

"O homem de fé [...] é necessariamente um homem dependente - alguém que não pode colocar a si mesmo como fim [...]. O crente não pertence a si mesmo, pode ser apenas meio, precisa ser consumido, precisa de alguém que o consuma. [...] Toda espécie de fé é uma expressão de auto-renúncia, de alienação de si mesmo..." [Nietzsche, O Anticristo]

O homem que imagina ser completamente bom é um idiota. [Nietzsche]

Todo idealismo perante a necessidade é um engano. [Nietzsche]

No amor sempre existe algo de loucura e na loucura sempre existe algo de razão. [Nietzsche]

Enfim...como disse um amigo um dia desses: “Ao criticar violentamente o cristianismo, Nietzsche compreendeu a essência do Cristianismo. ”

Juliano Fabricio 
em: O deus que Nietzsche matou, também mato.
[lendo O ANTICRISTO]

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