O Deus de poder, enquanto percorria
Em suas majestosas roupagens de glória,
Resolveu parar; e assim um dia
Ele desceu, e pelo caminho se despia.
George Herbert

Ó Deus, por que essa criança desventurada não nasceu em algum outro lugar?

E assim Jesus Cristo entrou no mundo no meio da disputa e do terror, e passou a infância escondido no Egito como refugiado

Mateus observa que a política local até determinou onde Jesus cresceria. Quando Herodes, o Grande, morreu, um anjo disse a José que seria seguro ele retornar a Israel, mas não para a região em que Arquelau, o filho de Herodes, assumira o governo. Então José mudou-se com a família para Nazaré, no norte, onde ficaram morando sob domínio de outro filho de Herodes, Antipas, de quem Jesus diria “aquela raposa”, e também aquele que mandaria decapitar João Batista.

Alguns anos depois, os romanos assumiram o comando direto da província do sul, que abrangia Jerusalém, e o mais cruel e famigerado desses governadores foi um homem chamado Pôncio Pilatos. Bem relacionado, Pilatos casou-se com a neta de César Augusto. Segundo Lucas, Herodes Antipas e Pilatos, o governador romano, consideravam-se inimigos até o dia em que o destino os reuniu para determinar o destino de Jesus. Naquele dia eles colaboraram, esperando ter sucesso onde Herodes, o Grande, havia falhado:

 livrar-se do estranho pretendente e assim preservar o reino.

Do início ao fim, o conflito entre Roma e Jesus parecia ser de todo unilateral. A execução de Jesus aparentemente acabaria com qualquer ameaça, ou era o que pensavam naquele tempo. A tirania venceria mais uma vez. Não ocorreu a ninguém que seus obstinados discípulos pudessem simplesmente sobreviver ao Império Romano.

Que história...

... o Criador de todas as coisas encolheu-se além da imaginação, tanto, tanto, tanto, que se tornou um óvulo, um simples ovo fertilizado, quase invisível, um óvulo que se dividiria e se redividiria até que um feto fosse formado, expandindo-se célula por célula dentro de uma irrequieta jovem.

“Que Deus é pequeno, essa é a verdade que Jesus ensinou ao homem”.

O Deus que trovejava, que podia movimentar exércitos e impérios como peões num tabuleiro de xadrez, esse Deus apareceu na Palestina como um nenê que não podia falar, nem comer alimento sólido, nem controlar a bexiga, que dependia de uma jovem para receber abrigo, alimento e amor.

Enfim... o acontecimento que dividiu a história, e até mesmo nossos calendários, em duas partes, talvez tenha tido mais testemunhas animais que humanas.

Em Jesus, Deus encontrou um meio de se relacionar com os seres humanos que não passava pelo medo.

“Considero-me estrangeiro em qualquer país, alheio a qualquer raça.
Pois a terra é minha pátria e a humanidade toda é meu povo. ” Khalil Gibran

Juliano Fabricio
triste com a realidade de tantos refugiados

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