Søren Kierkegaard escreveu sobre o leve toque de Deus:

“A onipotência que pode colocar a sua mão fortemente sobre o mundo pode também tornar o seu toque tão leve que a criatura recebe independência”. 

Às vezes, concordo, desejaria que Deus usasse um toque mais pesado. Minha fé sofre com liberdade em demasia, com demasiadas tentações para descrer. Às vezes desejo que Deus me esmague, para vencer minhas dúvidas com a certeza, para me dar provas finais de sua existência e de seu interesse.

Também quero que Deus desempenhe papel mais ativo nos negócios humanos. Se Deus tivesse apenas estendido a mão e retirado rapidamente alguns governos despotas do trono, quantas vidas teriam sido salvas? Se Deus tivesse feito o mesmo com Hitler, quantos judeus teriam sido poupados? Por que Deus tem de “sentar sobre suas mãos”?

Quero também que Deus assuma um papel mais ativo em minha história pessoal. Quero respostas rápidas e espetaculares às minhas orações, cura para minhas enfermidades, proteção e segu­rança para os que amo. 

Quando tenho esses pensamentos, reconheço em mim um eco tênue, abafado, do desafio que Satanás lançou a Jesus há dois mil anos. Deus resiste a essas tentações agora como Jesus resistiu àquelas na terra, estabelecendo um jeito mais lento, mais gentil.

A terrível insistência de Deus na liberdade humana é tão absoluta que ele nos garantiu o poder de viver como se ele não existisse, de cuspir na sua face, de crucificá-lo.

Tudo isso Jesus devia saber quando enfrentou a tentação no deserto, focalizando seu imenso poder na energia da restrição.

Creio que Deus insiste em tal restrição porque nenhuma exibição pirotécnica de onipotência vai alcançar a reação que ele deseja. Embora o poder possa forçar a obediência, apenas o amor pode provocar a reação de amor, que é a única coisa que Deus deseja de nós, sendo a razão de nos ter criado.

Por que Deus se contenta com a maneira lenta, desencorajadora de fazer a justiça crescer em vez de vingá-la? O amor é assim. O amor tem o seu poder, o único poder capaz de finalmente conquistar o coração humano.

“O amor dá consentimento a todos e ordena apenas àqueles que consentem.
O amor é abdicação. Deus é abdicação”. Simone Weil

Juliano Fabricio
Aprendendo que só existe uma opção: o AMOR

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